{"id":4940,"date":"2014-08-04T13:34:49","date_gmt":"2014-08-04T16:34:49","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/depois-da-copa\/"},"modified":"2017-04-06T10:54:58","modified_gmt":"2017-04-06T13:54:58","slug":"depois-da-copa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/depois-da-copa\/","title":{"rendered":"Depois da Copa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Terminada a Copa do Mundo, maior evento futebol\u00edstico do planeta, com a vit\u00f3ria da Alemanha sobre a Argentina, no Maracan\u00e3, na Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, \u00e9 hora de propormos uma oportuna reflex\u00e3o.<br \/>O primeiro \u00e9 o aspecto espiritual do verbo \u201cvencer\u201d, que para o fiel crist\u00e3o \u00e9 muito familiar e j\u00e1 est\u00e1 nas primeiras p\u00e1ginas b\u00edblicas. Ali, Ad\u00e3o e Eva, seduzidos pelo pecado, s\u00e3o derrotados, mas o Senhor Deus promete, no chamado Protoevangelho (Gn 3,15), a vit\u00f3ria da Mulher sobre a serpente ou do Bem sobre o Mal.<br \/>Todas as vit\u00f3rias na Sagrada Escritura parecem encerrar um paradoxo ou uma grande contradi\u00e7\u00e3o, uma vez que sup\u00f5em sofrimentos e aparentes derrotas. Da\u00ed o Servo de Jav\u00e9, prefigura\u00e7\u00e3o de Cristo, em Isa\u00edas 52,13-53,12, ser vitorioso porque se entrega ao sacrif\u00edcio pelo pr\u00f3ximo. Tamb\u00e9m os m\u00e1rtires, homens e mulheres que, justamente, deram seu sangue para n\u00e3o trair a f\u00e9 professada, depois de tantos sofrimentos, recebem, na eternidade, a coroa da vit\u00f3ria (cf. Sb 4,2).<br \/>No Novo Testamento, o Senhor Jesus \u00e9 \u201co mais Forte que vence o forte\u201d (cf. Lc 11,14-22), o General que volta da guerra vitorioso, arrastando consigo as pot\u00eancias adversas, despidas de suas for\u00e7as e exibidas ao mundo inteiro (cf. Cl 2,15); j\u00e1 o \u00faltimo inimigo a ser vencido \u00e9 a morte, no fim dos tempos (1Cor 15,24-27). Cristo venceu o mundo (cf. Jo 16,63) e aqueles que com Ele vencerem sentar-se-\u00e3o no Seu trono (Ap 3,21) para reger as na\u00e7\u00f5es (cf. Ap 2,26), receber\u00e3o um nome novo (cf. Ap 2,17), comer\u00e3o o fruto da \u00e1rvore da vida (cf. Ap 2,7), tornar-se-\u00e3o coluna no templo de Deus (cf. Ap 3,12) e n\u00e3o temer\u00e3o a segunda morte (cf. Ap 2,11). Em suma, seremos como os oficiais do General, Cristo, a triunfar com Ele, derramando Seu perfume por onde passarmos (2Cor 2,14).<br \/>Eis, por\u00e9m, que encerrada a disputa futebol\u00edstica, com momentos mais felizes ou mais tristes, conforme as prefer\u00eancias do torcedor, a grande li\u00e7\u00e3o que fica \u00e9 a seguinte: o torneio mundial de futebol, chamado de Copa do Mundo, nos ajuda a refletir sobre a magna disputa de nossa vida crist\u00e3 di\u00e1ria. Sim, a cada dia somos chamados a ser a presen\u00e7a viva de Cristo no mundo por meio de nosso sincero prop\u00f3sito de convers\u00e3o de vida, de ajuda ao pr\u00f3ximo, de participa\u00e7\u00e3o na vida pol\u00edtica e social do Pa\u00eds etc. <br \/>Tudo isso o fazemos certos de que, se os competidores deste mundo buscam uma coroa perec\u00edvel, n\u00f3s buscamos a coroa imperec\u00edvel (cf. 1Cor 9,24s), aquela que nem a tra\u00e7a estraga nem a ferrugem desvaloriza (cf. Mt 6,20). Em Cristo Jesus, somos, apesar de tantas cruzes, mais do que vencedores hoje e sempre.<br \/>O segundo ponto desta reflex\u00e3o trata da paz no futebol e em suas torcidas. Aqui \u00e9 preciso recorrer a estudiosos do assunto, como \u00e9 o caso do Dr. Maur\u00edcio Murad, soci\u00f3logo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e com largos anos de experi\u00eancia nas pesquisas sobre o futebol e seus entornos.