{"id":48423,"date":"2019-04-18T08:44:19","date_gmt":"2019-04-18T11:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=48423"},"modified":"2019-04-18T08:44:19","modified_gmt":"2019-04-18T11:44:19","slug":"papa-aos-sacerdotes-quem-aprende-a-ungir-e-a-abencoar-fica-curado-da-mesquinhez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-aos-sacerdotes-quem-aprende-a-ungir-e-a-abencoar-fica-curado-da-mesquinhez\/","title":{"rendered":"Papa aos sacerdotes: quem aprende a ungir e a aben\u00e7oar fica curado da mesquinhez"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">O evangelista Lucas indica quatro grandes grupos que s\u00e3o destinat\u00e1rios preferenciais da un\u00e7\u00e3o do Senhor: os pobres, os prisioneiros de guerra, os cegos e os oprimidos.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Mariangela Jaguraba &#8211; Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>O Papa Francisco presidiu a Missa do Crisma, nesta Quinta-feira Santa (18\/04), na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro.\u00a0Junto com o Papa, al\u00e9m de cardeais e bispos, concelebraram os sacerdotes da Diocese de Roma, significando a unidade da Igreja reunida em torno de seu bispo.<\/p>\n<p>Em sua homilia, o Pont\u00edfice sublinhou que o Evangelho de Lucas \u201cnos faz reviver a emo\u00e7\u00e3o do momento em que o Senhor se assume a profecia de Isa\u00edas, lendo-a solenemente no meio do seu povo. A sinagoga de Nazar\u00e9 estava cheia de parentes, vizinhos, conhecidos, amigos&#8230; e outros n\u00e3o muito amigos. E todos tinham os olhos fixos n\u2019Ele\u201d.<\/p>\n<p>Com frequ\u00eancia, os Evangelhos nos apresentam \u201cesta imagem do Senhor no meio das multid\u00f5es, cercado e comprimido pelas pessoas que lhe trazem os doentes, pedem-lhe que expulse os esp\u00edritos malignos, escutam os seus ensinamentos e caminham com Ele. O Senhor nunca perdeu este contato direto com o povo, sempre manteve a gra\u00e7a da proximidade, com o povo no seu conjunto e com cada pessoa no meio daquelas multid\u00f5es\u201d, ressaltou Francisco.<\/p>\n<h2>Desejo de\u00a0seguir\u00a0Jesus<\/h2>\n<p>\u201cO termo \u00abmultid\u00f5es\u00bb n\u00e3o \u00e9 depreciativo\u201d. Talvez para algu\u00e9m, \u201cpoderia soar como uma massa an\u00f4nima, indiferenciada; mas no Evangelho, quando as multid\u00f5es interagem com o Senhor, que se coloca no meio delas como um pastor no rebanho, vemos que as multid\u00f5es se transformam: no esp\u00edrito do povo, desperta o desejo de <i>seguir<\/i> Jesus, brota a <i>admira\u00e7\u00e3o<\/i>, toma forma o <i>discernimento\u201d<\/i>.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a a reportagem<\/div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-48423-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/04\/18\/11\/134971299_F134971299.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/04\/18\/11\/134971299_F134971299.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/04\/18\/11\/134971299_F134971299.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A seguir, o Papa refletiu com os fi\u00e9is sobre tr\u00eas gra\u00e7as que caracterizam o relacionamento entre Jesus e as multid\u00f5es: <b>a gra\u00e7a do seguimento, a gra\u00e7a da admira\u00e7\u00e3o e a gra\u00e7a do discernimento<\/b>.