{"id":49562,"date":"2019-05-27T09:39:08","date_gmt":"2019-05-27T12:39:08","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=49562"},"modified":"2019-05-27T09:40:12","modified_gmt":"2019-05-27T12:40:12","slug":"papa-interessar-se-pelos-migrantes-e-interessar-se-por-biblioteca-de-midiatodos-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-interessar-se-pelos-migrantes-e-interessar-se-por-biblioteca-de-midiatodos-nos\/","title":{"rendered":"Papa: interessar-se pelos migrantes \u00e9 interessar-se por Biblioteca de m\u00eddiatodos n\u00f3s"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Na mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, o Pont\u00edfice ressalta que os \u201cconflitos violentos, verdadeiras e pr\u00f3prias guerras n\u00e3o cessam de dilacerar a humanidade. Sucedem-se injusti\u00e7as e discrimina\u00e7\u00f5es. Quem sofre as consequ\u00eancias s\u00e3o sobretudo os mais pobres e desfavorecidos\u201d.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se trata apenas de migrantes\u201d \u00e9 o tema da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2019, divulgada nesta segunda-feira (27\/05).<\/p>\n<p>No texto, o Pont\u00edfice ressalta que os \u201cconflitos violentos, verdadeiras e pr\u00f3prias guerras n\u00e3o cessam de dilacerar a humanidade; sucedem-se injusti\u00e7as e discrimina\u00e7\u00f5es; tribula-se para superar os desequil\u00edbrios econ\u00f4micos e sociais, de ordem local ou global. E quem sofre as consequ\u00eancias de tudo isso s\u00e3o sobretudo os mais pobres e desfavorecidos\u201d.<\/p>\n<h2>Individualismo acentuado<\/h2>\n<p>Segundo Francisco, \u201cas sociedades economicamente mais avan\u00e7adas tendem a um acentuado individualismo que, associado \u00e0 mentalidade utilitarista e multiplicado pela rede midi\u00e1tica, gera a <b>\u00abglobaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a\u00bb.<\/b><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201c Neste cen\u00e1rio, os migrantes, os refugiados, os desalojados e as v\u00edtimas do tr\u00e1fico de seres humanos aparecem como os sujeitos emblem\u00e1ticos da exclus\u00e3o, porque, al\u00e9m dos inc\u00f4modos inerentes \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o, acabam muitas vezes alvo de ju\u00edzos negativos que os consideram causa dos males sociais. \u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A atitude para com eles constitui a campainha de alarme que avisa sobre o decl\u00ednio moral em que se incorre, se se continua a dar espa\u00e7o \u00e0 cultura do descarte. Com efeito, por este caminho, cada indiv\u00edduo que n\u00e3o quadre com os c\u00e2nones do bem-estar f\u00edsico, ps\u00edquico e social fica em risco de marginaliza\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPor isso, a presen\u00e7a dos migrantes e refugiados, como a das pessoas vulner\u00e1veis em geral, constitui, hoje, <b>um convite a recuperar algumas dimens\u00f5es essenciais da nossa exist\u00eancia crist\u00e3 e da nossa humanidade, que correm o risco de entorpecimento num teor de vida rico de comodidades. Aqui est\u00e1 a raz\u00e3o por que \u00abn\u00e3o se trata apenas de migrantes\u00bb, ou seja, quando nos interessamos por eles, interessamo-nos tamb\u00e9m por n\u00f3s, por todos; cuidando deles, todos crescemos; escutando-os, damos voz tamb\u00e9m \u00e0quela parte de n\u00f3s mesmos que talvez mantenhamos escondida por n\u00e3o ser bem vista hoje\u201d<\/b>, ressalta Francisco.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a a reportagem<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-49562-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/05\/27\/12\/135042324_F135042324.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/05\/27\/12\/135042324_F135042324.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/05\/27\/12\/135042324_F135042324.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>A seguir, o Papa ressalta os v\u00e1rios significados do tema dessa mensagem.<\/p>\n<p><b>\u201cN\u00e3o se trata apenas de migrantes: trata-se tamb\u00e9m dos nossos medos\u201d<\/b>, do \u201cnosso receio em rela\u00e7\u00e3o aos outros. Isto se nota particularmente hoje, diante da chegada de migrantes e refugiados que batem \u00e0 nossa porta em busca de prote\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e um futuro melhor. \u00c9 verdade que o receio \u00e9 leg\u00edtimo, inclusive porque falta a prepara\u00e7\u00e3o para este encontro.\u201d O problema surge quando os receios \u201ccondicionam de tal forma o nosso modo de pensar e agir, que nos tornam intolerantes, fechados, talvez at\u00e9, sem disso nos apercebermos, racistas\u201d.