{"id":48092,"date":"2019-04-08T13:27:50","date_gmt":"2019-04-08T16:27:50","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=48092"},"modified":"2019-04-08T13:27:50","modified_gmt":"2019-04-08T16:27:50","slug":"o-jovem-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-jovem-jesus\/","title":{"rendered":"O jovem jesus"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201c<\/strong>Cristo vive: \u00e9 Ele a nossa esperan\u00e7a e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem&#8230;\u201d Com essa afirmativa quase po\u00e9tica e inusitada defini\u00e7\u00e3o da pessoa de Jesus \u00e9 que o Papa Francisco inicia sua mais recente exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica, desta feita dirigida aos jovens crist\u00e3os e, simultaneamente, a todo o Povo de Deus. \u201cDeixei-me inspirar pela riqueza das reflex\u00f5es e di\u00e1logos do S\u00ednodo do ano passado\u201d, confessa. Ao mesmo tempo, reporta: \u201cNotemos que Jesus n\u00e3o gostava que os adultos olhassem com desprezo para os mais jovens ou os mantivessem, despoticamente, ao seu servi\u00e7o\u201d (14), enquanto constata: \u201cn\u00e3o devemos pensar que Jesus fosse um adolescente solit\u00e1rio ou um jovem fechado em si mesmo\u201d (28).<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, o jovem Jesus viveu seu ide\u00e1rio com vigor e intensidade jamais vistas. Bastaram-lhe tr\u00eas anos para deixar sua marca. \u201cTeve a coragem de enfrentar as autoridades religiosas e pol\u00edticas do seu tempo; viveu a experi\u00eancia de Se sentir incompreendido e descartado; experimentou o medo do sofrimento e conheceu a fragilidade da Paix\u00e3o; dirigiu o seu olhar para o futuro, colocando-Se nas m\u00e3os seguras do Pai\u201d (31). O Papa reconhece que \u201ca Igreja de Cristo pode sempre cair na tenta\u00e7\u00e3o de perder o entusiasmo\u201d se n\u00e3o se deixar renovar. Sua esperan\u00e7a s\u00e3o os jovens. Estes, s\u00f3 estes, \u201cpodem conferir \u00e0 Igreja a beleza da juventude\u201d (37), ajudam-na a \u201creconhecer humildemente que algumas coisas concretas devem mudar e, para isso, precisa de recolher tamb\u00e9m a vis\u00e3o e mesmo as cr\u00edticas dos jovens\u201d (39) E admite: \u201cUma Igreja na defensiva, que perde a humildade, que deixa de escutar, que n\u00e3o permite ser questionada, perde a juventude e transforma-se num museu\u201d (41).<\/p>\n<p>Os jovens s\u00e3o \u201co agora de Deus\u201d. Habituamos a colocar o protagonismo dos jovens na hist\u00f3ria como esperan\u00e7a do futuro. Francisco \u00e9 mais ousado :\u201dDepois de observar a Palavra de Deus, n\u00e3o podemos limitar-nos a dizer que os jovens s\u00e3o o futuro do mundo: s\u00e3o o presente, est\u00e3o a enriquec\u00ea-lo com a sua contribui\u00e7\u00e3o\u201d (64) \u201cPor isso, o cora\u00e7\u00e3o de cada jovem deve ser considerado \u2018terra santa\u2019, diante da qual nos devemos \u2018descal\u00e7ar\u2019 para poder aproximar-nos e penetrar no Mist\u00e9rio\u201d (67). Todavia nossos jovens padecem com as anomalias de um mundo desigual, descrente, violento, sectarista e hedonista. \u201cN\u00e3o podemos ser uma Igreja que n\u00e3o chora \u00e0 vista destes dramas\u201d (75). Mas, \u201cse o drama n\u00e3o te vem, pede ao Senhor que te conceda derramar l\u00e1grimas pelo sofrimento dos outros. Quando souberes chorar, ent\u00e3o ser\u00e1s capaz de fazer algo, do fundo do cora\u00e7\u00e3o, pelos outros\u201d (76). N\u00e3o coloquemos nossos jovens no arm\u00e1rio dos descartes e das inutilidades&#8230; Sen\u00e3o pela sua alegria, ao menos pela beleza e vitalidade que irradiam, ainda s\u00e3o nossa maior riqueza.<\/p>\n<p>Para tal, necess\u00e1rio se faz acabar com todas as formas de abuso. Em qualquer circunst\u00e2ncia e local. Dentro da Igreja especialmente, onde qualquer grau de abuso ou desd\u00e9m, ou abandono, ou indiferen\u00e7a&#8230; \u201cn\u00e3o diminui sua monstruosidade\u201d. \u00c9 hora da preven\u00e7\u00e3o, \u201cque permite evitar a repeti\u00e7\u00e3o dessas atrocidades\u201d. A Igreja continua Santa, apesar dos seus pecadores. \u201cOs nossos pecados est\u00e3o \u00e0 vista de todos; refletem-se, impiedosamente, nas rugas do rosto milen\u00e1rio da nossa M\u00e3e e Mestra. Com efeito, deste h\u00e1 dois mil anos que ela caminha&#8230; N\u00e3o tem medo de mostrar os pecados dos seus membros, que \u00e0s vezes alguns deles procuram esconder. Lembremo-nos, por\u00e9m, que n\u00e3o se abandona a M\u00e3e quando est\u00e1 ferida, mas acompanhamo-la para que tire fora de si mesma toda a sua for\u00e7a e capacidade de come\u00e7ar tudo de novo\u201d (101).<\/p>\n<p>Ent\u00e3o o Papa nos lembra o qu\u00e3o salutar \u00e9 a vida em comunh\u00e3o, nunca isolada da realidade, em especial a vida crist\u00e3. \u201cQuando vos entusiasmais por uma vida comunit\u00e1ria, sois capazes de grandes sacrif\u00edcios pelos outros e pela comunidade; ao passo que o isolamento vos enfraquece e exp\u00f5e aos piores males do nosso tempo\u201d (110).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cCristo vive: \u00e9 Ele a nossa esperan\u00e7a e a mais bela juventude deste mundo! 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