{"id":49976,"date":"2019-06-10T13:10:21","date_gmt":"2019-06-10T16:10:21","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=49976"},"modified":"2019-06-11T09:17:37","modified_gmt":"2019-06-11T12:17:37","slug":"documento-do-vaticano-sobre-gender-sim-ao-dialogo-sobre-estudos-nao-a-ideologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/documento-do-vaticano-sobre-gender-sim-ao-dialogo-sobre-estudos-nao-a-ideologia\/","title":{"rendered":"Documento do Vaticano sobre \u201cgender\u201d: sim ao di\u00e1logo sobre estudos, n\u00e3o \u00e0 ideologia"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Um instrumento para abordar o debate sobre a sexualidade humana e os desafios que emergem da ideologia \u201cgender\u201d, em um tempo de emerg\u00eancia educacional. Este \u00e9 o documento Homem e Mulher os criou. Para uma via de di\u00e1logo sobre a quest\u00e3o de \u201cgender\u201d na educa\u00e7\u00e3o, assinado pelo Cardeal Giuseppe Versaldi, Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Educa\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, e pelo Arcebispo Vincenzo Zani, secret\u00e1rio do Dicast\u00e9rio.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Silvonei Jos\u00e9 &#8211; Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>Foi publicado nesta segunda-feira o novo documento da Congrega\u00e7\u00e3o para a Educa\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica <i>Homem e Mulher os criou. Para uma via de di\u00e1logo sobre a quest\u00e3o de \u201cgender\u201d na educa\u00e7\u00e3o<\/i>.<\/p>\n<p>Segundo o Prof. Roberto Zappal\u00e0, diretor do Instituto Gonzaga de Mil\u00e3o \u00a0esse documento se apresentada como uma valiosa contribui\u00e7\u00e3o adicional de reflex\u00e3o (que vai se acrescentar a outros elaborados em preced\u00eancia) \u00fatil para &#8220;orientar e apoiar os envolvidos na educa\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es&#8221; (n. 5). O foco do documento \u00e9 certamente sobre uma das &#8220;quest\u00f5es mais debatidas sobre a sexualidade humana hoje&#8221;, a quest\u00e3o do \u201cgender\u201d na educa\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 mencionado no t\u00edtulo. No entanto, a reflex\u00e3o articulada no documento assume um \u00e2mbito mais amplo: a &#8220;emerg\u00eancia educativa&#8221;, que enfrentamos e que nasce de uma sociedade e de uma cultura cada vez mais pobres em evid\u00eancia e valores compartilhados, parece agora unir tantos jovens em forma\u00e7\u00e3o como os adultos que devem educ\u00e1-los na mesma percep\u00e7\u00e3o de viver como &#8220;abalados pelas ondas e levados aqui e ali por qualquer vento de doutrina&#8221; (Ef\/4, 14). Esta emerg\u00eancia denota &#8211; nas palavras do Papa Bento XVI &#8211; uma verdadeira &#8220;car\u00eancia antropol\u00f3gica&#8221;, que tende a nos fazer esquecer que a pessoa humana &#8220;\u00e9 um ser integral e n\u00e3o uma soma de elementos que podem ser isolados e manipulados segundo \u00e0 pr\u00f3pria vontade&#8221;.<\/p>\n<p>Diante dessa car\u00eancia antropol\u00f3gica que determina a &#8220;desorienta\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica que caracteriza difusamente o clima cultural de nosso tempo&#8221; (n. 1), a Igreja, com este novo documento, assume e convida a assumir uma atitude de escuta, de reflex\u00e3o e de proposta para &#8220;empreender a via do di\u00e1logo sobre a quest\u00e3o do \u201cgender\u201d na educa\u00e7\u00e3o&#8221; (n. 6). E \u00e9 precisamente por esta raz\u00e3o que o documento est\u00e1 dividido em tr\u00eas se\u00e7\u00f5es: Ouvir n\u00bas 8-23; Refletir, n\u00bas 24-29; Propor, n\u00bas 30-51:<\/p>\n<p>&#8211; <i>Ouvir<\/i> &#8220;do perfil hist\u00f3rico, dos pontos de encontro e das cr\u00edticas na quest\u00e3o do \u201cgender\u201d (n. 24), bem como da &#8220;partilha e apreci\u00e1vel exig\u00eancia de lutar contra qualquer express\u00e3o de