{"id":49936,"date":"2019-06-10T11:01:42","date_gmt":"2019-06-10T14:01:42","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=49936"},"modified":"2019-06-10T11:01:42","modified_gmt":"2019-06-10T14:01:42","slug":"santissima-trindade-pai-filho-e-espirito-santo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santissima-trindade-pai-filho-e-espirito-santo\/","title":{"rendered":"Sant\u00edssima Trindade: Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo!"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Solenidade que hoje celebramos n\u00e3o \u00e9 um convite a decifrar a mist\u00e9rio que se esconde por detr\u00e1s de \u201cum Deus em tr\u00eas pessoas\u201d; mas \u00e9 um convite a contemplar o Deus que \u00e9 amor, que \u00e9 fam\u00edlia, que \u00e9 comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mist\u00e9rio de amor. Deus se revela a n\u00f3s como comunidade entrela\u00e7ada pelo amor. Contemplando e vivendo este mist\u00e9rio, somos chamados a renovar sempre a nossa voca\u00e7\u00e3o \u00e0 vida comunit\u00e1ria, sinal vis\u00edvel dos que querem construir o Reino entre n\u00f3s!<\/p>\n<p>A Igreja ao celebrar a Solenidade da Sant\u00edssima Trindade, o mist\u00e9rio central da f\u00e9 e da vida crist\u00e3. Deus se revelou como Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos revelou esse mist\u00e9rio. Ele falou do Pai, do Esp\u00edrito Santo e de Si mesmo como Deus. Logo, n\u00e3o \u00e9 uma verdade inventada pela Igreja, mas revelada por Jesus. N\u00e3o a podemos compreender, porque o Mist\u00e9rio de Deus n\u00e3o cabe em nossa cabe\u00e7a, mas \u00e9 a verdade revelada. Santo Agostinho (430) dizia que o Esp\u00edrito Santo procede do Pai, enquanto fonte primeira, e pela doa\u00e7\u00e3o eterna deste \u00faltimo ao Filho, do Pai e do Filho em comunh\u00e3o (A Trindade, 15,26,47).<\/p>\n<p>A primeira leitura(Cf. Pr 8,22-31) sugere-nos a contempla\u00e7\u00e3o do Deus criador. A sua bondade e o seu amor est\u00e3o inscritos e manifestam-se aos homens na beleza e na harmonia das obras criadas (Jesus Cristo \u00e9 \u201csabedoria\u201d de Deus e o grande revelador do amor do Pai).<\/p>\n<p>A segunda leitura(Cf. Rm 5,1-5) convida-nos a contemplar o Deus que nos ama e que, por isso, nos \u201cjustifica\u201d, de forma gratuita e incondicional. \u00c9 atrav\u00e9s do Filho que os dons de Deus\/Pai se derramam sobre n\u00f3s e nos oferecem a vida em plenitude.<\/p>\n<p>O Evangelho(Cf. Jo 16,12-15) convoca-nos, outra vez, para contemplar o amor do Pai, que se manifesta na doa\u00e7\u00e3o e na entrega do Filho e que continua a acompanhar a nossa caminhada hist\u00f3rica atrav\u00e9s do Esp\u00edrito. A meta final desta \u201chist\u00f3ria de amor\u201d \u00e9 a nossa inser\u00e7\u00e3o plena na comunh\u00e3o com o Deus\/amor, com o Deus\/fam\u00edlia, com o Deus\/comunidade. \u201cTen ho muitas coisas a vos dizer, mas n\u00e3o podeis compreender agora\u201d(Cf. Jo 16,12). H\u00e1 uma semana encerrava-se o Tempo Pascal, com a solenidade de Pentecostes \u2013 que \u00e9 a fonte de tod o ser da Igreja. De fato, o mist\u00e9rio pascal nos insere no mist\u00e9rio da Trindade, deste Deus que, tanto na diversidade de suas pessoas, quanto na unidade de sua subst\u00e2ncia comunica uma mesma Boa-Nova: a de que somos amados desde antes da cria\u00e7\u00e3o do mundo, por esta Sabedoria encarnada cuja alegria \u00e9 \u201cestar com os filhos dos homens\u201d(cf. Pv 8,31), criados \u201cpouco abaixo dos anjos, coroados de gl\u00f3ria e esplendor\u201d(cf. Sl 8,6), e sobre os quais foi derramado aquele \u201camor de Deus, pelo Esp\u00edrito Santo\u201d(Cf. Rm 5,5) e que \u00e9 o pr\u00f3prio Deus, pois \u201cDeus \u00e9 amor!\u201d(cf. 1Jo 4,8). Ou seja, festejamos a Trindade porque ela nos festeja, porque ela nos insere em si, porque ela nos criou e nos redimiu para que nela tiv\u00e9ssemos \u201cvida e vida em abund\u00e2ncia\u201d(Cf. Jo 10,10). Fomos nela introduzidos pelo Batismo, nela nos aprofundamos na Sant\u00edssima Eucaristia e nos demais sacramentos, e ser\u00e1 ela a nossa vida e a nossa gl\u00f3ria eterna quando a ela voltarmos ap\u00f3s a nossa morte: \u201c\u00d3 Senhor, nosso Deus, como \u00e9 admir\u00e1vel vosso Nome por toda a terra!(Cf. Sl 8,2a)<\/p>\n<p>S\u00e3o Clemente de Roma, Papa no ano 96, ensinava: \u201cUm Deus, um Cristo, um Esp\u00edrito de gra\u00e7a\u201d (Carta aos Cor\u00edntios 46,6). \u201cComo Deus vive, assim vive o Senhor e o Esp\u00edrito Santo\u201d (Carta aos Cor\u00edntios 58,2). O Conc\u00edlio de Niceia, ano 325, confirmou toda essa verdade: \u201cCremos [\u2026] em um s\u00f3 Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido do Pai como Unig\u00eanito, isto \u00e9, da subst\u00e2ncia do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, n\u00e3o feito, consubstancial com o Pai, por quem foi feito tudo que h\u00e1 no c\u00e9u e na terra. [\u2026] Cremos no Esp\u00edrito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, com o Pai e o Filho \u00e9 adorado e glorificado, o qual falou pelos Profetas\u201d (Credo de Niceia). <strong>Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, rogai por n\u00f3s!<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 &nbsp; A Solenidade que hoje celebramos n\u00e3o \u00e9 um convite a decifrar a mist\u00e9rio que se esconde por detr\u00e1s de \u201cum Deus em tr\u00eas pessoas\u201d; mas \u00e9 um convite a contemplar o Deus que \u00e9 amor, que \u00e9 fam\u00edlia, que \u00e9 comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mist\u00e9rio de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":32785,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-49936","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49936","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49936"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49936\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49937,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49936\/revisions\/49937"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32785"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49936"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49936"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49936"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}