{"id":49375,"date":"2019-05-22T09:56:52","date_gmt":"2019-05-22T12:56:52","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=49375"},"modified":"2019-05-20T10:00:23","modified_gmt":"2019-05-20T13:00:23","slug":"santa-rita-de-cassia-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santa-rita-de-cassia-4\/","title":{"rendered":"Santa Rita de C\u00e1ssia"},"content":{"rendered":"<p>No dia 22 de maio celebramos a mem\u00f3ria facultativa de Santa Rita de C\u00e1ssia, religiosa. Essa comemora\u00e7\u00e3o se transforma em festa em tantas igrejas e capelas que a tem como padroeira, assim como na devo\u00e7\u00e3o da maioria do povo brasileiro. De acordo com os escritos de divulga\u00e7\u00e3o e sites que explicitam a vida dos santos, ao conhecer um pouco da vida da santa, somos convidados \u00e0 santidade. O Brasil tem sido agraciado com v\u00e1rios processos de beatifica\u00e7\u00e3o e canoniza\u00e7\u00e3o. O Santos nos ajudam a viver ainda melhor o nosso caminho crist\u00e3o. Longe de atrapalhar a liturgia, na realidade, a sua comemora\u00e7\u00e3o nos ajuda ainda mais a dar visibilidade aquilo que a liturgia de cada dia nos convida: de sermos disc\u00edpulos mission\u00e1rios do Senhor.<\/p>\n<p>De acordo com os escritos de divulga\u00e7\u00e3o, Santa Rita nasceu provavelmente no ano 1381 em Roccaporena, uma aldeia situada na Prefeitura de C\u00e1ssia, na prov\u00edncia de Perugia. Os seus pais (Antonio Lotti e Amata Ferri) eram pessoas de f\u00e9, por\u00e9m de situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica prec\u00e1ria, mas a fam\u00edlia vivia de modo decoroso e tranquilo.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Santa Rita foi repleta de eventos extraordin\u00e1rios (muitos sem comprova\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica) e um destes se mostrou na sua inf\u00e2ncia. A crian\u00e7a, talvez deixada por alguns minutos sozinha em uma cesta na zona rural enquanto os seus pais trabalhavam na terra, foi circundada por um enxame de abelhas. Estes insetos recobriram a menina, mas estranhamente n\u00e3o a picaram. Um lavrador, que no mesmo momento havia ferido a m\u00e3o com a enxada e estava correndo para ir curar-se, passou na frente da cesta onde estava deitada Rita. Viu as abelhas que rodeavam a crian\u00e7a, come\u00e7ou a espant\u00e1-las e, com grande estupor, \u00e0 medida que movia o bra\u00e7o, a ferida se cicatrizava completamente.<\/p>\n<p>Rita teria desejado ser monja, todavia ainda jovem (13 anos) os pais, j\u00e1 idosos, a prometeram em casamento a Paulo Ferdinando Mancini, um homem conhecido pelo seu car\u00e1ter brutal. Santa Rita, habituada ao dever n\u00e3o op\u00f4s resist\u00eancia e se casou com o jovem oficial que comandava a guarni\u00e7\u00e3o de Collegiacone, presumivelmente entre os 17-18 anos, isto \u00e9, em torno aos anos 1387-1388.<\/p>\n<p>Do casamento entre Rita e Paulo nasceram dois filhos; Giangiacomo Antonio e Paulo Maria que tiveram todo o amor, a ternura e os cuidados da m\u00e3e. Ela procurou educar seus filhos na f\u00e9 e no amor. Por\u00e9m, eles foram influenciados pelo pai, que com o tempo se mostrou fanfarr\u00e3o, traidor e entregue aos v\u00edcios. E seus filhos o acompanharam.<\/p>\n<p>Rita ent\u00e3o, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo a eles. Rita viu, ao longo do tempo a mudan\u00e7a do car\u00e1ter do marido, que com mansid\u00e3o de Santa Rita, tornou-se mais d\u00f3cil. Por\u00e9m passou por um grande sofrimento ao ter o marido assassinado e ao descobrir que os dois filhos pensavam em vingar a morte do pai. Com um amor heroico por suas almas, ela suplicou a Deus que n\u00e3o os deixassem cometer esse grave pecado. Pouco tempo mais tarde, os dois rapazes morreram depois de preparar-se para o encontro com Deus.