{"id":48690,"date":"2019-04-29T10:57:38","date_gmt":"2019-04-29T13:57:38","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=48690"},"modified":"2019-04-29T10:57:38","modified_gmt":"2019-04-29T13:57:38","slug":"papa-que-santa-catarina-de-sena-ajude-a-unidade-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-que-santa-catarina-de-sena-ajude-a-unidade-da-igreja\/","title":{"rendered":"Papa: que Santa Catarina de Sena ajude a unidade da Igreja"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">\u201cEla trabalhou muito pela unidade da Igreja, rezava e trabalhava muito. Pe\u00e7amos a ela pela Igreja, que ajude a unidade da Igreja, que ajude a It\u00e1lia neste momento dif\u00edcil e que ajude a unidade da Europa\u201d, disse o Papa na sauda\u00e7\u00e3o inicial da missa.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>O Papa Francisco retomou esta segunda-feira (29\/04) as celebra\u00e7\u00f5es matutinas na capela da Casa Santa Marta. Desta vez, por\u00e9m, n\u00e3o fez a homilia.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da missa, o Pont\u00edfice recordou a santa festejada neste dia 29: Santa Catarina de Sena, padroeira da It\u00e1lia e da Europa.<\/p>\n<p>\u201cEla trabalhou muito pela unidade da Igreja, rezava e trabalhava muito. Pe\u00e7amos a ela pela Igreja, que ajude a unidade da Igreja, que ajude a It\u00e1lia neste momento dif\u00edcil e que ajude a unidade da Europa.\u201d<\/p>\n<h2>Estilo firme, mas materno<\/h2>\n<p>\u201cN\u00e3o nos contentemos com as coisas pequenas. Deus quer coisas grandes! Se voc\u00eas fossem o que deveriam ser, incendiariam toda a It\u00e1lia!\u201d Com estas palavras, em seu habitual estilo firme e intransigente, mas sempre materno, Catarina Benincasa convidava \u00e0 radicalidade da f\u00e9 a um dos seus interlocutores epistolares. Trata-se de uma exorta\u00e7\u00e3o que revela o ardente desejo da santa de irradiar o Evangelho no mundo, mediante o testemunho ciente e cr\u00edvel de homens e mulheres convertidos pelo an\u00fancio do Ressuscitado: \u201cMunida de uma f\u00e9 invicta, poder\u00e1 enfrentar, vitoriosamente, seus advers\u00e1rios\u201d, disse-lhe Cristo em uma vis\u00e3o no \u00faltimo dia de Carnaval de 1367, em um epis\u00f3dio que os bi\u00f3grafos recordam como \u201cn\u00fapcias m\u00edsticas\u201d de Catarina.<\/p>\n<h2>Determinada, desde crian\u00e7a, a casar-se com Cristo<\/h2>\n<p>Catarina nasceu vinte e cinco anos antes, no dia 25 de mar\u00e7o, no bairro Fontebranda de Sena, vig\u00e9sima quarta filha, dos vinte e cinco vindos ao mundo, de Jacopo Benincasa e de Lapa de Puccio Piacenti, em uma \u00e9poca caracterizada por fortes tens\u00f5es no tecido social; com apenas seis anos, &#8211; em um momento em que o Papado tinha sua sede em Avinh\u00e3o e os movimentos her\u00e9ticos insidiavam a vida Igreja, &#8211; a menina teve uma vis\u00e3o em que Jesus estava vestido com roupas pontificais. No ano seguinte, fez votos de virgindade, amadurecendo, depois, o firme prop\u00f3sito de seguir a perfei\u00e7\u00e3o crist\u00e3 junto \u00e0 ordem Dominicana. Diante da oposi\u00e7\u00e3o dos pais, que queriam que se casasse, Catarina reagiu com determina\u00e7\u00e3o: com 12 anos, cortou o cabelo, cobriu-se com um v\u00e9u e encerrou-se em casa. Ent\u00e3o, em 1363, a fam\u00edlia permitiu-lhe entrar para a comunidade das \u201cMantellate\u201d ou Terci\u00e1rias Dominicanas.<\/p>\n<h2>M\u00e3e e mestra, ponto de refer\u00eancia espiritual para muitos<\/h2>\n<p>A santa aprendeu a ler e escrever e se dedicou a uma intensa atividade caritativa entre os \u00faltimos; em uma Europa, dilacerada por pestes, guerras, escassez e sofrimentos, ela se tornou um ponto de refer\u00eancia para homens de cultura e religiosos, que, por frequentarem assiduamente a sua casa, foram chamados \u201ccatarinados\u201d. Os mais \u00edntimos entre eles a chamavam \u201cm\u00e3e e mestra\u201d e se tornaram descritores dos seus muitos apelos \u00e0s autoridades civis e religiosas: exorta\u00e7\u00f5es a assumir suas responsabilidades, \u00e0s vezes, repreendidos e convidados a agir, mas sempre expressos com amor e caridade. Entre os temas enfrentados nas missivas destacam-se: a pacifica\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia, a necessidade de cruzadas, a reforma da Igreja e o retorno do Papado a Roma, para o qual a santa foi determinante, por se encontrar, na Proven\u00e7a, em 1376, com o Papa Greg\u00f3rio XI.<\/p>\n<h2>O Papa \u201cdoce Cristo na terra\u201d e seu retorno a Roma<\/h2>\n<p>Catarina jamais teve medo de admoestar o Sucessor de Pedro, por ela definido \u201cdoce Cristo na terra\u201d, \u00e0s suas responsabilidades: reconhecia suas faltas humanas, mas sempre teve m\u00e1xima rever\u00eancia pelo Vig\u00e1rio de Jesus na terra, assim como por todos os sacerdotes. Ap\u00f3s a rebeli\u00e3o de um grupo de Cardeais, que deu in\u00edcio ao cisma do Ocidente, Urbano VI a convocou em Roma. Ali, a santa adoeceu e faleceu em 29 de abril de 1380, como Jesus, com apenas 33 anos. As palavras do ap\u00f3stolo Paulo \u201cN\u00e3o sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim\u201d se encarnaram na vida de Catarina que, em 1375, recebeu os estigmas incruentos, revivendo semanalmente, &#8211; narram as testemunhas, &#8211; a Paix\u00e3o de Cristo.<\/p>\n<h2>Proclamada Doutora da Igreja por Paulo VI<\/h2>\n<p>A perten\u00e7a ao Filho de Deus, a coragem e a sabedoria infusa s\u00e3o os tra\u00e7os distintivos de uma mulher, \u00fanica na hist\u00f3ria da Igreja, autora de textos como \u201cO Di\u00e1logo da Divina Provid\u00eancia\u201d, o \u201cEpistol\u00e1rio\u201d e a colet\u00e2nea de \u201cOra\u00e7\u00f5es\u201d. Devido \u00e0 sua grandeza espiritual e doutrinal, Paulo VI, em 1970, a proclama Doutora da Igreja.<br \/>\nApaixonada por Jesus Cristo, Catarina escrevia: \u201cNada atrai o cora\u00e7\u00e3o de um homem como o amor! Por amor, Deus o criou; por amor, seu pai e sua m\u00e3e deram-lhe a sua subst\u00e2ncia; ele foi feito para amar.\u201d<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEla trabalhou muito pela unidade da Igreja, rezava e trabalhava muito. Pe\u00e7amos a ela pela Igreja, que ajude a unidade da Igreja, que ajude a It\u00e1lia neste momento dif\u00edcil e que ajude a unidade da Europa\u201d, disse o Papa na sauda\u00e7\u00e3o inicial da missa. 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