<br \/>Esse autor distingue uma coisa que a n\u00f3s, leigos no assunto, pode passar despercebido: h\u00e1 uma viol\u00eancia do futebol e uma viol\u00eancia no futebol. Eis como Murad as distingue: \u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que existe tamb\u00e9m a viol\u00eancia do futebol, pr\u00f3pria dessa modalidade esportiva. Afinal, trata-se de um esporte coletivo, de alta competitividade, de contato f\u00edsico, o mais apaixonante e massivo de todos, e jogado com os p\u00e9s, bem mais instintivos e \u2018brutais\u2019 do que as m\u00e3os\u201d.<br \/> \u201cA viol\u00eancia em campo reduz a beleza do espet\u00e1culo e o tempo de jogo corrido, devido ao aumento do n\u00famero de faltas e de cart\u00f5es (amarelo e vermelho), \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o constante da partida, \u00e0s les\u00f5es (muitas delas graves), ao rod\u00edzio de faltas para fugir de puni\u00e7\u00f5es severas (orienta\u00e7\u00e3o de treinadores e dirigentes), \u00e0 permissividade dos \u00e1rbitros (despreparados, muitas vezes) e, \u00e0s vezes, \u00e0 impunidade da Justi\u00e7a Desportiva\u201d.<br \/>Dito isso, o autor citado passa ao segundo ponto, ou seja, a viol\u00eancia no futebol, com as seguintes coloca\u00e7\u00f5es: \u201cEnt\u00e3o, quando se diz que existe uma viol\u00eancia pr\u00f3pria desse microcosmo social, o futebol, trata-se de uma afirma\u00e7\u00e3o verdadeira. Por\u00e9m, as pr\u00e1ticas de viol\u00eancia mais s\u00e9rias e que agridem a consci\u00eancia s\u00e3o de car\u00e1ter mais geral, s\u00e3o as que ocorrem entre torcidas organizadas, dentro de est\u00e1dios e mais ainda fora deles\u201d (&#8230;)<br \/>Poderia se perguntar, ent\u00e3o, se todas essas cenas de selvageria que est\u00e3o no futebol, mas n\u00e3o s\u00e3o do futebol nascem no calor da disputa pela bola ou n\u00e3o, quer dizer: \u00e9 apenas o jogo que motiva as confus\u00f5es ou existem outros fatores? \u2013 Murad responde que h\u00e1 outros fatores. Com efeito, diz ele: \u201cA viol\u00eancia que se manifesta no futebol tem sua origem em quest\u00f5es mais profundas de ordem social. N\u00e3o \u00e9 apenas o resultado daquilo que acontece nos est\u00e1dios, embora tamb\u00e9m isso contribua\u201d.<br \/>Mais: \u201cos principais exemplos dessas quest\u00f5es sociais s\u00e3o o desemprego e o subemprego, a falta de consci\u00eancia social, de educa\u00e7\u00e3o e cidadania, o tr\u00e1fico de drogas e o crime organizado, o descaso das autoridades, a desagrega\u00e7\u00e3o dos valores familiares e escolares, a falta de policiamento ostensivo e preventivo, a impunidade, a corrup\u00e7\u00e3o. S\u00e3o as chamadas macroviol\u00eancias, que aparecem no microcosmo do futebol assim como em outros, por exemplo, no tr\u00e2nsito, na escola, na fam\u00edlia\u201d (A viol\u00eancia no futebol. S\u00e3o Paulo: Benvir\u00e1, 2012, p. 9-11).<br \/>Logo depois, j\u00e1 no quarto cap\u00edtulo da mesma obra, vem o t\u00edtulo alarmante, mas verdadeiro: \u201cMortes de torcedores: nesse quesito somos campe\u00f5es\u201d (p. 37-38). A\u00ed se l\u00ea que entre os anos de 1999 e 2008, o Brasil foi campe\u00e3o mundial de mortes de torcedores: 42 mortes em dez anos, ou seja, uma m\u00e9dia de 4,2 por ano. Com esse registro, nosso pa\u00eds ultrapassa a It\u00e1lia e a Argentina, que sempre estiveram \u00e0 frente do Brasil no per\u00edodo investigado.