{"id":48676,"date":"2019-04-29T10:23:53","date_gmt":"2019-04-29T13:23:53","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=48676"},"modified":"2019-04-29T10:23:53","modified_gmt":"2019-04-29T13:23:53","slug":"partilhar-a-refeicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/partilhar-a-refeicao\/","title":{"rendered":"Partilhar a refei\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A palavra \u201cpartilha\u201d est\u00e1 relacionada com o sentimento de identifica\u00e7\u00e3o existente entre duas ou mais pessoas. \u00c9 sentimento porque sup\u00f5e iniciativa de dentro para fora. Constitui um caminho contr\u00e1rio daqueles que t\u00eam atitudes ego\u00edstas e querem tudo para si mesmos. N\u00e3o conseguem enxergar as necessidades principalmente prementes dos outros e acabam n\u00e3o partilhando o que \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Muitas negocia\u00e7\u00f5es e iniciativas positivas, para o bem ou para o mal, acontecem nos momentos de refei\u00e7\u00e3o, em volta de uma mesa. Foi o que aconteceu com Jesus. Estando Ele com os ap\u00f3stolos para uma refei\u00e7\u00e3o, na partilha do p\u00e3o e do vinho, Judas Iscariotes \u00e9 identificado como um traidor. Jesus disse: \u201cAquele a quem eu der um peda\u00e7o de p\u00e3o passado no molho\u201d (Jo 13,26), vai me trair.<\/p>\n<p>No per\u00edodo dos quarenta dias pascais, tempo em que Jesus se manifesta e confirma para os disc\u00edpulos a sua ressurrei\u00e7\u00e3o, em v\u00e1rios momentos aconteceu o gesto da partilha. \u00c9 o caso da pesca milagrosa (Jo 21,1-19), onde se realiza tamb\u00e9m uma refei\u00e7\u00e3o e, em volta da mesa, Jesus convoca o pescador Pedro para partilhar seus dons e assumir a tarefa de apascentar o rebanho do Senhor.<\/p>\n<p>Existe muita gente que passa fome nas diversas na\u00e7\u00f5es do mundo. N\u00e3o podemos simplesmente dizer que \u00e9 por falta de alimento. A terra \u00e9 muito generosa em todos os lugares, como um verdadeiro dom de Deus. Basta que haja incentivo e oportunidade para as pessoas plantarem, que os frutos aparecem abundantemente. Talvez falte uma globaliza\u00e7\u00e3o de partilha da refei\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>O an\u00fancio de Jesus Cristo dava prioridade para a dignidade das pessoas. Ao falar de fraternidade, de acolhida, de comunidade, Jesus estava falando de partilha. As primeiras comunidades crist\u00e3s entenderam perfeitamente sua proposta. Distribu\u00edam entre todos os bens que tinham (At 2,42-47), e ningu\u00e9m passava necessidade. Na partilha fraterna, o pouco se torna muito e supre as necessidades.<\/p>\n<p>Para n\u00e3o ser interpretado como um fantasma ou uma ilus\u00e3o, Jesus ressuscitado comia com os disc\u00edpulos, confirmando para eles que estava vivo e presente no meio deles. Ele tinha um gesto claro de partilha e desejo de que todos pudessem viver com dignidade. O ac\u00famulo desnecess\u00e1rio e ego\u00edsta impede que a partilha aconte\u00e7a e, facilmente, provoca atitudes de injusti\u00e7a e gera fome.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A palavra \u201cpartilha\u201d est\u00e1 relacionada com o sentimento de identifica\u00e7\u00e3o existente entre duas ou mais pessoas. \u00c9 sentimento porque sup\u00f5e iniciativa de dentro para fora. Constitui um caminho contr\u00e1rio daqueles que t\u00eam atitudes ego\u00edstas e querem tudo para si mesmos. 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