{"id":48105,"date":"2019-04-08T15:27:56","date_gmt":"2019-04-08T18:27:56","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=48105"},"modified":"2019-04-08T15:27:56","modified_gmt":"2019-04-08T18:27:56","slug":"domingo-de-ramos-e-da-paixao-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/domingo-de-ramos-e-da-paixao-do-senhor\/","title":{"rendered":"Domingo de Ramos e da Paix\u00e3o do Senhor"},"content":{"rendered":"<p>Neste domingo celebramos dois acontecimentos opostos: a entrada triunfal de Jesus em Jerusal\u00e9m e sua ignominiosa condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte no alto de uma cruz. \u00c0 apote\u00f3tica chegada de Cristo na famosa capital por entre o alvoro\u00e7o do povo a liturgia apresenta sua sa\u00edda desta cidade para ser crucificado, sendo grande a animosidade de muitos que antes o aclamaram. H\u00e1, por\u00e9m, pontos comuns entre os dois fatos, envolvendo a vol\u00favel multid\u00e3o e Jesus, que deixam uma mensagem profunda no in\u00edcio da Semana Santa. Com efeito, nossa atitude de f\u00e9 em Cristo Salvador deve nos levar a um olhar de uma cren\u00e7a inabal\u00e1vel na pessoa do divino Redentor. De fato, atrav\u00e9s dos tempos muitos crist\u00e3os se mostram receptivos \u00e0quele Jesus triunfante, mas n\u00e3o vivem o mist\u00e9rio de seus sofrimentos. Por vezes, acolhem com alegria Cristo e seu Evangelho e, depois, n\u00e3o se manifestam em plenitude como disc\u00edpulos daquele que foi tra\u00eddo e morto por entre terr\u00edveis sofrimentos. \u00c9 o contrate entre rezar a Deus: \u201cn\u00e3o nos deixeis cair em tenta\u00e7\u00e3o\u201d e, depois, n\u00e3o evitar as ocasi\u00f5es de pecado Muitos a se encherem de confian\u00e7a no poder do Filho de Deus e, posteriormente, a duvidarem da efic\u00e1cia de sua for\u00e7a salvadora. \u00c9 a falta do olhar de uma f\u00e9 profunda e abrangente. Ser\u00e1 depois de seus sofrimentos humilhantes que, ap\u00f3s sua morte, raiar\u00e1 o verdadeiro triunfo de Cristo que foi sua Ressurrei\u00e7\u00e3o dentre os mortos. Eis porque \u00e9 de suma import\u00e2ncia penetrar fundo no valor \u00fanico e universal da Paix\u00e3o de Cristo. \u00c9 por ela que se deu a reconcilia\u00e7\u00e3o de Deus com os homens Cumpre ponderar as palavras de S\u00e3o Paulo: \u201cDeus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, n\u00e3o imputando aos homens os seus pecados e depondo em nossos l\u00e1bios as palavras da reconcilia\u00e7\u00e3o&#8221; (2 Cor 5,19). A paix\u00e3o de Cristo foi fonte de salva\u00e7\u00e3o, fruto de um amor sem limites. Para alcan\u00e7ar a vida eterna \u00e9 preciso a seu exemplo abra\u00e7ar a cruz de cada dia para se chegar \u00e0 vida eterna. Durante a Semana Santa \u00e9 necess\u00e1rio que, perante os sofrimentos de Jesus, se tenha consci\u00eancia da gravidade dos pecados para deles se arrepender e poder gozar das alegrias da P\u00e1scoa com um cora\u00e7\u00e3o inteiramente renovado. A morte de Jesus deve ser uma li\u00e7\u00e3o de vida longe dos desvios \u00e9ticos que podem manchar o crist\u00e3o. Fechar o cora\u00e7\u00e3o a uma tristeza vazia, a um dolorismo in\u00fatil, por causa dos sofrimentos de Cristo, mas abrir este cora\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a regeneradora. O drama da paix\u00e3o de Jesus revela a grandiosidade da paix\u00e3o do amor do Criador que quer a salva\u00e7\u00e3o de todos. Aos p\u00e9s da Cruz o Centuri\u00e3o, vendo o que tinha acontecido, deu gl\u00f3ria a Deus, dizendo: \u201cNa verdade este homem era justo\u201d (Lc 23,47). Ele fora condenado injustamente\u00a0 dado que era inocente e espelho de virtude. \u00a0Jesus foi fiel at\u00e9 \u00e0 morte, fiel a seu amor infinito para com o Pai, fiel a seu amor infinito pelos homens. Ao aceitar livremente sua Paix\u00e3o, Ele veio quebrar o dinamismo da morte e do pecado. Martirizado cruelmente em face daquela espiral de viol\u00eancia, Ele se mostrou a toda a humanidade como \u00a0quem ama e amar\u00e1 at\u00e9 o fim dos tempos aqueles pelos quais se sacrificou. Sobre cada ser humano Jesus crucificado lan\u00e7a um olhar de amor que convida a viver do amor de Deus e pelo amor a Deus. Cristo viveu sua Paix\u00e3o e Morte em sua vida que foi uma vida entregue totalmente \u00e0 miss\u00e3o que o Pai lhe confiara. Sua cruz, instrumento de sua Paix\u00e3o, se tornou o sinal de seus seguidores, ela que foi o trono de sua gl\u00f3ria. Ele era um rei que se fizera servidor. Um rei n\u00e3o como os outros reis, mas soberano que veio \u201cpara que todos tivessem a vida e a vida em superabund\u00e2ncia\u201d. Morrendo por todos os homens Jesus inaugurou um mundo novo. Contemplando a Cruz do Redentor \u00e9 necess\u00e1rio entrar na l\u00f3gica do sua dile\u00e7\u00e3o que conduz ao dom de si mesmo, ao acolhimento de todos como irm\u00e3os salvos pelo mesmo sangue salvador. Ao morrer por todos os homens Jesus inaugurou um mundo novo. Cada um de n\u00f3s l\u00e1 onde a Providencia divina nos colocou precisamos tudo fazer para que n\u00e3o tenha sido in\u00fatil tanto sofrimento do Filho de Deus. Chorar como S\u00e3o Pedro nossos erros e abrir os cora\u00e7\u00f5es \u00e0 convers\u00e3o, estando sempre a servi\u00e7o uns dos outros. N\u00e3o lavemos as m\u00e3os como Pilatos diante das situa\u00e7\u00f5es de prova\u00e7\u00f5es e das tribula\u00e7\u00f5es inerentes a este ex\u00edlio terreno. Ent\u00e3o, sim, diante da Cruz do Senhor lan\u00e7aremos onde estivermos o clamor do Centuri\u00e3o: \u201cVerdadeiramente este homem era justo\u201d, repetindo com a Liturgia \u201cJesus Cristo \u00e9 o Senhor para a gl\u00f3ria de Deus Pai\u201d e esta ser\u00e1, de fato, uma Semana Santa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste domingo celebramos dois acontecimentos opostos: a entrada triunfal de Jesus em Jerusal\u00e9m e sua ignominiosa condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte no alto de uma cruz. \u00c0 apote\u00f3tica chegada de Cristo na famosa capital por entre o alvoro\u00e7o do povo a liturgia apresenta sua sa\u00edda desta cidade para ser crucificado, sendo grande a animosidade de muitos que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":32782,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-48105","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48105","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48105"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48105\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48106,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48105\/revisions\/48106"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48105"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48105"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48105"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}