{"id":49198,"date":"2019-05-14T14:21:34","date_gmt":"2019-05-14T17:21:34","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=49198"},"modified":"2019-05-14T14:21:34","modified_gmt":"2019-05-14T17:21:34","slug":"por-que-voce-nao-deve-desistir-das-tradicoes-mesmo-das-mais-estranhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/por-que-voce-nao-deve-desistir-das-tradicoes-mesmo-das-mais-estranhas\/","title":{"rendered":"Por que voc\u00ea n\u00e3o deve desistir das tradi\u00e7\u00f5es \u2013 mesmo das mais estranhas"},"content":{"rendered":"<div class=\"io-div\" data-io-article-url=\"https:\/\/pt.aleteia.org\/2019\/05\/14\/por-que-voce-nao-deveria-desistir-das-tradicoes-mesmo-das-mais-estranhas\/\">\n<h2 class=\"subtitle\">A experi\u00eancia humana \u00e9 comunit\u00e1ria e as tradi\u00e7\u00f5es unem as pessoas &#8211; do passado, presente e futuro<\/h2>\n<div class=\"base-post-content\">Adoro passar o tempo em nossa escola paroquial, onde meu trabalho \u00e9 enfiar a cabe\u00e7a pela porta da sala de aula, irritar as crian\u00e7as e depois desaparecer para deixar o pobre professor para restaurar a ordem (talvez seja por isso que os alunos sempre me implorem para visitar sua turma no dia do grande teste).Quando estou l\u00e1, muitas vezes deixo as crian\u00e7as me fazerem perguntas aleat\u00f3rias, e um assunto comum de curiosidade \u00e9 a minha idade. Eu tenho apenas 37 anos, mas quando os alunos do ensino m\u00e9dio esfregam na minha cara que eu me formei na faculdade antes de nascerem, isso d\u00f3i um pouco. Eu me pergunto como a vida passou t\u00e3o rapidamente e se minhas experi\u00eancias anteriores se tornaram sem import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Tudo n\u00e3o est\u00e1 perdido, no entanto; quanto mais fundo eu cavo, mais admir\u00e1vel meu passado se torna. Eu cresci na era do Nintendo Classic, que agora \u00e9 ainda mais famoso, as bandas que eu cresci ouvindo est\u00e3o sendo redescobertas agora, e meu estilo de vestir formal est\u00e1 voltando aos manequins do shopping. A li\u00e7\u00e3o \u00e9 que \u00e0s vezes o nosso material desgastado do passado reaparece e alimenta a nostalgia.<\/p>\n<p>Na minha vizinhan\u00e7a urbana, todos os descolados idealistas e elegantes est\u00e3o revivendo tudo da gera\u00e7\u00e3o dos seus av\u00f3s (eu os chamo de \u201cdescolados\u201d carinhosamente porque sou um deles, embora eu prefira cal\u00e7as de tamanho normal). Fazemos a barba com l\u00e2minas antigas, preparamos caf\u00e9 com antigos moedores de m\u00e3o, andamos de bicicleta vintage usando jaquetas de tweed, ouvimos m\u00fasica em discos de vinil e somos apaixonados por incenso e canto gregoriano na missa. Eu n\u00e3o estou defendendo que essa \u00e9 a \u00fanica maneira de ser legal, mas o fato \u00e9 que o passado ainda est\u00e1 muito vivo.<\/p>\n<p>Mesmo tradi\u00e7\u00f5es e h\u00e1bitos que n\u00e3o est\u00e3o na moda t\u00eam valor \u2013 provavelmente porque, para aqueles que os praticam, mesmo que parecem estranhos ou tenham origens desconhecidas, eles possuem um aroma de autenticidade. Por exemplo, quando minha fam\u00edlia se re\u00fane para o Dia de A\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7as, a ambrosia est\u00e1 sempre na mesa. Eu n\u00e3o me importo com isso, mas eu estou feliz que esteja na mesa porque isso tem acontecido em todos os dias de A\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7as que eu posso lembrar. Ambrosia recorda o lar, a fam\u00edlia. \u00c9 a mem\u00f3ria de 35 anos. E n\u00e3o saber a origem dessa tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o a invalida.