{"id":4894,"date":"2014-07-25T17:25:50","date_gmt":"2014-07-25T20:25:50","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/por-que-deus-pede-um-casamento-para-sempre-e-com-a-mesma-pessoa\/"},"modified":"2017-04-06T10:23:49","modified_gmt":"2017-04-06T13:23:49","slug":"por-que-deus-pede-um-casamento-para-sempre-e-com-a-mesma-pessoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/por-que-deus-pede-um-casamento-para-sempre-e-com-a-mesma-pessoa\/","title":{"rendered":"Por que Deus pede um casamento para sempre e com a mesma pessoa?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Quando se perde a no\u00e7\u00e3o de Deus, dissolve-se a concep\u00e7\u00e3o do amor<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/aliancasprata.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Existem ensinamentos de Jesus que provocam desconforto, porque seriam limitadores da liberdade e do desejo de construir a felicidade. &#8220;N\u00e3o lestes que o Criador, no come\u00e7o, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixar\u00e1 seu pai e sua m\u00e3e e se unir\u00e1 \u00e0 sua mulher; e os dois formar\u00e3o uma s\u00f3 carne?&#8221; (Mateus 19,4-6).<\/p>\n<p>Esta frase pronunciada com autoridade por Jesus, contradizendo tamb\u00e9m a lei mosaica, suscitou debates, divis\u00f5es, cismas no interior da Igreja. E tamb\u00e9m dor por parte de muitos que, tendo fracassado no pr\u00f3prio casamento, buscaram refazer-se na vida afetiva e hoje se sentem exclu\u00eddos ou rejeitados pela Igreja porque n\u00e3o podem comungar.<\/p>\n<p>Trata-se de um dos ensinamentos que n\u00e3o \u00e9 facilmente compreendido. Como pode Deus reivindicar que uma uni\u00e3o conjugal seja para sempre, se n\u00f3s somos vulner\u00e1veis, t\u00e3o inclinados ao mal, fr\u00e1geis, sentimo-nos frequentemente incapazes de ser fi\u00e9is aos nossos compromissos perenes? Pode existir uma uni\u00e3o para sempre? E se errarmos?<\/p>\n<p>Por outro lado, muitos defendem a possibilidade de dissolver o matrim\u00f4nio levando em considera\u00e7\u00e3o o fato de que o amor seria inconstante, ou que n\u00e3o exista um afeto que possa ser duradouro por causa da conting\u00eancia do homem. Por que Deus pede uni\u00e3o matrimonial para sempre e com apenas uma pessoa? Talvez n\u00e3o nos conhe\u00e7a, ou n\u00e3o sabe do que somos feitos?<\/p>\n<p>A defesa da indissolubilidade est\u00e1 na argumenta\u00e7\u00e3o da sua nega\u00e7\u00e3o. Deus sabe do que somos feitos e por isso acredita em n\u00f3s. Ele conhece perfeitamente tudo o que somos capazes, n\u00f3s, por\u00e9m, por causa do nosso pecado, pouco a pouco nos esquecemos. Somos pecadores, Ele sabe muito bem, mas somos tamb\u00e9m seres redentores, e esta reden\u00e7\u00e3o \u00e9 o que permite fazer de n\u00f3s novas criaturas. Somos feitos para o amor, que n\u00e3o \u00e9 somente uma possibilidade humana, mas tamb\u00e9m um dever metaf\u00edsico. Quem n\u00e3o ama perdeu a sua humanidade e o sentido daquilo que \u00e9.<\/p>\n<p>Para acreditar na indissolubilidade matrimonial \u00e9 necess\u00e1rio acreditar na fidelidade, e para acreditar na fidelidade \u00e9 necess\u00e1rio acreditar no amor. Mas para acreditar no amor \u00e9 fundamental acreditar em Deus. N\u00e3o se pode acreditar no amor verdadeiro se n\u00e3o acreditarmos em Deus.<\/p>\n<p>Para que o amor seja eterno e perene depende do fato de acreditar que existe um Deus que \u00e9 amor. Isso porque as defini\u00e7\u00f5es \u201cpara sempre\u201d (car\u00e1ter infinito), \u201cdesde sempre\u201d (eternidade), perfei\u00e7\u00e3o e transcend\u00eancia, s\u00e3o ligadas ao Criador. Quando se perde a no\u00e7\u00e3o de Deus, dissolve-se a concep\u00e7\u00e3o do amor.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m cr\u00ea tanto no amor humano como Deus, que sabendo como somos, permitiu nos dar sempre atrav\u00e9s de todas as gera\u00e7\u00f5es a oportunidade de aprender Dele que \u00e9 o nosso melhor Mestre. E nos prop\u00f5e um modelo de trindade terrena na qual a experi\u00eancia amorosa possa ser vivida nesta vida.<\/p>\n<p>Negar Deus \u00e9 negar a eternidade, e com isso sucumbe a ressurrei\u00e7\u00e3o e seremos condenados ao nada.<\/p>\n<p>Se deixarmos o amor como puro mecanismo fisiol\u00f3gico, estaremos expondo-o \u00e0 sensibilidade da pele que quer sempre dar prazer a si mesma. Somente quando compreendemos que Deus existe, que \u201c\u00e9 amor\u201d e que nos amou com amor eterno, podemos viver a experi\u00eancia da doa\u00e7\u00e3o, do \u201csim\u201d para sempre sem medo de errar. Mas sobretudo sem deixar aquele \u201csim\u201d \u00e0 merc\u00ea dos instintos viscerais que pedem cada dia mais como uma enorme serpente que devora a si mesma pela cauda.<\/p>\n<p>O amor humano est\u00e1 ligado a Deus. A incredulidade, o ate\u00edsmo, s\u00e3o a morte do \u201camor para sempre\u201d; e se n\u00e3o existe este amor para sempre, estamos condenados a viver desejando o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Aquilo que nos espera \u00e9 a aus\u00eancia de sentido.<\/p>\n<p>Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se perde a no\u00e7\u00e3o de Deus, dissolve-se a concep\u00e7\u00e3o do amor Existem ensinamentos de Jesus que provocam desconforto, porque seriam limitadores da liberdade e do desejo de construir a felicidade. &#8220;N\u00e3o lestes que o Criador, no come\u00e7o, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixar\u00e1 seu pai e sua [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-4894","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4894","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4894"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4894\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9788,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4894\/revisions\/9788"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}