{"id":48044,"date":"2019-04-05T11:15:07","date_gmt":"2019-04-05T14:15:07","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=48044"},"modified":"2019-04-05T11:15:07","modified_gmt":"2019-04-05T14:15:07","slug":"abrilindigena-memorial-do-mpf-recebe-exposicao-sobre-violencias-contra-indigenas-durante-a-ditadura-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/abrilindigena-memorial-do-mpf-recebe-exposicao-sobre-violencias-contra-indigenas-durante-a-ditadura-militar\/","title":{"rendered":"#AbrilInd\u00edgena: Memorial do MPF recebe exposi\u00e7\u00e3o sobre viol\u00eancias contra ind\u00edgenas durante a ditadura militar"},"content":{"rendered":"<p>Conhecer o passado para n\u00e3o repetir os erros no presente e no futuro. Esse \u00e9 objetivo da in\u00e9dita exposi\u00e7\u00e3o \u201cRespeito ou Repeti\u00e7\u00e3o? \u2013 A hist\u00f3ria que n\u00e3o se quer reviver\u201d, que o Memorial do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal recebe a partir de ter\u00e7a-feira (9). A mostra integra a a\u00e7\u00e3o #AbrilInd\u00edgena e tem o objetivo de resgatar as terr\u00edveis consequ\u00eancias da pol\u00edtica de integra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada de povos ind\u00edgenas brasileiros no s\u00e9culo passado, registradas em documentos como o Relat\u00f3rio Figueiredo. A entrada \u00e9 gratuita e o Memorial fica na sede da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma iniciativa da C\u00e2mara de Popula\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas e Comunidades Tradicionais do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (6CCR\/MPF), com a curadoria do pesquisador e coordenador do Armaz\u00e9m Mem\u00f3ria, Marcelo Zelic, e arte da designer Bianca Prado, da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o do MPF. O evento de inaugura\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o acontecer\u00e1 no dia 9 de abril, \u00e0s 15h.<\/p>\n<p>A mostra traz informa\u00e7\u00f5es do Relat\u00f3rio Figueiredo, e relatos obtidos pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV) e pelo MPF que revelam atrocidades cometidas contra popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas em pleno s\u00e9culo XX. O Relat\u00f3rio Figueiredo foi produzido em 1967, chegou a ser dado como desaparecido. No entanto, foi localizado em 2012 por Marcelo Zelic. O documento registrou matan\u00e7as de comunidades inteiras, torturas e crueldades contra ind\u00edgenas de todo o pa\u00eds. A divulga\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio chocou o Brasil e o mundo, motivando a extin\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao \u00cdndio (SPI) e a cria\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai).<\/p>\n<p>\u201cA impunidade dos crimes do passado, bem como a aus\u00eancia de repara\u00e7\u00e3o aos povos ind\u00edgenas atingidos pelas viol\u00eancias retratadas no Relat\u00f3rio Figueiredo, e nas CPIs que o geraram e que dele derivaram, \u00e9 um dos principais fatores que tornam o Brasil um pa\u00eds onde a repeti\u00e7\u00e3o desta viol\u00eancia acontece a cada novo ciclo de desenvolvimento conduzido pelo Estado\u201d, alerta Zelic.<\/p>\n<p>Para a exposi\u00e7\u00e3o, a curadoria selecionou tr\u00eas conjuntos de pe\u00e7as. Nos dois primeiros, as imagens e documentos mostram ataques a direitos humanos ocorridos durante a ditadura militar brasileira, interligando relatos do Relat\u00f3rio Figueiredo e o trabalho da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV). J\u00e1 no terceiro conjunto, \u00e9 poss\u00edvel conferir um pouco da atua\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal em casos emblem\u00e1ticos de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, na busca pela repara\u00e7\u00e3o aos povos ind\u00edgenas e na efetiva\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a de transi\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cA experi\u00eancia extra\u00edda do assassinato ind\u00edgena e da impunidade administrativa \u00e9 um alerta contra o retrocesso ao per\u00edodo de horror e da barb\u00e1rie\u201d, ressalta o coordenador da 6\u00aa C\u00e2mara, subprocurador-geral da Rep\u00fablica Ant\u00f4nio Carlos Bigonha. No conjunto que trata sobre a atua\u00e7\u00e3o do MPF, s\u00e3o abordados os casos em andamento, investiga\u00e7\u00f5es sobre viola\u00e7\u00f5es contra povos ind\u00edgenas e justi\u00e7a de transi\u00e7\u00e3o, que envolve medidas judiciais e n\u00e3o judiciais e viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos cometidas em grande escala numa sociedade.<\/p>\n<p><strong>Memorial<\/strong><\/p>\n<p>O Memorial do MPF foi inaugurado em dezembro do ano passado e \u00e9 um novo espa\u00e7o cultural, digital e interativo de visita\u00e7\u00e3o c\u00edvica em Bras\u00edlia. Localizado no t\u00e9rreo do bloco C, da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica, o espa\u00e7o j\u00e1 est\u00e1 aberto ao p\u00fablico, com visita\u00e7\u00e3o de segunda a sexta-feira, das 13h \u00e0s 17h.<\/p>\n<p>A mostra \u201cRespeito ou Repeti\u00e7\u00e3o?\u201d fica no Memorial do MPF at\u00e9 o dia 16 de abril, mas, como se trata de exposi\u00e7\u00e3o itinerante, ser\u00e1 montada em outros espa\u00e7os da PGR e externos, em agenda a definir.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o \u201cRespeito ou Repeti\u00e7\u00e3o? \u2013 A hist\u00f3ria que n\u00e3o se quer reviver\u201d<br \/>\nDe 9 de abril a 16 de abril no Memorial do MPF (sede da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica)<br \/>\nHor\u00e1rio de visita\u00e7\u00e3o: 13h \u00e0s 17h (de segunda a sexta-feira)<\/p>\n<p>Evento de abertura: 9 de abril, \u00e0s 15h<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecer o passado para n\u00e3o repetir os erros no presente e no futuro. 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