{"id":49472,"date":"2019-05-22T11:27:55","date_gmt":"2019-05-22T14:27:55","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=49472"},"modified":"2019-05-22T11:27:55","modified_gmt":"2019-05-22T14:27:55","slug":"argentina-medico-condenado-por-se-recusar-a-realizar-aborto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/argentina-medico-condenado-por-se-recusar-a-realizar-aborto\/","title":{"rendered":"Argentina: M\u00e9dico condenado por se recusar a realizar aborto"},"content":{"rendered":"<p>Em 21 de maio, o ginecologista Leandro Rodr\u00edguez Lastra foi considerado culpado por evitar um aborto em 2017 e, consequentemente, salvar a vida\u00a0 da m\u00e3e e do beb\u00ea em gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois de uma longa batalha judicial junto ao Tribunal de R\u00edo Negro (Argentina), o juiz \u00c1lvaro Meynet declarou que Rodr\u00edguez Lastra \u00e9 culpado de ter descumprido seus deveres de funcion\u00e1rio p\u00fablico.<\/p>\n<p>O tribunal publicar\u00e1 a senten\u00e7a nos pr\u00f3ximos dias, que pode variar desde a suspens\u00e3o e desqualifica\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o, at\u00e9 dois anos de pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Rodr\u00edguez Lastra foi processado em maio de 2017 por se recusar a realizar o aborto de um beb\u00ea de 23 semanas de gesta\u00e7\u00e3o e estabilizar a vida de sua m\u00e3e, de 19 anos, que chegou com fortes dores ao Hospital Pedro Moguillansky da cidade de Cipolleti. A jovem havia ingerido misoprostol administrado pela organiza\u00e7\u00e3o La Revuelta.<\/p>\n<p>Rodr\u00edguez Lastra e a m\u00e9dica Yamila Custillo, que tamb\u00e9m se recusou a realizar o aborto, foram denunciados pela deputada de R\u00edo Negro, Marta Milesi, defensora do protocolo de aborto n\u00e3o pun\u00edvel.<\/p>\n<p>Custillo foi deixada de fora da den\u00fancia em maio de 2018; mas o processo contra Rodr\u00edguez Lastra continuou. Os autores do processo alegaram que o profissional havia interrompido o aborto em andamento de uma jovem que tinha sido estuprada e que n\u00e3o queria gestar ou dar \u00e0 luz.<\/p>\n<p>Meynet argumentou que por n\u00e3o estar inscrito no registro de objetores de consci\u00eancia, estava obrigado por lei a realizar o aborto.<\/p>\n<p>O juiz considerou que Rodr\u00edguez Lastra usou sua posi\u00e7\u00e3o como chefe da Unidade de Ginecologia do Hospital Moguillansky para &#8220;se valer de sua posi\u00e7\u00e3o profissional de m\u00e9dico frente a uma mulher jovem, com escassos recursos de comunica\u00e7\u00e3o, como ficou evidenciado na audi\u00eancia, al\u00e9m de n\u00e3o contar com o suporte adequado j\u00e1 que estava acompanhada apenas por sua irm\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>Durante o julgamento, milhares de pessoas e institui\u00e7\u00f5es pr\u00f3-vida apoiaram o m\u00e9dico nas redes sociais, al\u00e9m de assinar campanhas, fazer vig\u00edlias em frente ao tribunal e marchas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>No final da leitura do veredicto, Leandro Rodr\u00edguez Lastra afirmou que continuar\u00e1 lutando para fazer &#8220;justi\u00e7a&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 21 de maio, o ginecologista Leandro Rodr\u00edguez Lastra foi considerado culpado por evitar um aborto em 2017 e, consequentemente, salvar a vida\u00a0 da m\u00e3e e do beb\u00ea em gesta\u00e7\u00e3o. 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