<\/p>\n<p>Sem o marido e filhos, Santa Rita entregou-se \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, penit\u00eancia e obras de caridade e tentou ser admitida no Convento Agostiniano em C\u00e1ssia, fato que foi recusado no in\u00edcio. No entanto, ela n\u00e3o desistiu e manteve-se em ora\u00e7\u00e3o, pedindo a intercess\u00e3o de seus tr\u00eas santos patronos \u2013 S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, Santo Agostinho e S\u00e3o Nicolau Tolentino \u2013 e posteriormente foi aceita no convento. Isso aconteceu por volta de 1441.<\/p>\n<p>Seu ref\u00fagio era Jesus Cristo. A santa viveu os imposs\u00edveis de sua vida se refugiando no Senhor. Rita quis ser religiosa. J\u00e1 era uma esposa santa, tornou-se uma vi\u00fava santa e depois uma religiosa exemplar. J\u00e1 na vida religiosa, ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito devido \u00e0 humilha\u00e7\u00e3o que sentia, pois cheirava mal e incomodava os outros. Por isso teve que viver resguardada. Por sua devo\u00e7\u00e3o e espiritualidade, recebeu esse estigma (espinho) que a acompanhou durante grande parte da vida e lhe permitiu compartilhar com Jesus as dores de Sua Paix\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Rita os \u00faltimos anos foram de sofrimento sem tr\u00e9gua, a sua perseveran\u00e7a na ora\u00e7\u00e3o a levava a passar muitos dias em sua cela \u201csem falar com ningu\u00e9m se n\u00e3o com Deus\u201d, al\u00e9m do mais usava tamb\u00e9m o cilicio que lhe dava tanto sofrimento, submetia o seu corpo a muitas mortifica\u00e7\u00f5es: dormia no ch\u00e3o at\u00e9 que se adoentou e ficou doente at\u00e9 os \u00faltimos anos da sua vida.<\/p>\n<p>Antes da morte de Rita, um dia de inverno com a temperatura r\u00edgida e um manto de neve cobria tudo, uma parente lhe foi visitar e antes de ir embora perguntou \u00e0 Santa se Ela desejava alguma coisa, Rita respondeu que teria desejado uma rosa da sua horta. Quando voltou a Roccaporena a parente foi \u00e0 horta e grande foi a sua surpresa quando viu uma bel\u00edssima rosa, a colheu e a levou a Rita.<\/p>\n<p>Assim Santa Rita foi denominada a Santa do \u201cEspinho\u201d e a Santa da \u201cRosa\u201d. Antes de fechar os olhos para sempre, teve a vis\u00e3o de Jesus e da Virgem Maria que a convidavam no Para\u00edso. Uma monja viu a sua alma subir ao c\u00e9u acompanhada de Anjos e contemporaneamente os sinos da igreja come\u00e7aram a tocar sozinhos, enquanto um perfume suav\u00edssimo se espalhou por todo os Mosteiro e do seu quarto viram uma luz luminosa como se fosse entrado o Sol. Era o dia 22 de maio de 1447. Santa Rita de C\u00e1ssia foi beatificada 180 anos depois da sua subida aos c\u00e9us e proclamada Santa ap\u00f3s 453 anos da sua morte.<\/p>\n<p>Rita de C\u00e1ssia, a santa das causas imposs\u00edveis e do perd\u00e3o, deixou-nos um legado de f\u00e9 e perseveran\u00e7a, transmitido por sua vida de amor ao pr\u00f3ximo e ao Senhor. Dedicada a Cristo e Seus ensinamentos, foi Seu instrumento para a realiza\u00e7\u00e3o de muitos milagres.<\/p>\n<p>Santa Rita, modelo de humildade e bondade, viveu o Evangelho a tal extremo que foi capaz de perdoar os assassinos de seu marido e de orar por eles. Conhe\u00e7amos, nestes tempos de individualismo e guerras, a hist\u00f3ria daquela que praticou e defendeu o maior ensinamento do Senhor: \u201cAmai-vos uns aos outros, como eu vos amei\u201d. Santa Rita! Rogai por n\u00f3s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 22 de maio celebramos a mem\u00f3ria facultativa de Santa Rita de C\u00e1ssia, religiosa. 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