<\/p>\n<h2>A gra\u00e7a do seguimento<\/h2>\n<p>Na primeira gra\u00e7a, a do seguimento, as multid\u00f5es procuram e seguem Jesus, o empurram e o apertam. \u201cEsse seguimento do povo n\u00e3o \u00e9 calculista, \u00e9 um seguimento sem condi\u00e7\u00f5es, cheio de carinho. Contrasta com a mesquinhez dos disc\u00edpulos, cujo comportamento com o povo se revela quase cruel quando sugerem ao Senhor que mande as pessoas embora para irem procurar algo para comer.&#8221;<\/p>\n<p>\u201c Creio que o clericalismo come\u00e7ou aqui: nesta atitude de querer assegurar-se o pr\u00f3prio alimento e comodidade, desinteressando-se das pessoas. \u201d<\/p>\n<p>&#8220;O Senhor cortou pela raiz esta tenta\u00e7\u00e3o, dizendo-lhes: \u00abVoc\u00eas \u00e9 que t\u00eam de lhes dar de comer.\u00bb \u00abCuidem do povo!\u00bb.<\/p>\n<\/div>\n<h2>A gra\u00e7a da admira\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A segunda gra\u00e7a que a multid\u00e3o recebe ao seguir Jesus \u00e9 a gra\u00e7a da admira\u00e7\u00e3o, uma \u201cadmira\u00e7\u00e3o cheia de alegria. O povo fica admirado com Jesus, com os seus milagres, mas sobretudo com a sua pr\u00f3pria Pessoa. O povo gostava muito de saud\u00e1-Lo ao longo da estrada, ser aben\u00e7oado por Ele e bendiz\u00ea-Lo, como aquela mulher que do meio da multid\u00e3o bendisse a sua M\u00e3e. E o Senhor, por sua vez, ficava admirado com a f\u00e9 do povo, regozijava-Se e n\u00e3o perdia ocasi\u00e3o de o fazer notar\u201d.<\/p>\n<h2>A gra\u00e7a do discernimento<\/h2>\n<p>A terceira gra\u00e7a, que recebe o povo, \u00e9 a do discernimento. A multid\u00e3o ficava impressionada com os ensinamentos de Jesus, porque Ele ensinava como algu\u00e9m que tem autoridade, e n\u00e3o como os doutores da Lei. \u201cCristo, a Palavra de Deus feita carne, suscita nas pessoas este carisma do discernimento; certamente, n\u00e3o um discernimento de especialistas em assuntos controversos. Quando os fariseus e os doutores da lei discutiam com Ele, aquilo que o povo reconhecia era a Autoridade de Jesus: a for\u00e7a da sua doutrina, capaz de penetrar nos cora\u00e7\u00f5es, e o fato de os esp\u00edritos malignos Lhe obedecerem; e ainda deixar sem palavra aqueles que urdiam di\u00e1logos insidiosos. O povo alegrava-se com isso\u201d.<\/p>\n<p>O evangelista Lucas indica quatro grandes grupos que s\u00e3o destinat\u00e1rios preferenciais da un\u00e7\u00e3o do Senhor: <b>os pobres, os prisioneiros de guerra, os cegos e os oprimidos.<\/b><\/p>\n<p>Segundo Francisco, \u201cos <i>pobres<\/i> s\u00e3o aqueles que est\u00e3o curvados, como os mendigos que se inclinam para pedir. Mas \u00e9 pobre tamb\u00e9m a vi\u00fava, que unge com os seus dedos as duas moedinhas que constitu\u00edam tudo o que tinha naquele dia para viver. <i>A un\u00e7\u00e3o daquela vi\u00fava para dar a esmola<\/i> passa despercebida aos olhos de todos, exceto aos de Jesus, que v\u00ea com bondade a sua pequenez. Com ela, o Senhor pode cumprir plenamente a sua miss\u00e3o de anunciar o Evangelho aos pobres\u201d.<\/p>\n<p><i>\u201cOs cegos<\/i> s\u00e3o representados por um dos rostos mais simp\u00e1ticos do Evangelho: Bartimeu o mendigo cego que recuperou a vista e, a partir daquele momento, s\u00f3 teve olhos para seguir Jesus pela estrada. <i>A un\u00e7\u00e3o do olhar<\/i>!