<\/p>\n<p><b>\u201cN\u00e3o se trata apenas de migrantes: trata-se da caridade\u201d.<\/b> \u201cAtrav\u00e9s das obras de caridade, demonstramos a nossa f\u00e9. E a caridade mais excelsa \u00e9 a que se realiza em benef\u00edcio de quem n\u00e3o \u00e9 capaz de retribuir, nem talvez de agradecer\u201d, afirma o Pont\u00edfice.<\/p>\n<p><b>\u201cN\u00e3o se trata apenas de migrantes: trata-se da nossa humanidade\u201d. <\/b>\u201cO que impele aquele samaritano \u2013 um estrangeiro, segundo os judeus \u2013 a deter-se \u00e9 a compaix\u00e3o, um sentimento que n\u00e3o se pode explicar s\u00f3 a n\u00edvel racional. Como nos ensina o pr\u00f3prio Jesus, ter compaix\u00e3o significa reconhecer o sofrimento do outro e passar, imediatamente, \u00e0 a\u00e7\u00e3o para aliviar, cuidar e salvar.\u201d<\/p>\n<h2>Verdadeiro desenvolvimento<\/h2>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201c N\u00e3o se trata apenas de migrantes: trata-se de n\u00e3o excluir ningu\u00e9m. O mundo atual vai-se tornando, dia ap\u00f3s dia, mais elitista e cruel para com os exclu\u00eddos. Os pa\u00edses em via de desenvolvimento continuam sendo depauperados dos seus melhores recursos naturais e humanos em benef\u00edcio de poucos mercados privilegiados. As guerras abatem-se apenas sobre algumas regi\u00f5es do mundo, enquanto as armas para as fazer s\u00e3o produzidas e vendidas noutras regi\u00f5es, que depois n\u00e3o querem ocupar-se dos refugiados causados por tais conflitos. \u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Quem sofre as consequ\u00eancias s\u00e3o sempre os pequenos, os pobres, os mais vulner\u00e1veis, a quem se impede de sentar-se \u00e0 mesa deixando-lhe as \u00abmigalhas\u00bb do banquete. \u00abA Igreja \u201cem sa\u00edda\u201d (&#8230;) sabe tomar iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar \u00e0s encruzilhadas dos caminhos para convidar os exclu\u00eddos\u00bb. O desenvolvimento exclusivista torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. Verdadeiro desenvolvimento \u00e9 aquele que procura incluir todos os homens e mulheres do mundo, promovendo o seu crescimento integral, e se preocupa tamb\u00e9m com as gera\u00e7\u00f5es futuras.\u201d<\/p>\n<div>\n<aside class=\"article__readmore\">\n<div class=\"teaser--labelEvidence teaser teaser--type-article\">\n<article>\n<div class=\"teaser__contentWrapper\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/div>\n<p><b>\u201cN\u00e3o se trata apenas de migrantes: trata-se de construir a cidade de Deus e do homem\u201d.<\/b> \u201cNa nossa \u00e9poca, designada tamb\u00e9m a era das migra\u00e7\u00f5es, muitas s\u00e3o as pessoas inocentes que caem v\u00edtimas da \u00abgrande ilus\u00e3o\u00bb dum desenvolvimento tecnol\u00f3gico e consumista sem limites. E, assim, partem em viagem para um \u00abpara\u00edso\u00bb que, inexoravelmente, atrai\u00e7oa as suas expetativas. A sua presen\u00e7a, por vezes inc\u00f4moda, contribui para desmentir os mitos dum progresso reservado a poucos, mas constru\u00eddo sobre a explora\u00e7\u00e3o de muitos.\u201d<\/p>\n<h2>Constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa<\/h2>\n<p>Construir a cidade de Deus e do homem \u201ctrata-se duma oportunidade que a Provid\u00eancia nos oferece de contribuir para a constru\u00e7\u00e3o duma sociedade mais justa, duma democracia mais completa, dum pa\u00eds mais inclusivo, dum mundo mais fraterno e duma comunidade crist\u00e3 mais aberta, de acordo com o Evangelho\u201d.<\/p>\n<p>Por fim, o Papa resumiu em quatro verbos a resposta ao desafio apresentado pelas migra\u00e7\u00f5es atuais: <i>acolher, proteger, promover e integrar.<\/i><\/p>\n<p>\u201cEsses verbos n\u00e3o valem apenas para os migrantes e os refugiados; exprimem a miss\u00e3o da Igreja a favor de todos os habitantes das periferias existenciais, que devem ser acolhidos, protegidos, promovidos e integrados\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Francisco, se esses verbos forem colocados em pr\u00e1tica, contribuiremos na constru\u00e7\u00e3o da \u201ccidade de Deus e do homem, promoveremos o desenvolvimento humano integral de todas as pessoas e ajudaremos tamb\u00e9m a comunidade mundial a ficar mais pr\u00f3xima de alcan\u00e7ar os objetivos do desenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, o Pont\u00edfice ressalta que os \u201cconflitos violentos, verdadeiras e pr\u00f3prias guerras n\u00e3o cessam de dilacerar a humanidade. 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