{"id":48208,"date":"2019-04-11T11:46:48","date_gmt":"2019-04-11T14:46:48","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=48208"},"modified":"2019-04-11T11:50:16","modified_gmt":"2019-04-11T14:50:16","slug":"o-numero-de-cristaos-encolheu-cinco-vezes-em-alepo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-numero-de-cristaos-encolheu-cinco-vezes-em-alepo\/","title":{"rendered":"O n\u00famero de crist\u00e3os encolheu cinco vezes em Alepo"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-content\">\n<p>Em Alepo, o n\u00famero de crist\u00e3os encolheu cinco vezes durante a guerra na <a href=\"https:\/\/www.acn.org.br\/relatorio-liberdade-religiosa\/siria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">S\u00edria<\/a>. Agora, a crise econ\u00f4mica e a falta de oportunidades de emprego geram ang\u00fastia nos jovens. O Movimento da Juventude Ortodoxa comemorou o 60\u00ba anivers\u00e1rio de sua cria\u00e7\u00e3o, no \u00faltimo 17 de mar\u00e7o. Os artistas s\u00e3o um coral de cerca de 60 crian\u00e7as e jovens, apoiados por cinco m\u00fasicos. No sal\u00e3o lotado, o p\u00fablico aplaude. Um concerto simples, mas algo que se tornou raro nos \u00faltimos anos em Alepo. Antes da guerra, a cidade era a capital econ\u00f4mica do pa\u00eds.<\/p>\n<h2 data-fontsize=\"30\" data-lineheight=\"39\">A ang\u00fastia dos jovens<\/h2>\n<p>Entre os jovens cantores, Miriam Toubal, de 23 anos, \u00e9 uma estudante de biotecnologia que conduz o coral infantil. Por um ano, ela os ensaiou durante uma hora por semana. Os ensaios agora s\u00e3o menos estressantes do que durante a guerra, embora o conflito n\u00e3o tenha impedido os coristas de tentarem se reunir e cantar.<\/p>\n<p>Mas Miriam reflete ansiedade quanto ao seu futuro. Uma vez que, encontrar um bom emprego para poder continuar vivendo decentemente \u00e9 um grande desafio. Sobretudo quando se est\u00e1 em uma cidade devastada por seis anos de guerra. Desde ent\u00e3o, h\u00e1 tamb\u00e9m as san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas. Na S\u00edria, o n\u00edvel de desemprego entre os jovens \u00e9 estimado em 78%. Muitos desses jovens est\u00e3o profundamente preocupados com o pr\u00f3prio futuro e com aqueles que amam.<\/p>\n<h2 data-fontsize=\"30\" data-lineheight=\"39\">Toda atividade paralisada<\/h2>\n<p>Desde o fim dos combates, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o melhorou em Alepo, que antes era pr\u00f3spera. Ao contr\u00e1rio, muitos dos cidad\u00e3os falam sobre as dificuldades da vida cotidiana. A recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, t\u00e3o esperada, ainda n\u00e3o acontece. O emprego m\u00e9dio tamb\u00e9m n\u00e3o paga o suficiente para suprir as necessidades di\u00e1rias b\u00e1sicas. Ainda mais que os pre\u00e7os subiram rapidamente. O souk, cujos 13 km de lojas e boutiques j\u00e1 foram o orgulho da cidade e foram classificados como patrim\u00f4nio mundial pela UNESCO, ainda est\u00e1 em ru\u00ednas e n\u00e3o foi restaurado. Na frente do que j\u00e1 foi sua pr\u00f3pria barraca, Elias Farah, ao retornar pela primeira vez, n\u00e3o consegue esconder suas emo\u00e7\u00f5es. Ele nota ansiosamente que todo o lugar parece estar em perigo iminente de colapso.<\/p>\n<p>A antiga capital econ\u00f4mica do pa\u00eds est\u00e1 sofrendo terrivelmente com o embargo econ\u00f4mico. \u201cS\u00e3o os pobres e as pessoas comuns que sofrem, acima de tudo, com esta situa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o Arcebispo Cat\u00f3lico S\u00edrio Antoine Chahda, de Alepo. A guerra continua. A falta de perspectivas futuras est\u00e1 apenas aumentando a infelicidade das fam\u00edlias e o desespero de tantos crist\u00e3os. Nos sub\u00farbios, a zona industrial \u00e9 uma vis\u00e3o desolada: as f\u00e1bricas bombardeadas foram saqueadas e n\u00e3o h\u00e1 sinais de qualquer atividade.<\/p>\n<h2 data-fontsize=\"30\" data-lineheight=\"39\">Ajuda estruturada<\/h2>\n<p>Para atender \u00e0s necessidades da vida cotidiana, seja em Alepo ou em Homs, as comunidades crist\u00e3s se organizaram e contam com a generosidade da Igreja. Antes pr\u00f3speros, hoje eles se tornaram mendigos, diz o bispo ortodoxo grego George Abu Zakham, de Homs, observando ao mesmo tempo que a ajuda externa est\u00e1 diminuindo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.acn.org.br\/noticias\/oportunidade-e-esperanca-as-familias-sirias\/\">O apoio fornecido pela Funda\u00e7\u00e3o Pontif\u00edcia ACN<\/a> (Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre) \u00e9 fundamental para a viabiliza\u00e7\u00e3o de atendimento m\u00e9dico, alimenta\u00e7\u00e3o, moradia e educa\u00e7\u00e3o, e continua a ser indispens\u00e1vel para muitas fam\u00edlias. Foram criados comit\u00eas leigos, para compartilhar a ajuda de maneira justa entre as diferentes comunidades crist\u00e3s. A tarefa \u00e9 identificar as necessidades mais urgentes e monitorar o uso dos recursos fornecidos. \u00c9 um sistema eficaz e que permite que as diferentes Igrejas crist\u00e3s trabalhem juntas. \u00c9 uma forma vital de contribui\u00e7\u00e3o, e que est\u00e1 reacendendo uma nova centelha de vida no ar viciado e nas cinzas fumegantes de uma cidade em ru\u00ednas. Por um breve momento, Miriam foi a voz daquela cidade.<\/p>\n<p>De mar\u00e7o de 2011 at\u00e9 o final de 2018, a ACN forneceu ajuda para a S\u00edria por meio de 738 projetos, sendo 80% deles na forma de ajuda emergencial para alimenta\u00e7\u00e3o, medicamentos, moradia e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Alepo, o n\u00famero de crist\u00e3os encolheu cinco vezes durante a guerra na S\u00edria. 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