{"id":48668,"date":"2019-04-27T09:38:38","date_gmt":"2019-04-27T12:38:38","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=48668"},"modified":"2019-04-29T10:05:57","modified_gmt":"2019-04-29T13:05:57","slug":"reconhecamos-o-senhor-ressuscitado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/reconhecamos-o-senhor-ressuscitado\/","title":{"rendered":"Reconhe\u00e7amos o Senhor Ressuscitado!"},"content":{"rendered":"<p>A liturgia deste 3\u00ba Domingo do Tempo Pascal recorda-nos que a comunidade crist\u00e3 tem por miss\u00e3o testemunhar e concretizar o projeto libertador que Jesus iniciou; e que Jesus, vivo e ressuscitado, acompanhar\u00e1 sempre a sua Igreja em miss\u00e3o, vivificando-a com a sua presen\u00e7a e orientando-a com a sua Palavra.<\/p>\n<p>A primeira leitura(cf. At 5,27b-32.40b-41) apresenta-nos o testemunho que a comunidade de Jerusal\u00e9m d\u00e1 de Jesus ressuscitado. Embora o mundo se oponha ao projeto libertador de Jesus testemunhado pelos disc\u00edpulos, o crist\u00e3o deve antes obedecer a Deus do que aos homens.<\/p>\n<p>A segunda leitura(cf. Ap 5,11-14) apresenta Jesus, o \u201ccordeiro\u201d imolado que venceu a morte e que trouxe aos homens a liberta\u00e7\u00e3o definitiva; em contexto lit\u00fargico, o autor p\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o inteira a manifestar diante do \u201ccordeiro\u201d vitorioso a sua alegria e o seu louvor.<\/p>\n<p>O Evangelho(cf. Jo 21,1-19) apresenta os disc\u00edpulos em miss\u00e3o, continuando o projeto libertador de Jesus; mas avisa que a a\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos s\u00f3 ser\u00e1 coroada de \u00eaxito se eles souberem reconhecer o Ressuscitado junto deles e se deixarem guiar pela sua Palavra. Jesus aproximou-se, tomou o p\u00e3o e distribuiu-o a eles. E fez a mesma coisa com o peixe.<\/p>\n<p>A vida retomou o seu ritmo para os ap\u00f3stolos: reencontram a sua profiss\u00e3o, o seu barco e as redes, mesmo se a vida j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 como antes. Viram o Ressuscitado, Ele apareceu-lhes, reconheceram-no, o Esp\u00edrito foi derramado sobre eles, mas a passagem do ver ao reconhecer n\u00e3o \u00e9 evidente. Jo\u00e3o, j\u00e1 diante do t\u00famulo vazio, viu e acreditou. \u00c9 necess\u00e1rio o seu ato de f\u00e9 proclamado \u2013 \u201c\u00c9 o Senhor!\u201d \u2013 para que Pedro se lance \u00e0 \u00e1gua para a pesca. Encontramos a espontaneidade t\u00e3o humana de Pedro e, ao mesmo tempo, a sua espontaneidade de batizado. Os disc\u00edpulos fazem, nesse dia, a experi\u00eancia da prodigalidade do amor de Deus: n\u00e3o conseguem arrastar as redes, dada a quantidade de peixe. Fazem tamb\u00e9m a experi\u00eancia da universalidade da salva\u00e7\u00e3o: havia 153 grandes peixes, n\u00famero que evoca, segundo S\u00e3o Jer\u00f4nimo, todas as esp\u00e9cies de peixes enumerados na \u00e9poca. \u00c9, ent\u00e3o, gra\u00e7as a um sinal que os disc\u00edpulos reconhecem o Ressuscitado. Jesus Cristo n\u00e3o tem mais necessidade de dizer quem Ele \u00e9. Eles sabem que Ele \u00e9 o Senhor.