{"id":49938,"date":"2019-06-10T11:04:53","date_gmt":"2019-06-10T14:04:53","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=49938"},"modified":"2019-06-10T11:04:53","modified_gmt":"2019-06-10T14:04:53","slug":"contraponto-aos-sete-dons","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/contraponto-aos-sete-dons\/","title":{"rendered":"Contraponto aos sete dons"},"content":{"rendered":"<p>A humanidade ensoberbeceu-se tanto que j\u00e1 n\u00e3o enxerga os limites que o pr\u00f3prio nariz lhe aponta. Como indiv\u00edduos se bastam; como ra\u00e7a se dizem reis, mas como criaturas arrogam-se no direito de sobrepor \u00e0 a\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Criador. S\u00e3o deuses sem divindade, divinos em suas capacidades, mas rid\u00edculos na compreens\u00e3o dos mist\u00e9rios que cercam suas exist\u00eancias. Nada se lhes op\u00f5e, mas tudo desafia os limites, os mist\u00e9rios, a raz\u00e3o do existir. Confuso tudo isso?<\/p>\n<p>Nossa sabedoria \u00e9 t\u00e3o pretenciosa que sequer admite um desespero de causa, uma teoria clara e objetiva que nos explique definitivamente a raz\u00e3o do existir. Somos por demais avessos a tudo que possa inibir nossos conceitos ou frear nossa liberdade de a\u00e7\u00e3o. O ensinamento religioso entra nessa hist\u00f3ria com a necessidade da salva\u00e7\u00e3o humana. \u00c0 sabedoria que pens\u00e1vamos ter contrap\u00f5e o pecado, o limite da liberdade. Esse nos revela outra necessidade, a ing\u00eanua candura da alma humana e seu desespero de salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O dom do entendimento nos aponta talentos m\u00faltiplos, capazes de burlar as leis que imp\u00f5em limites, tanto no campo f\u00edsico quanto espiritual. Achamo-nos senhores e diretores do pr\u00f3prio nariz, donos de nossas verdades, guias \u00fanicos de nosso existir, com a presun\u00e7\u00e3o de pensar que o pouco ou nada que fazemos de bom na vida j\u00e1 nos garante a eternidade. Exatamente essa presun\u00e7\u00e3o de salvar-se \u00e9 o contraponto ao dom do entendimento. N\u00e3o entendemos nada daquilo que Deus nos prop\u00f5e.<\/p>\n<p>O que nos falta \u00e9 um Bom Conselho. Por negar a verdade da nossa realidade espiritual estamos fadados a uma vida sem maiores ambi\u00e7\u00f5es que aquelas da realidade terrena. Deixamos de lado as revela\u00e7\u00f5es divinas ao longo da hist\u00f3ria, em especial aquelas que o Divino Mestre nos trouxe, autenticou com sua vida e selou com a infus\u00e3o de seu Santo Esp\u00edrito. Aconselhar-nos mutuamente tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de nos conciliar com a realidade espiritual da vida humana, nunca negar essa verdade. Da\u00ed nosso discipulado.<\/p>\n<p>Mas a inveja das gra\u00e7as concedidas a outrem enfraquece a fortaleza da f\u00e9. Tende sempre a um mal maior, que destr\u00f3i nossa capacidade de amar sem outro interesse que n\u00e3o seja a fraternidade pura e simples. A inveja matou Abel e plantou na hist\u00f3ria humana a fraqueza do pecado contra aquele que nos \u00e9 igual. Tirou-nos nossa maior gra\u00e7a, o dom do respeito humano, nossa fortaleza.<\/p>\n<p>Isso tudo propiciou a obstina\u00e7\u00e3o no pecado. Desprezamos o dom da Ci\u00eancia de Deus, exatamente aquele que nos capacita a experimentar o verdadeiro Amor que flui do cora\u00e7\u00e3o do Pai e inunda o cora\u00e7\u00e3o humano sedento de sua Gra\u00e7a. Quem n\u00e3o valoriza em sua vida uma experi\u00eancia com Deus, est\u00e1 aceitando Satan\u00e1s e sua ignor\u00e2ncia. A ci\u00eancia dos homens sem a Ci\u00eancia de Deus \u00e9 temerosa, pecaminosa.<\/p>\n<p>O pior dessa hist\u00f3ria toda \u00e9 a impenit\u00eancia final. Apesar de nos dizermos respeitosos, piedosos em nossas pr\u00e1ticas e devo\u00e7\u00f5es, nossa piedade \u00e9 capenga. O pecado da arrog\u00e2ncia humana \u00e9 sua impiedade latente, sua presun\u00e7\u00e3o de se achar dono do universo, mas n\u00e3o se penitenciar diante das fraquezas que lhe s\u00e3o pr\u00f3prias. Assim nos deparamos com a aus\u00eancia do grande dom, o \u00faltimo deles, o Temor a Deus. A esse n\u00e3o se coloca um contraponto, o obst\u00e1culo de nossos pecados. Esses n\u00e3o ferem s\u00f3 nossos corpos, mas lan\u00e7am alma e corpo no fogo da derrota, em oposi\u00e7\u00e3o ao fogo do Esp\u00edrito. Este, s\u00f3 este, \u00e9 capaz de nos revelar a alegria do nosso Temor. Contra o Esp\u00edrito n\u00e3o se pratica um s\u00e9timo pecado, pois o S\u00e9timo Dom dispensa nossas afrontas. At\u00e9 o Diabo o aceita. Tamb\u00e9m ele \u00e9 temente a Deus&#8230;<\/p>\n<p>PS: para melhor entender, descubra neste artigo os seis pecados contra o Esp\u00edrito e os sete dons que Dele recebemos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A humanidade ensoberbeceu-se tanto que j\u00e1 n\u00e3o enxerga os limites que o pr\u00f3prio nariz lhe aponta. Como indiv\u00edduos se bastam; como ra\u00e7a se dizem reis, mas como criaturas arrogam-se no direito de sobrepor \u00e0 a\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Criador. 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