{"id":49204,"date":"2019-05-14T16:25:24","date_gmt":"2019-05-14T19:25:24","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=49204"},"modified":"2019-05-14T16:25:24","modified_gmt":"2019-05-14T19:25:24","slug":"teologia-publicacoes-biblista-portugues-apresenta-nova-visao-sobre-adao-e-eva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/teologia-publicacoes-biblista-portugues-apresenta-nova-visao-sobre-adao-e-eva\/","title":{"rendered":"Teologia\/Publica\u00e7\u00f5es: Biblista portugu\u00eas apresenta nova vis\u00e3o sobre Ad\u00e3o e Eva"},"content":{"rendered":"<p><em>Livro \u00abCria\u00e7\u00e3o Divina sem pecado humano\u00bb inaugura cole\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 B\u00edblia<\/em><\/p>\n<p>Lisboa, 14 mai 2019 (Ecclesia) \u2013 O padre e biblista portugu\u00eas Armindo Vaz apresentou hoje em Lisboa o livro \u2018Cria\u00e7\u00e3o Divina sem pecado humano\u2019, na qual oferece uma nova vis\u00e3o sobre Ad\u00e3o e Eva, a partir da narrativa b\u00edblica do G\u00e9nesis, que fala da \u201cvida humana\u201d e \u201cn\u00e3o se pode ler \u00e0 letra\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o estamos a esvaziar a narrativa de conte\u00fado teol\u00f3gico ou espiritual, pelo contr\u00e1rio\u201d, sustenta, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, sublinhando a import\u00e2ncia de oferecer\u00a0uma chave de leitura, o g\u00e9nero liter\u00e1rio, ou seja, os \u201cmitos de origem\u201d.<\/p>\n<p>O sacerdote fala numa \u201ctransgress\u00e3o primordial\u201d, em contraponto ao termo pecado, face \u00e0 aus\u00eancia de \u201cterminologia de car\u00e1ter moral\u201d no relato dos cap\u00edtulos 2 e 3 do livro do G\u00e9nesis.<\/p>\n<p>\u201cEsta transgress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 hist\u00f3rica, \u00e9 primordial, \u00e9 anterior \u00e0 Hist\u00f3ria, situa-se nas origens, portanto, n\u00e3o tem car\u00e1ter moral\u201d, precisa.<\/p>\n<p>Segundo o autor, o que a nova leitura deste texto questiona n\u00e3o \u00e9 a doutrina do \u201cpecado original\u201d, mas o fundamento b\u00edblico da mesma.<\/p>\n<blockquote><p>O problema do mal do mundo n\u00e3o se resolve apelando para a culpabilidade de um primeiro par humano hist\u00f3rico\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cUm dos tra\u00e7os da imagem de Deus que carece de purifica\u00e7\u00e3o \u00e9 o de Deus criador, especialmente por a sua a\u00e7\u00e3o criadora ser associada a um pecado humano\u201d, refere na obra o professor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa (UCP).<\/p>\n<p>A proposta do autor, religioso carmelita, \u00e9 colocar o texto no seu g\u00e9nero liter\u00e1rio pr\u00f3prio, no contexto cultural e das literaturas do antigo Pr\u00f3ximo Oriente \u2013 como a epopeia de Gilgamesh -, olhando para a narrativa b\u00edblica como uma explica\u00e7\u00e3o do sentido da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cTendo sido habitualmente lido como hist\u00f3ria de pecado com moral, agora o relato pode ser lido como mito de origem, com elevado sentido antropol\u00f3gico e espiritual\u201d, precisa o biblista.<\/p>\n<p>O livro reflete sobre como se \u201cinstalou a ideia de para\u00edso\u201d, preferindo a tradu\u00e7\u00e3o que se refere a um \u201cpomar da v\u00e1rzea\u201d.<\/p>\n<p>Para o padre Armindo Vaz, \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o \u201cmoralizar o mito\u201d, valorizando a sua \u201cvis\u00e3o positiva e otimista da vida\u201d.<\/p>\n<p>\u201cLido com a fecundidade do mito de origem, a hist\u00f3ria de Gn 2-3 \u00e9 uma aut\u00eantica apologia do humano e diz a verdade da vida\u201d, aponta.<\/p>\n<p><a class=\"fbx-link fbx-instance\" href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_20190514_181636.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-137131 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_20190514_181636-390x260.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 390px) 100vw, 390px\" 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roturas\u201d, pelo que considerou que a nova obra se \u201cjustifica plenamente\u201d e deve ser lida \u201cde forma calma e serena\u201d.<\/p>\n<p>Para o antigo diretor da Faculdade de Teologia, o texto do livro do G\u00e9nesis encerra uma \u201cheran\u00e7a antropol\u00f3gica\u201d, desde a teologia judaica, em particular no que diz respeito \u00e0 busca de sentido do sofrimento humano.<\/p>\n<p>O pref\u00e1cio \u00e9 assinado por D. Jos\u00e9 Ornelas, bispo de Set\u00fabal, para quem este livro se apresenta como \u201cuma reflex\u00e3o fundamental sobre o ser humano\u201d, procurando \u201creconduzir\u201d o texto b\u00edblico \u00e0 sua originalidade, com particular aten\u00e7\u00e3o \u00e0 no\u00e7\u00e3o \u201csimb\u00f3lico-m\u00edtica\u201d do primeiro livro da B\u00edblia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro \u00abCria\u00e7\u00e3o Divina sem pecado humano\u00bb inaugura cole\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 B\u00edblia Lisboa, 14 mai 2019 (Ecclesia) \u2013 O padre e biblista portugu\u00eas Armindo Vaz apresentou hoje em Lisboa o livro \u2018Cria\u00e7\u00e3o Divina sem pecado humano\u2019, na qual oferece uma nova vis\u00e3o sobre Ad\u00e3o e Eva, a partir da narrativa b\u00edblica do G\u00e9nesis, que fala da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":49205,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-49204","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49204"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49204\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49206,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49204\/revisions\/49206"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}