injusta discrimina\u00e7\u00e3o&#8221;(n. 15);<\/p>\n<p>&#8211; <i>Reflex\u00e3o<\/i> cr\u00edtica sobre os aspectos da &#8220;liquidez e fluidez p\u00f3s-moderna&#8221; (n. 19)subordinados \u00e0 ideologia do \u201cgender\u201d que levam a propor, em n\u00edvel antropol\u00f3gico, &#8220;uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculada da diferen\u00e7a biol\u00f3gica entre masculino e feminino. A identidade humana \u00e9 entregue a uma op\u00e7\u00e3o individualista, mut\u00e1vel com o tempo, express\u00e3o do modo de pensar e agir, hoje difundido, que confunde \u201ca liberdade genu\u00edna com a ideia de que cada um julga como lhe parece, como se, para al\u00e9m dos indiv\u00edduos, n\u00e3o houvesse verdades, valores, princ\u00edpios que nos guiam, como se tudo fosse igual e tudo se devesse permitir\u201d (n. 22);<\/p>\n<p>&#8211; <i>Proposta<\/i> de um cuidadoso discernimento sobre a verdade da pessoa e sobre o significado da sexualidade humana, atrav\u00e9s de uma clarifica\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica que tem o seu n\u00facleo naquela \u201cecologia humana que procura o reconhecimento da dignidade peculiar do ser humano\u201d. Dignidade que o homem mesmo &#8220;deve respeitar e n\u00e3o pode manipular como lhe apetece&#8221;. (n. 30). E \u00e9 \u00e0 luz desta ecologia humana que a mulher e o homem podem &#8220;aprender [&#8230;] qual \u00e9 o significado do corpo em toda a verdade original da masculinidade e da feminilidade; \u00a0para se poder reconhecer a si mesmo no encontro com o outro que \u00e9 diferente [&#8230;], e enriquecer-se mutuamente \u201c(n. 35).<\/p>\n<p>Nesta antropologia relacional emergem tra\u00e7os fundamentais da antropologia crist\u00e3 da pessoa, que reconhece \u201co significado da sexualidade de discrimina\u00e7\u00e3o e de viol\u00eancia, precisamente porque aprenderam a reconhecer as igualdades das pessoas, n\u00e3o negando, mas sim respeitando e valorizando as suas diferen\u00e7as .<\/p>\n<p>Da leitura global deste novo documento da Congrega\u00e7\u00e3o para a Educa\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica emerge claramente que a Igreja olha para a &#8220;quest\u00e3o do \u2018gender\u2019 na educa\u00e7\u00e3o\u201d na perspectiva mais ampla do comum compromisso de construir uma conviv\u00eancia social que, como j\u00e1 auspiciara o Conc\u00edlio, sempre mais &#8220;respeite a dignidade, a liberdade e os direitos das pessoas&#8221;. E \u00e9 precisamente na perspectiva deste compromisso comum que a Igreja deseja n\u00e3o s\u00f3 abrir &#8220;uma via de di\u00e1logo&#8221;, mas tamb\u00e9m tornar-se um &#8220;espa\u00e7o de di\u00e1logo&#8221; com as institui\u00e7\u00f5es culturais, sociais, pol\u00edticas e com todos os homens, mesmo com aqueles que n\u00e3o partilham a f\u00e9 crist\u00e3, mas &#8220;t\u00eam o culto de altos valores humanos.<\/p>\n<p>Neste di\u00e1logo, a Igreja participa com a convic\u00e7\u00e3o de que cada interlocutor &#8220;tem algo de bom a dizer&#8221; e que, portanto, \u00e9 necess\u00e1rio &#8220;dar espa\u00e7o ao seu ponto de vista, \u00e0 sua opini\u00e3o, \u00e0s suas propostas, sem cair, obviamente, no relativismo&#8221;. E precisamente por isso, como &#8220;perita em humanidade&#8221;, a Igreja quer oferecer a todos &#8220;o que possui por si mesma: uma vis\u00e3o global do homem e da humanidade&#8221;, convencida de que s\u00f3 um di\u00e1logo aberto e respeitoso, enfrentado sem medo nem radicalismo ideol\u00f3gico, pode contribuir verdadeiramente para uma compreens\u00e3o mais profunda da sexualidade humana.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um instrumento para abordar o debate sobre a sexualidade humana e os desafios que emergem da ideologia \u201cgender\u201d, em um tempo de emerg\u00eancia educacional. Este \u00e9 o documento Homem e Mulher os criou. 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