{"id":4945,"date":"2014-08-05T13:55:19","date_gmt":"2014-08-05T16:55:19","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nada-nos-podera-separar-do-amor-de-cristo\/"},"modified":"2017-04-06T10:59:18","modified_gmt":"2017-04-06T13:59:18","slug":"nada-nos-podera-separar-do-amor-de-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nada-nos-podera-separar-do-amor-de-cristo\/","title":{"rendered":"Nada nos poder\u00e1 separar do amor de Cristo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O texto da segunda leitura do d\u00e9cimo oitavo domingo do Tempo Comum se inicia com uma pergunta corajosa: \u201cQuem nos separar\u00e1 do amor de Cristo?\u201d Segue-se uma s\u00e9rie de obst\u00e1culos ou, se quisermos de consequ\u00eancias que o crist\u00e3o enfrenta para viver o projeto de Deus. Esses obst\u00e1culos s\u00e3o modos de repress\u00e3o da sociedade injusta que perseguiu Paulo e os crist\u00e3os: tribula\u00e7\u00e3o, ang\u00fastia, persegui\u00e7\u00e3o, fome, nudez, perigo, espada. Nota-se a\u00ed um crescendo que vai da tribula\u00e7\u00e3o ao perigo fatal: a morte pela espada. Talvez seja poss\u00edvel detectar as etapas deste processo. As tr\u00eas primeiras marcaram grande parte das viagens de Paulo. O an\u00fancio do Evangelho acarretou-lhe sistematicamente persegui\u00e7\u00f5es por causa da Palavra. As duas seguintes (fome e nudez) revelam a situa\u00e7\u00e3o de Paulo nas constantes pris\u00f5es que enfrentou. As duas \u00faltimas (perigo, espada) apontam para a consci\u00eancia do fim tr\u00e1gico: cedo ou tarde seu sangue ser\u00e1 derramado.<br \/>Paulo escreve aos romanos durante sua terceira viagem, em Corinto, quando j\u00e1 se considerava prisioneiro do Senhor<br \/>Possuir o Esp\u00edrito e ser filho de Deus acarreta uma luta constante contra as for\u00e7as que tentam sufocar o projeto de Deus. Ser crist\u00e3o \u00e9 estar em pleno campo de batalha, mas com consci\u00eancia e atitude de vitorioso: \u201cEm tudo isso somos mais que vencedores, gra\u00e7as \u00e0quele que nos amou. N\u00e3o se trata de aguardar uma vit\u00f3ria futura e distante, mas ser j\u00e1 vencedor, em meio aos conflitos presentes e futuros. A raz\u00e3o disso \u00e9 o amor de Deus que, em Cristo morto e ressuscitado, venceu definitivamente o poder hostil e injusto. A luta dos crist\u00e3os \u00e9 uma super vit\u00f3ria. A certeza de Paulo \u00e9 que nada nos poder\u00e1 separar do amor de Deus:vida-morte s\u00e3o dois extremos e isso mostra que o amor tem for\u00e7a para vencer a morte e renovar a vida para sempre; anjos e soberanias s\u00e3o categorias superiores; nenhuma for\u00e7a superior \u00e9 capaz de vencer a for\u00e7a do amor; presente e futuro s\u00e3o categorias temporais: n\u00e3o conseguir\u00e3o anular esse amor; for\u00e7as, altura e profundidade s\u00e3o energias c\u00f3smicas misteriosas e hostis \u00e0 pessoa: n\u00e3o poder\u00e3o resistir diante do amor.<br \/>Paulo conclui: nada e ningu\u00e9m poder\u00e1 nos separar do amor de Deus, que est\u00e1 presente em Cristo Jesus, nosso Senhor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto da segunda leitura do d\u00e9cimo oitavo domingo do Tempo Comum se inicia com uma pergunta corajosa: \u201cQuem nos separar\u00e1 do amor de Cristo?\u201d Segue-se uma s\u00e9rie de obst\u00e1culos ou, se quisermos de consequ\u00eancias que o crist\u00e3o enfrenta para viver o projeto de Deus. 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