<\/p>\n<p>O escritor G.K. Chesterton nos adverte a n\u00e3o jogar fora esses velhos h\u00e1bitos. Uma tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 como um port\u00e3o do outro lado de uma estrada que serve a um prop\u00f3sito desconhecido. Seria um erro desprez\u00e1-lo simplesmente porque n\u00e3o sabemos por que est\u00e1 l\u00e1. Quem sabe? Talvez exista uma for\u00e7a detr\u00e1s. Se voc\u00ea tem uma tradi\u00e7\u00e3o que ama, mas n\u00e3o consegue explicar por qu\u00ea, aguente firme! N\u00e3o se sinta envergonhado ou imagine ela deva ser acompanha por uma explica\u00e7\u00e3o exaustiva.<\/p>\n<div id=\"aleteia-welcome\" data-google-query-id=\"CLXxyr3Bm-ICFURmwQodBIcPsQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/64500793\/PT_DESK_ARTICLE_WELCOME_1X1_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/64500793\/PT_DESK_ARTICLE_WELCOME_1X1_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/64500793\/PT_DESK_ARTICLE_WELCOME_1X1_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-google-container-id=\"3\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p>Admito que talvez n\u00e3o seja a atitude mais l\u00f3gica rejeitar uma nova e sofisticada m\u00e1quina de caf\u00e9 em favor de um velho moedor. Seria mais f\u00e1cil colocar um copinho de pl\u00e1stico, apertar \u201cligar\u201d e acabar logo com isso. Ent\u00e3o, por que escolher o m\u00e9todo mais dif\u00edcil e mais antigo? Pelo menos em parte porque \u00e9 assim que meu bisav\u00f4 fazia caf\u00e9. Eu nunca conheci meus ancestrais depois de certa gera\u00e7\u00e3o, mas mesmo assim me sinto conectado a eles. A experi\u00eancia humana \u00e9 comunit\u00e1ria e as tradi\u00e7\u00f5es re\u00fanem a fam\u00edlia humana \u2013 passado, presente e futuro.<\/p>\n<p>N\u00f3s todos sabemos que as tradi\u00e7\u00f5es nos conectam com o passado, mas talvez n\u00e3o seja t\u00e3o claro que elas tamb\u00e9m nos conectam com o presente e o futuro. As tradi\u00e7\u00f5es s\u00e3o como entrar em sua casa de inf\u00e2ncia novamente, elas se encaixam perfeitamente, e atrav\u00e9s da magia da nostalgia, trazem momentos felizes do passado de volta ao presente.<\/p>\n<p>O passado nunca desapareceu, ele continua sendo uma parte de n\u00f3s para sempre, e mesmo se voc\u00ea estiver come\u00e7ando a sentir que o tempo passou, nada \u00e9 desperdi\u00e7ado, nada de velho est\u00e1 sempre perdido. Sabendo que nada na vida \u00e9 simplesmente um est\u00e1gio tempor\u00e1rio que em breve ser\u00e1 descartado quando seguirmos em frente, temos a for\u00e7a para encarar com alegria o futuro.<\/p>\n<p>O curso de nossas vidas se desenvolve como uma \u00e1rvore que amadurece. Come\u00e7amos como mudas e ao longo do tempo colocamos novas folhas e ramos, mas ainda estamos enraizados no solo. \u00c0 medida que crescemos, essas ra\u00edzes se aprofundam ainda mais no solo e a for\u00e7a do passado se torna a fonte do crescimento futuro. O mais encorajador de tudo \u00e9 que as futuras gera\u00e7\u00f5es olhem um dia para tr\u00e1s em nossas vidas e encontrem grande valor nas tradi\u00e7\u00f5es que estamos vivendo hoje com nossos entes queridos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 text-center pagination-cont-article\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A experi\u00eancia humana \u00e9 comunit\u00e1ria e as tradi\u00e7\u00f5es unem as pessoas &#8211; do passado, presente e futuro Adoro passar o tempo em nossa escola paroquial, onde meu trabalho \u00e9 enfiar a cabe\u00e7a pela porta da sala de aula, irritar as crian\u00e7as e depois desaparecer para deixar o pobre professor para restaurar a ordem (talvez seja [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":49199,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-49198","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49198"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49198\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49200,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49198\/revisions\/49200"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}