{"id":49245,"date":"2019-05-15T14:08:03","date_gmt":"2019-05-15T17:08:03","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=49245"},"modified":"2019-05-15T14:12:35","modified_gmt":"2019-05-15T17:12:35","slug":"49245-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/49245-2\/","title":{"rendered":"\u201cAs pessoas s\u00e3o o essencial\u201d, diz o novo bispo de Vila Real"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Em entrevista, D. Ant\u00f4nio Augusto Azevedo, sa\u00fada a nova diocese de Vila Real, revela a sua gratid\u00e3o ao Papa por esta nomea\u00e7\u00e3o e recorda o caminho percorrido na diocese do Porto.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Rui Saraiva \u2013 Porto<\/b><\/p>\n<p>Com data de s\u00e1bado dia 11 de maio de 2019, o Papa Francisco nomeou D. Ant\u00f4nio Augusto Azevedo como novo bispo da diocese de Vila Real sucedendo a D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s. Tendo sido nomeado bispo auxiliar do Porto a 9 de janeiro de 2016 com ordena\u00e7\u00e3o celebrada a 19 de mar\u00e7o desse mesmo ano, D. Ant\u00f4nio Augusto Azevedo abra\u00e7a agora a miss\u00e3o de servir a diocese de Vila Real como bispo titular.<\/p>\n<p>Em entrevista, sa\u00fada a diocese de Vila Real recebendo com gratid\u00e3o a nomea\u00e7\u00e3o do Papa Francisco. Recorda o Porto e agradece \u00e0 diocese onde cresceu como crist\u00e3o, seminarista, padre e depois como bispo auxiliar.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a a entrevista!<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><i>P: Quais s\u00e3o as suas primeiras palavras para a diocese que o vai acolher, a diocese de Vila Real?<\/i><\/p>\n<p>R: Naturalmente, a primeira palavra \u00e9 de sauda\u00e7\u00e3o \u00e0 nova diocese que o Papa Francisco me confiou. Portanto, o primeiro sentimento \u00e9 de gratid\u00e3o ao Papa, porque quando confia uma diocese, uma por\u00e7\u00e3o do Povo de Deus a um bispo, \u00e9 porque entender\u00e1 que \u00e9 a pessoa que melhor pode acompanhar e caminhar com esse Povo. A minha gratid\u00e3o pela prova de confian\u00e7a com esta nomea\u00e7\u00e3o e em segundo lugar manifestar a minha alegria por poder servir o Povo de Deus da diocese de Vila Real para onde me vou dirigir com muita expetativa e com muita vontade de poder contribuir para que este Povo de Deus, que s\u00e3o todos, seremos todos, possa caminhar e responder aos desafios que estes tempos requerem.<\/p>\n<p><i>P: \u00c9 uma diocese que conhece bem visto que muitos sacerdotes foram formados aqui no Semin\u00e1rio Maior do Porto, do qual foi Reitor. Isso ser\u00e1 uma vantagem?<\/i><\/p>\n<p>R: Sim, h\u00e1 esta feliz coincid\u00eancia desta colabora\u00e7\u00e3o que j\u00e1 tem, julgo, 40 anos, entre a diocese de Vila Real e a diocese do Porto num contexto formativo. V\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de padres, de Vila Real, dos \u00faltimos anos, foram formados na diocese do Porto. E isso, naturalmente, significa uma grande afinidade, uma grande proximidade, um grande conhecimento pessoal que me permite ter j\u00e1 um conhecimento de uma boa parte do clero, sobretudo das gera\u00e7\u00f5es mais jovens. Certamente isso \u00e9 uma vantagem porque estimo as pessoas, conhe\u00e7o as pessoas e reconhe\u00e7o o seu valor, bem como dos outros sacerdotes mais velhos. E tamb\u00e9m dos leigos e das institui\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 Igreja. H\u00e1 uma boa base humana importante para se fazer um bom trabalho, porque as pessoas s\u00e3o o essencial.<\/p>\n<p><i>P: Diocese onde chega, diocese que deixa! Que sauda\u00e7\u00e3o \u00e0 diocese do Porto, que mensagem neste momento que \u00e9 de partida, depois de tantos anos nesta sua diocese do Porto?<\/i><\/p>\n<p>R: Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diocese do Porto \u00e9 tamb\u00e9m uma palavra de agradecimento, \u00e9 a minha fam\u00edlia, a diocese onde cresci como crist\u00e3o, seminarista, padre e depois chamado a servir como bispo auxiliar. A palavra \u00e9 de gratid\u00e3o para toda a diocese, pelos bispos v\u00e1rios que fui conhecendo e com quem me relacionei e para o presbit\u00e9rio que conhe\u00e7o muito bem e a quem estou unido por la\u00e7os fraternos. E tamb\u00e9m os leigos, os movimentos que servi, par\u00f3quias e tantas realidades eclesiais que tornam esta diocese t\u00e3o rica e t\u00e3o especial.<br \/>\nMas n\u00e3o \u00e9 propriamente uma palavra de despedida porque na Igreja h\u00e1 v\u00e1rias realidades que v\u00e3o caminhando, v\u00e1rias comunidades e igrejas locais que s\u00e3o irm\u00e3s e que se v\u00e3o entreajudando. Julgo que a diocese do Porto tamb\u00e9m ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para continuar o seu caminho.