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, h\u00e1 um novo tempo para os disc\u00edpulos, um recome\u00e7o: o Ressuscitado renova a voca\u00e7\u00e3o dos ap\u00f3stolos de serem pescadores de homens(cf. Lc 5,10) e confirma Pedro \u00e0 frente do grupo apost\u00f3lico e do seu rebanho, a sua Igreja(cf. Jo 21,15-17). A pesca foi abundante: a rede \u201cestava cheia de 153 grandes peixes\u201d(cf. Jo 21,11). Segundo S\u00e3o Jer\u00f4nimo, no I s\u00e9culo crist\u00e3o pensava-se que a totalidade de esp\u00e9cies de peixes era de 153. Assim, uma pesca com esta cifra significa que pessoas de todas as classes e tempos seriam salvos atrav\u00e9s da prega\u00e7\u00e3o do Evangelho, realizada por Pedro e pelos ap\u00f3stolos. Tal alcance da atividade evangelizadora \u00e9 descrita na Primeira Leitura: os ap\u00f3stolos, depois de Pentecostes, anunciavam a ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor, por palavras e por milagres(cf. At 5,12). Este fato resultou na pris\u00e3o deles. O sumo sacerdote e seus partid\u00e1rios proibiram-lhes expressamente de ensinar no nome de Jesus(cf. At 5,28). Diante disto,\u00a0 Pedro e os demais ap\u00f3stolos disseram: \u201c\u00c9 preciso obedecer a Deus, antes que aos homens!\u201d(cf. At 5,29). Esta resposta, diante do Sin\u00e9drio, evidencia a liberdade e destemor que eles experimentavam na rela\u00e7\u00e3o com as autoridades judaicas e, mais tarde, frente aos reis e governadores.<\/p>\n<p>Os ap\u00f3stolos, como arautos e testemunhas da ressurrei\u00e7\u00e3o tinham o poder do testemunho e da convers\u00e3o. O amor de Deus, derramado nos cora\u00e7\u00f5es dos ap\u00f3stolos, impulsionou-os para o testemunho do Ressuscitado e expulsou deles o temor de serem insultados, perseguidos e a\u00e7oitados por causa do nome de Jesus(cf. At 5,41). Nestes dias, n\u00f3s, os bispos cat\u00f3licos no Brasil, estamos reunidos para a nossa 57\u00aa. Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida, SP. Rezemos, todos, com muita f\u00e9, pelos bispos em Assembleia para que a gra\u00e7a de Deus conduza o episcopado para que conforme o seu agir pastoral com a vontade de Jesus. Os ap\u00f3stolos testemunharam que servem ao Cordeiro Imolado, e que todas as criaturas, do c\u00e9u, da terra, e tudo o que neles existe, reconhecer\u00e3o que a Deus e ao Cordeiro devem ser tributados todo louvor, honra, gl\u00f3ria e poder(cf. Ap 5,13).<\/p>\n<p>Vamos rezar juntos e pe\u00e7amos ao Senhor nosso Deus para que Seu Filho Ressuscitado nos auxilie em tudo. E como apareceu aos disc\u00edpulos que Ele nos ajude a crer incondicionalmente. Rezemos: Meu Senhor e meu Deus auxiliam-nos, a saber, ver-Te a nosso lado, acompanhando-nos em todos os momentos da nossa vida, de tal modo que o nosso cora\u00e7\u00e3o inflamado por Ti, consiga transmitir a Tua constante presen\u00e7a, a fim de que saibamos, com ardor, comunic\u00e1-la a todos aqueles que nos rodeiam. Senhor Jesus, ajuda-nos a estarmos atentos \u00e0 tua presen\u00e7a nos diversos momentos da nossa vida. Quando escutamos a Tua Palavra, que ela nos alegre, pois \u00e9 a Tua presen\u00e7a; quando entramos na intimidade atrav\u00e9s da Eucaristia, que ela nos consiga a paz, quando Te conseguimos descobrir nos outros, que nos estimule o esp\u00edrito mission\u00e1rio e de servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Mas, temos o cansa\u00e7o e muitas vezes a canseira do dia a dia nos torna quebrados e sem rumo para a nossa vida.