{"id":50176,"date":"2019-06-17T08:14:59","date_gmt":"2019-06-17T11:14:59","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=50176"},"modified":"2019-06-17T08:16:11","modified_gmt":"2019-06-17T11:16:11","slug":"corpo-e-sangue-de-cristo-vinde-adoremos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/corpo-e-sangue-de-cristo-vinde-adoremos\/","title":{"rendered":"Corpo e Sangue de Cristo: Vinde, adoremos!"},"content":{"rendered":"<p>A Solenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo foi institu\u00edda, inicialmente, na B\u00e9lgica, na Diocese de Li\u00e8ge, em 1246. O Papa Urbano IV que estendeu a Solenidade para a Igreja Cat\u00f3lica em todo o mundo. \u00c9 celebrada na quinta-feira ap\u00f3s a Solenidade da Sant\u00edssima Trindade. \u00c9 o momento solene em que os fi\u00e9is rendem gra\u00e7as a Deus pelo inestim\u00e1vel dom da Santa Eucaristia, na qual o pr\u00f3prio Senhor Jesus se d\u00e1 a n\u00f3s como alimento de Vida Eterna.<\/p>\n<p>Todos professamos que a Santa Eucaristia \u00e9 a fonte e o centro de toda a vida crist\u00e3. N\u00f3s cremos que Jesus est\u00e1 presente, de maneira real, nos dons Eucar\u00edsticos: \u201cO nosso Salvador instituiu na \u00faltima Ceia, na noite em que foi entregue, o Sacrif\u00edcio Eucar\u00edstico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar pelo decorrer dos s\u00e9culos, at\u00e9 Ele voltar, o Sacrif\u00edcio da Cruz, confiando \u00e0 Igreja, sua esposa amada, o memorial de sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d(Cf. Sacrosanctum Concilium, n. 47) Por isso fazemos mem\u00f3ria da Alian\u00e7a de amor e compromisso que o Senhor realiza conosco em cada Eucaristia.<\/p>\n<p>No centro da Solenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo est\u00e1 quer a celebra\u00e7\u00e3o de Deus que alimenta o seu povo e que, no seu Filho, d\u00e1-lhe o alimento supremo e eterno, quer a grande Eucaristia dos batizados.<\/p>\n<p>Para exprimir esta ora\u00e7\u00e3o de louvor e de agradecimento, que dirigimos ao Senhor acolhendo o dom do seu amor, a Escritura emprega duas palavras: a b\u00ean\u00e7\u00e3o (primeira leitura \u2013 Gn 14,18-20) e a a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as (segunda leitura \u2013 1Cor 11,23-26).<\/p>\n<p>Na primeira leitura \u2013 Gn 14,18-20) a Igreja nos apresenta a figura verdadeiramente misteriosa de Melquisedec. Ele \u00e9 rei e \u00e9 sacerdote \u2013 n\u00e3o sacerdote de uma divindade pag\u00e3, mas \u201csacerdote do Deus Alt\u00edssimo\u201d(Gn 14,18). Ele vai ao encontro de Abra\u00e3o, que est\u00e1 saindo vitorioso de uma batalha na qual lutavam nove reis, e leva consigo p\u00e3o e vinho. Sendo sacerdote do Deus Alt\u00edssimo, ele confere uma b\u00ean\u00e7\u00e3o sobre Abra\u00e3o em nome do supremo Deus \u201cCriador do c\u00e9u e da terra\u201d(cf. Gn 14,19) e Abra\u00e3o, por sua vez, d\u00e1-lhe em tributo \u201co d\u00edzimo de tudo\u201d(cf. Gn 14,20). Foi o autor da carta aos Hebreus que descobriu na pessoa de Melquisedec uma das maiores prefigura\u00e7\u00f5es de Cristo. Ele \u00e9 rei e sacerdote, uma antecipa\u00e7\u00e3o digna de Cristo Rei do Universo e Sacerdote da nova e eterna alian\u00e7a. O sacrif\u00edcio que ele vem para oferecer n\u00e3o \u00e9 a carne de bois e cabritos, mas p\u00e3o e vinho, os mesmos elementos que Cristo usar\u00e1 para tornar presente seu sacrif\u00edcio de paz no altar da Missa. Ele se aproxima de Abra\u00e3o, pai de todos os que creem, com a maior naturalidade e confian\u00e7a, aben\u00e7oando a Abra\u00e3o, e mostrando-se maior do que Abra\u00e3o,(sendo que o maior sempre aben\u00e7oa o menor \u2013 Hb 7,7), assim como Cristo dir\u00e1 aos judeus no Evangelho de Jo\u00e3o: \u201cAntes que Abra\u00e3o existisse, eu sou\u201d(cf. Jo 8,58). Cristo \u00e9, ao mesmo tempo velado e revelado na personagem de Melquisedec. Na h\u00f3stia consagrada, levada em prociss\u00e3o hoje pelo celebrante e adorada pelo povo, Cristo tamb\u00e9m se esconde e se revela sob a esp\u00e9cie do p\u00e3o transubstanciado.<\/p>\n<p>Estas duas dimens\u00f5es de ora\u00e7\u00e3o est\u00e3o intimamente ligadas e devem habitar a nossa vida para al\u00e9m da missa, para testemunhar todo o amor com o qual Cristo ama os homens (Evangelho \u2013 Lc 9,11b-17).<\/p>\n<p>Em cada Santa Missa, ap\u00f3s a consagra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e do vinho, o celebrante diz: \u201cEis o mist\u00e9rio da f\u00e9\u201d, e o povo responde un\u00edssono: \u201cAnunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurrei\u00e7\u00e3o. Vinde, Senhor Jesus!\u201d Este mist\u00e9rio de f\u00e9 que \u00e9 a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor se faz sacramentalmente presente na Sant\u00edssima Eucaristia. Neste sentido, a pr\u00f3pria Eucaristia pode ser descrita como \u201cmist\u00e9rio de f\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>A Solenidade de Corpus Christi \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica de adora\u00e7\u00e3o a Jesus h\u00f3stia Santa. \u00c9 grande, \u00e9 belo, \u00e9 extraordin\u00e1rio e maravilhoso o que celebramos hoje \u2013 e que acontece todos os dias nas igrejas do mundo inteiro \u2013 quando o sacerdote, nas suas m\u00e3os, pega o p\u00e3o e diz: \u201c<em>Tomai, isto \u00e9 o meu corpo<\/em>!\u201d, n\u00e3o \u00e9 o meu corpo, o corpo do padre Roger,\u00a0ou o de qualquer outro sacerdote; \u00e9 o pr\u00f3prio Corpo do Senhor! Quanta ousadia ao pegar o c\u00e1lice e dizer: \u201cEste Sangue \u00e9 o de Cristo!\u201d. O Senhor Jesus est\u00e1 no meio de n\u00f3s, vivo, presente e jamais ausente. Ele faz com que Sua presen\u00e7a seja mais intensa entre n\u00f3s, sobretudo, no Sacramento da Eucaristia. Por isso hoje honras, louvores, gl\u00f3rias, a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, adora\u00e7\u00e3o e prostra\u00e7\u00e3o diante d\u2019Aquele que \u00e9 o nosso Deus!<\/p>\n<p>A Solenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo \u00e9 a festa da Pessoa de Cristo. Ao levantarmos os olhos para o P\u00e3o e o Vinho consagrados, s\u00f3 podemos dizer: \u201c\u00c9 mesmo Ele! Meu Senhor e meu Deus!\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Solenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo foi institu\u00edda, inicialmente, na B\u00e9lgica, na Diocese de Li\u00e8ge, em 1246. 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