<br \/>O problema, contudo, n\u00e3o para a\u00ed. Chama nossa aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m o crescimento das mortes: nos \u00faltimos dez anos (1999-2008) \u201ca m\u00e9dia anual foi de 4,2, mas nos \u00faltimos cinco anos o n\u00famero aumentou para 5,6 e, nos dois \u00faltimos, para 7 \u00f3bitos ao ano\u201d (p. 38). O soci\u00f3logo carioca continua dizendo que, em 2009 e 2010, chegamos a 9 e 12 mortos por ano, respectivamente.<br \/>Eis porque neste setor, em especial, deve haver maior investimento n\u00e3o apenas (embora, quase sempre, importante) no setor repressivo, mas, sim, de intelig\u00eancia das for\u00e7as de ordem, a fim de detectarem e prevenirem a viol\u00eancia que grassa esse esporte t\u00e3o popular no mundo e, por essa raz\u00e3o, deveria estar aberto a todos, como, ali\u00e1s, garante a Lei (cf. Constitui\u00e7\u00e3o Federal art. 217). O que se v\u00ea, no entanto, \u00e9 um medo generalizado de ir aos est\u00e1dios ou mesmo de ficar em determinados lugares p\u00fablicos em dias de grandes disputas de futebol. <br \/>\u00c9 certo que a Igreja se interessa muito pelos esportes e v\u00ea neles um meio de congra\u00e7amento e fraternidade, de modo que deve ser sempre estimulado, assim como as festas das torcidas, com seus mosaicos, coreografias, cantos incentivadores ao time nas arquibancadas, bem como os trabalhos sociais de doa\u00e7\u00f5es de alimentos, roupas, sangue etc. que, especialmente, as torcidas organizadas realizam no seu dia a dia. Esses setores n\u00e3o podem ser marginalizados, mas, ao contr\u00e1rio, acolhidos e chamados ao di\u00e1logo, ao respeito m\u00fatuo e \u00e0 paz universal. Durante a Copa do Mundo de Futebol deste ano tivemos a campanha contra a discrimina\u00e7\u00e3o.<br \/>Estas iniciativas n\u00e3o precisam, nem devem se dar s\u00f3 sob a batuta do Estado, mas das pr\u00f3prias partes interessadas, no caso as torcidas, com ou sem um mediador externo. Nesta media\u00e7\u00e3o h\u00e1 grupos e entidades atuando, nos \u00faltimos anos, que buscam promover reuni\u00f5es, palestras, artigos elucidativos, acordos entre as torcidas organizadas interessadas em manter a paz e apoiar o seu clube, dando tamb\u00e9m direito ao torcedor rival de torcer, sem constrangimentos, pelo clube dele.<br \/>A Igreja, embora louve todas as boas iniciativas, n\u00e3o entra, evidentemente, no campo espec\u00edfico e t\u00e9cnico de como se far\u00e1 esse processo de paz, mas defende o princ\u00edpio da subsidiariedade, que \u00e9 assim definido pelo Papa Pio XI: \u201cAquele importante princ\u00edpio, que n\u00e3o pode ser desprezado ou mudado, permanece fixo e inabal\u00e1vel na filosofia social: Como n\u00e3o se pode subtrair do indiv\u00edduo e transferir para a sociedade aquilo que ele \u00e9 capaz de produzir por iniciativa pr\u00f3pria e com suas for\u00e7as, assim seria injusto passar para a comunidade maior e superior o que grupos menores e inferiores s\u00e3o capazes de empreender e realizar. Isso \u00e9 nocivo e perturbador tamb\u00e9m para toda a ordem social. Qualquer atua\u00e7\u00e3o social \u00e9 subsidi\u00e1ria, de acordo com a sua natureza e seu conceito. Cabe-lhe dar apoio aos membros do corpo social, sem os destruir ou exaurir. [&#8230;] Quanto mais fiel for o respeito dos diversos graus sociais atrav\u00e9s da observ\u00e2ncia do princ\u00edpio de subsidiariedade, tanto mais firmes se tornam a autoridade social e o dinamismo social e tanto melhor e mais feliz ser\u00e1 o Estado\u201d (Quadragesimo Anno, n. 79; cf. tamb\u00e9m S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II na Centesimus Annus n. 48).<br \/>O terceiro ponto \u00e9 do progresso em nosso pa\u00eds devido \u00e0 Copa. Em outras palavras, que o grande evento esportivo possa ter sido para cada brasileiro uma estrela a apontar um futuro duradouro de luminosidade e n\u00e3o apenas um cometa que passou e s\u00f3 alguns se beneficiaram em v\u00ea-lo, enquanto a grande maioria continuou como estava, exclu\u00edda dos benef\u00edcios sociais necess\u00e1rios para a vida do dia a dia.