<\/p>\n<p><i>P: Quer fazer um balan\u00e7o destes anos em que esteve como bispo auxiliar do Porto, trabalhando, em particular, com uma regi\u00e3o pastoral e com o senhor D. Ant\u00f3nio Francisco que o ordenou e agora com o senhor D. Manuel Linda?<\/i><\/p>\n<p>R: Ainda \u00e9 dif\u00edcil fazer balan\u00e7os at\u00e9 porque o tempo foi bastante curto. Obviamente, que \u00e9 um balan\u00e7o muito positivo. Desde logo, porque foram tr\u00eas anos muito intensos em termos de trabalho e de preocupa\u00e7\u00f5es. Evidentemente, com fases muito diversas. Os primeiros meses em que acumulei com o cargo de Reitor do Semin\u00e1rio foram meses de muito trabalho. Depois um primeiro ano muito bonito com o senhor D. Ant\u00f4nio Francisco que em todos n\u00f3s deixou grande saudade e que, entre muitas outras coisas, era uma pessoa muito pr\u00f3xima, de uma rela\u00e7\u00e3o humana muito forte. Foi um ano de muitos sonhos e projetos que culminou de forma muito significativa com a Peregrina\u00e7\u00e3o Diocesana a F\u00e1tima que foi um dos momentos marcantes destes \u00faltimos anos. E depois tragicamente seguido pela sua morte inesperada.<br \/>\nO segundo ano foi no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o no qual colaborei com o senhor D. Ant\u00f4nio Taipa, a quem me ligam la\u00e7os muito fortes. Este ano mais recente com o senhor D. Manuel Linda foi um ano de adapta\u00e7\u00e3o a uma nova perspectiva.Sobretudo, foi muito gratificante a colabora\u00e7\u00e3o com uma regi\u00e3o que eu aprecio muito que \u00e9 a regi\u00e3o Sul, com imenso potencial, com projetos muito bonitos. Portanto, para mim foi muito gratificante trabalhar com os padres, as vigararias, o clero e tamb\u00e9m os leigos dessa zona.<\/p>\n<p><i>P: Um dos seus \u00faltimos trabalhos foi de proje\u00e7\u00e3o nacional e internacional: o S\u00ednodo dos Bispos sobre os jovens. Foi padre sinodal e isso vai-lhe trazer uma experi\u00eancia para assumir agora este trabalho como bispo de Vila Real sobretudo no trabalho com os jovens. O que \u00e9 que tem a dizer em rela\u00e7\u00e3o a isto?<\/i><\/p>\n<p>R: Eu diria que \u00e9 uma vantagem na medida em que tive de entrar mais a fundo na realidade dos jovens. Mas, \u00e9 tamb\u00e9m uma responsabilidade. Isto \u00e9, o Papa aos padres sinodais incumbiu a especial miss\u00e3o de fazermos um esfor\u00e7o pela aplica\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo. Para mim, a experi\u00eancia do S\u00ednodo foi muito rica porque permite uma leitura muito mais alargada e profunda da vida da Igreja e desperta em n\u00f3s uma vontade de servir a Igreja n\u00e3o apenas pensando na nossa realidade local. A miss\u00e3o da Igreja hoje tem de ter este horizonte mais alargado e aberto ao mundo. Esta experi\u00eancia ser\u00e1, com certeza, muito \u00fatil para a minha nova miss\u00e3o.<br \/>\nA preocupa\u00e7\u00e3o com os mais jovens ser\u00e1 certamente uma preocupa\u00e7\u00e3o na nova diocese, mas tamb\u00e9m, uma preocupa\u00e7\u00e3o em trabalhar com os jovens de todo o pa\u00eds. At\u00e9 porque n\u00f3s estamos todos envolvidos na prepara\u00e7\u00e3o das Jornadas Mundiais da Juventude e \u00e9 muito importante mobilizar a Igreja em todo o pa\u00eds para que esta seja uma grande oportunidade de renova\u00e7\u00e3o da Igreja pela participa\u00e7\u00e3o mais ativa dos jovens.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Augusto Azevedo nasceu a 14 de junho de 1962 e foi ordenado presb\u00edtero a 13 de julho de 1986 na Catedral do Porto. Foi p\u00e1roco, capel\u00e3o militar, docente e capel\u00e3o da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa no Porto. Trabalhou com as Equipas de Casais de Nossa Senhora e com a Pastoral Oper\u00e1ria. Foi Reitor do Semin\u00e1rio Maior do Porto e respons\u00e1vel pelo acompanhamento dos padres mais novos.<\/p>\n<p>Nomeado bispo auxiliar do Porto pelo Papa Francisco a 9 de janeiro de 2016, D. Ant\u00f4nio Augusto Azevedo foi ordenado bispo a 19 de mar\u00e7o desse mesmo ano. Como bispo auxiliar do Porto (2016-2019) assumiu o acompanhamento pastoral da regi\u00e3o Sul e foi o respons\u00e1vel pela Peregrina\u00e7\u00e3o Diocesana a F\u00e1tima em setembro de 2017. Agora ser\u00e1 bispo de Vila Real.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista, D. Ant\u00f4nio Augusto Azevedo, sa\u00fada a nova diocese de Vila Real, revela a sua gratid\u00e3o ao Papa por esta nomea\u00e7\u00e3o e recorda o caminho percorrido na diocese do Porto. Rui Saraiva \u2013 Porto Com data de s\u00e1bado dia 11 de maio de 2019, o Papa Francisco nomeou D. 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