\u201d<\/p>\n<p>\u201cPara designar <i>os oprimidos,<\/i> Lucas usa um termo que cont\u00e9m a palavra \u00abtrauma\u00bb. Isto \u00e9 suficiente para evocar a par\u00e1bola do Bom Samaritano, que unge com azeite e enfaixa as feridas do homem que fora espancado e deixado meio morto na beira da estrada. <i>A un\u00e7\u00e3o da carne ferida de Cristo<\/i>! Naquela un\u00e7\u00e3o, est\u00e1 o rem\u00e9dio para todos os traumas que deixam pessoas, fam\u00edlias e popula\u00e7\u00f5es inteiras fora de jogo, como exclu\u00eddas e sup\u00e9rfluas, \u00e0 margem da hist\u00f3ria.\u201d<\/p>\n<p>\u201cOs <i>prisioneiros<\/i> s\u00e3o os cativos de guerra, aqueles que eram conduzidos a ponta de lan\u00e7a. Hoje as cidades s\u00e3o feitas prisioneiras n\u00e3o tanto a ponta de lan\u00e7a, mas sobretudo com os meios mais sutis de coloniza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. S\u00f3 <i>a un\u00e7\u00e3o da nossa cultura pr\u00f3pria<\/i>, forjada pelo trabalho e a arte dos nossos antepassados, \u00e9 que pode libertar as nossas cidades destas novas escravid\u00f5es.\u201d<\/p>\n<h2>A un\u00e7\u00e3o do Senhor levanta e vivifica<\/h2>\n<p>Nesta Quinta-feira Santa em que os sacerdotes renovam na missa do Crisma as promessas sacerdotais pronunciadas no dia da ordena\u00e7\u00e3o, o Papa disse:<\/p>\n<p>\u201cQueridos irm\u00e3os sacerdotes, n\u00e3o devemos esquecer que os nossos modelos evang\u00e9licos s\u00e3o este \u00abpovo\u00bb, esta multid\u00e3o com estes rostos concretos, que a un\u00e7\u00e3o do Senhor levanta e vivifica. S\u00e3o aqueles que completam e tornam real a un\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito em n\u00f3s, que fomos ungidos para ungir. Fomos tomados dentre eles e podemos, sem medo, identificar-nos com esta gente simples. Cada um de n\u00f3s tem a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Recordar nos far\u00e1 muito bem. Eles s\u00e3o imagem da nossa alma e imagem da Igreja. Cada um encarna o cora\u00e7\u00e3o \u00fanico do nosso povo.<b><\/b><\/p>\n<p>\u201c N\u00e3o somos distribuidores de azeite em garrafa. Somos ungidos para ungir. Ungimos distribuindo-nos a n\u00f3s mesmos, distribuindo a nossa voca\u00e7\u00e3o e o nosso cora\u00e7\u00e3o. Enquanto ungimos, somos de novo ungidos pela f\u00e9 e pela afei\u00e7\u00e3o do nosso povo. \u201d<\/p>\n<p>Ungimos, sujando as nossas m\u00e3os ao tocar as feridas, os pecados, as amarguras do povo; ungimos perfumando as nossas m\u00e3os ao tocar a sua f\u00e9, as suas esperan\u00e7as, a sua fidelidade e a generosidade sem reservas da sua doa\u00e7\u00e3o\u00a0que muitos ilustrados qualificam como supersti\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>O Santo Padre disse que quando crisma e ordena, gosta de espalhar bem o Crisma na testa e nas m\u00e3os daqueles que s\u00e3o ungidos. \u201cUngindo bem, experimenta-se que ali se renova a nossa pr\u00f3pria un\u00e7\u00e3o. Aquele que aprende a ungir e a aben\u00e7oar fica curado da mesquinhez, do abuso e da crueldade\u201d, concluiu o Papa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O evangelista Lucas indica quatro grandes grupos que s\u00e3o destinat\u00e1rios preferenciais da un\u00e7\u00e3o do Senhor: os pobres, os prisioneiros de guerra, os cegos e os oprimidos. 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