<br \/>Nosso pa\u00eds clama, como se tem dito popularmente, por padr\u00e3o \u201cFIFA\u201d na sa\u00fade, na moradia, na educa\u00e7\u00e3o, na seguran\u00e7a, nos transportes p\u00fablicos, na defesa da vida \u2013 especialmente aquela mais fragilizada no ventre materno ou no ocaso de seus dias \u2013, da fam\u00edlia, c\u00e9lula-m\u00e3e da sociedade, da democracia verdadeira que tutela a liberdade de express\u00e3o sem ferir o direito do pr\u00f3ximo, no respeito aos valores religiosos e culturais do nosso bom povo brasileiro etc. Esse \u00e9 um dos grandes legados esperados no campo social e pol\u00edtico.<br \/>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio demorar neste ponto, bastante vis\u00edvel e desejado por todos, pois quero crer que a seu devido tempo as pessoas e institui\u00e7\u00f5es ir\u00e3o, dentro da lei e da ordem, fazer seus respectivos pronunciamentos, elogiando o que se fez de bom e cobrando o que se deixou por fazer. Tal cobran\u00e7a \u00e9, sem d\u00favida, n\u00e3o s\u00f3 um direito, mas um dever de cada brasileiro(a) que, digna e honestamente, exerce sua cidadania dentro dos meios leg\u00edtimos que lhe s\u00e3o assegurados por nossa Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<br \/>Tenha, pois, a t\u00edtulo de reflex\u00e3o finalizadora, a palavra de Patrick Mignon, soci\u00f3logo franc\u00eas, ao escrever, com bastante perspic\u00e1cia, sobre os impactos de uma Copa, as seguintes palavras: \u201cDesde o fim da era dos boicotes dos Jogos Ol\u00edmpicos \u2013 Moscou em 1980 e Los Angeles em 1984 \u2013sediar grandes eventos esportivos se tornou uma quest\u00e3o para os Estados que querem mostrar a todo mundo seu tamanho e sua capacidade de organiza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m em \u00e2mbito interno, que desejam agir sobre suas sociedades, criando din\u00e2micas positivas fundadas sobre os trabalhos de moderniza\u00e7\u00e3o das cidades-sedes e sobre o fervor das popula\u00e7\u00f5es. Podemos dizer que n\u00e3o passam de estrat\u00e9gias enganadoras de tudo poder\u201d (Hooliganismo e Copa de 2014. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2014, p. 109).<br \/>Que um grande legado da Copa do Mundo, do qual tanto se fala, seja uma reflex\u00e3o sobre essas realidades importantes do dia a dia de nosso povo e a necessidade de conquistarmos tempos melhores para todos. <br \/>Nesse sentido, a palavra do Papa Francisco recordando que ningu\u00e9m vence sozinho, nem no est\u00e1dio (vimos isso acontecer com clareza) e nem na vida (eis o desafio), nos una na paz de um tempo novo para nossa sociedade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terminada a Copa do Mundo, maior evento futebol\u00edstico do planeta, com a vit\u00f3ria da Alemanha sobre a Argentina, no Maracan\u00e3, na Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, \u00e9 hora de propormos uma oportuna reflex\u00e3o.O primeiro \u00e9 o aspecto espiritual do verbo \u201cvencer\u201d, que para o fiel crist\u00e3o \u00e9 muito familiar e j\u00e1 est\u00e1 nas primeiras [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-4940","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4940"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4940\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9832,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4940\/revisions\/9832"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}