{"id":5011,"date":"2014-08-18T13:25:46","date_gmt":"2014-08-18T16:25:46","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/que-queres-de-mim\/"},"modified":"2017-04-06T11:51:51","modified_gmt":"2017-04-06T14:51:51","slug":"que-queres-de-mim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/que-queres-de-mim\/","title":{"rendered":"Que queres de mim?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nascemos e crescemos ao sabor das descobertas. Desde crian\u00e7a, os olhares atentos e os ouvidos ligados a qualquer movimento, barulho ou a\u00e7\u00e3o s\u00e3o as antenas do aprendizado. Observem qualquer crian\u00e7a. Est\u00e3o sempre em sintonia com tudo que acontece ao redor delas. Por isso dizemos que a inf\u00e2ncia \u00e9 a idade das descobertas, de preparo \u00e0s grandes navega\u00e7\u00f5es que o futuro nos reserva, de juntar for\u00e7as, criar condi\u00e7\u00f5es, enrijecer corpo e alma para a grande aventura da vida.<br \/> Vem o momento, no entanto, de nos depararmos com as encruzilhadas. Nelas encontramos as cobran\u00e7as que o livre arb\u00edtrio nos faz. E agora? Qual o melhor caminho? Diria serem estas as maiores prova\u00e7\u00f5es do discernimento vocacional, que todos somos obrigados a fazer um dia. No plano terreno, a tend\u00eancia \u00e9 optarmos pela via do sucesso, do retorno imediato, dos benef\u00edcios e regalias que determinada op\u00e7\u00e3o profissional possa nos proporcionar. J\u00e1 no plano espiritual ou mesmo psicol\u00f3gico, nossas escolhas exigem discernimentos maiores.\u00a0 Vem, pois, a pergunta crucial: Senhor, que queres que eu fa\u00e7a?<br \/> Aqui n\u00e3o importa qual seja nossa op\u00e7\u00e3o ou vis\u00e3o que possu\u00edmos de uma situa\u00e7\u00e3o m\u00edstica. Mesmo os que se dizem ateus buscam respostas. O que Deus (ou a for\u00e7a que governa nosso existir) quer de n\u00f3s? Porque estamos aqui? Ou, repetindo o trip\u00e9 das quest\u00f5es mais que originais na hist\u00f3ria humana: Por que, para qu\u00ea e para onde?<br \/> A resposta sempre exige uma sondagem interior. Nessa busca, queira ou n\u00e3o, Deus sempre estar\u00e1 presente. A m\u00edstica humana n\u00e3o renega a si mesma. Ela \u00e9 latente \u00e0 vida. Est\u00e1 embutida em nossa raz\u00e3o de ser, de existir. \u00c9 esse o grande questionamento do animal pensante que somos, que sonda sua pr\u00f3pria origem perante o Universo, explora estrelas e constela\u00e7\u00f5es, conhece sua insignific\u00e2ncia, descobre-se um nada diante dos mist\u00e9rios que rondam sua exist\u00eancia e formula a primeira grande quest\u00e3o da vida: Por qu\u00ea?<br \/> Ent\u00e3o se aventura um pouco mais, deixando de lado o campo da l\u00f3gica, do tang\u00edvel, do mensur\u00e1vel, para explorar os mist\u00e9rios da pr\u00f3pria alma. \u00c9 o come\u00e7o de uma solu\u00e7\u00e3o mais l\u00f3gica. H\u00e1 de ter uma raz\u00e3o para nossas vidas. N\u00e3o surgimos do nada; nunca \u00e9 palavra incompat\u00edvel com seu tempo, pois s\u00f3 o fato de existir, de apalpar-se, de sentir, contemplar ou mesmo se questionar nos prova a raz\u00e3o e o objetivo de aqui estarmos. E n\u00e3o h\u00e1 outra resposta sen\u00e3o a aceita\u00e7\u00e3o de uma miss\u00e3o, uma raz\u00e3o al\u00e9m das raz\u00f5es biol\u00f3gicas. Aqui a pergunta n\u00e3o deixa margens para respostas vazias de significados ou fugas da realidade que nos cerca. Qual a raz\u00e3o, a motiva\u00e7\u00e3o da nossa exist\u00eancia? Para qu\u00ea?<br \/> Eis que a resposta nos devolve \u00e0 l\u00f3gica da vontade criadora&#8230; A raz\u00e3o de nosso existir est\u00e1 na motiva\u00e7\u00e3o da for\u00e7a que nos criou. Ela nos envia ao mundo como instrumentos de um projeto maior, com metas claras e objetivas, a serem aprimorados. Para onde vamos? Foi essa a grande pergunta dos maiores profetas da nossa f\u00e9. Continua sendo a grande quest\u00e3o vocacional daqueles que descobrem seu peso encarnado numa resposta mais que coerente: \u201cAqui estou, Senhor, envia-me\u201d&#8230; N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7os para inseguran\u00e7a na descoberta do profeta diante da miss\u00e3o que lhe era confiada. A descoberta do projeto divino para sua pr\u00f3pria vida tinha uma motiva\u00e7\u00e3o mais que especial. \u201cEu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela m\u00e3o, eu te formei e designei para seres a alian\u00e7a com os povos, a luz das na\u00e7\u00f5es\u201d (Is 42, 6). Essa \u00e9 a voca\u00e7\u00e3o do homem de Deus. Esse \u00e9 o caminho, raz\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o dos que acreditam que a vida n\u00e3o \u00e9 um simples passeio, uma passagem sem maiores significa\u00e7\u00f5es. Porque voca\u00e7\u00e3o \u00e9 chamado, mas tamb\u00e9m resposta. \u00c9 escolha, mas tamb\u00e9m privil\u00e9gio. \u00c9 sele\u00e7\u00e3o, elei\u00e7\u00e3o. Portanto, ousamos perguntar: Senhor, que queres de n\u00f3s?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascemos e crescemos ao sabor das descobertas. Desde crian\u00e7a, os olhares atentos e os ouvidos ligados a qualquer movimento, barulho ou a\u00e7\u00e3o s\u00e3o as antenas do aprendizado. Observem qualquer crian\u00e7a. Est\u00e3o sempre em sintonia com tudo que acontece ao redor delas. 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