\u00a0Sem a Vossa presen\u00e7a o barco da nossa vida regressa do mar vazio, sem peixe. A nossa vida fica sem sabor e raz\u00e3o de viver. S\u00f3 com a Tua presen\u00e7a. Tudo ganha sentido como foi para os dois disc\u00edpulos no mar de Tiber\u00edades. Temos a certeza de que convosco a canseira de uma noite inteira na faina de pescar resultara in\u00fatil. Pois \u00e0 indica\u00e7\u00e3o da Vossa palavra, que se encontra na margem do nosso desespero, faz abundar de peixe as redes da nossa vida a ponto de quase se rebentarem.<\/p>\n<p>Em outra parte do Evangelho Jesus prediz o mart\u00edrio que lhe est\u00e1 destinado. Manifesta desse modo toda a confian\u00e7a que deposita em S\u00e3o Pedro. Para nos dar um exemplo de amor e mostrar a melhor forma de amar, diz ele:\u00a0Quando voc\u00ea era mo\u00e7o, voc\u00ea se aprontava e ia para onde queria. Mas eu afirmo a voc\u00ea que isto \u00e9 verdade: quando for velho, voc\u00ea estender\u00e1 as m\u00e3os, algu\u00e9m vai amarr\u00e1-las e o levar\u00e1 para onde voc\u00ea n\u00e3o vai querer ir. Era, ali\u00e1s, o que Pedro tinha querido e desejado outrora; por isso \u00e9 que Jesus lhe fala assim. Pedro dissera, com efeito:\u00a0Eu darei a minha vida por ti! (Cf. Jo 13, 37). E, tamb\u00e9m:\u00a0Ainda que eu tenha de morrer contigo, n\u00e3o te negarei! (Cf. Mt 26, 35; Mc 14, 31). Jesus consente o seu desejo. Fala-lhe desse modo n\u00e3o para amedront\u00e1-lo, mas para reanimar seu ardor. Conhece seu amor e sua impetuosidade; pode anunciar-lhe o g\u00eanero de morte que lhe reserva no futuro. Pedro sempre desejara enfrentar perigos por Cristo. Tem confian\u00e7a, diz Jesus, teus desejos ser\u00e3o satisfeitos; o que n\u00e3o suportaste em tua mocidade suportar\u00e1 na velhice. E, para nos chamar a aten\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Jo\u00e3o acrescenta:\u00a0Jesus disse isso para dar a entender com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E esta palavra nos ensina que a nossa honra e gl\u00f3ria est\u00e1 em dar a nossa vida por Cristo em nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s que lutam por um lugar ao sol.<\/p>\n<p>Rezemos: Pai torna cada vez mais consistente meu amor por teu Filho Jesus na pessoa do pobre, do \u00f3rf\u00e3o, da vi\u00fava, do abandonado, do doente, do drogado, da prostituta, do homossexual, deficiente e de todos aqueles que por esta ou outra raz\u00e3o est\u00e3o privados da sua dignidade de ser criado \u00e0 Imagem e semelhan\u00e7a vossa e confirma minha condi\u00e7\u00e3o de disc\u00edpulo e mission\u00e1rio do vosso Filho para que no poder e a for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo todos tenham vida e a tenham em plenitude. Ajuda, Senhor, que O reconhe\u00e7amos e o testemunhamos, Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A liturgia deste 3\u00ba Domingo do Tempo Pascal recorda-nos que a comunidade crist\u00e3 tem por miss\u00e3o testemunhar e concretizar o projeto libertador que Jesus iniciou; e que Jesus, vivo e ressuscitado, acompanhar\u00e1 sempre a sua Igreja em miss\u00e3o, vivificando-a com a sua presen\u00e7a e orientando-a com a sua Palavra. A primeira leitura(cf. 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