{"id":47793,"date":"2019-03-25T10:04:05","date_gmt":"2019-03-25T13:04:05","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=47793"},"modified":"2019-03-25T10:04:05","modified_gmt":"2019-03-25T13:04:05","slug":"o-retorno-do-filho-prodigio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-retorno-do-filho-prodigio\/","title":{"rendered":"O retorno do filho pr\u00f3digio"},"content":{"rendered":"<p>Conhecedor dos segredos do cora\u00e7\u00e3o humano Cristo mostrou o maravilhoso processo da convers\u00e3o, acentuando a grandeza da miseric\u00f3rdia divina (Lc 15,1-32). Infelizes s\u00e3o aqueles que se deixam levar por uma liberdade ilus\u00f3ria, buscando longe da sabedoria paterna a verdadeira felicidade. Apesar disto, aquele que toma consci\u00eancia de sua humilhante escravid\u00e3o e se arrepende sinceramente pode reaver a riqueza malbaratada. A percep\u00e7\u00e3o do engano cometido, o pesar pelo erro no qual se envolveu e o retorno para uma nova vida s\u00e3o os passos de quem se contaminou nas mazelas dos v\u00edcios, passando a abominar os deslizes cometidos. Deus \u00e9 bom, \u00e9 misericordioso e se disp\u00f5e sempre a perdoar N\u00e3o despreza nunca um cora\u00e7\u00e3o humilhado e arrependido. \u00c9 generoso, \u00e9 magn\u00e2nimo. Na admir\u00e1vel descri\u00e7\u00e3o da par\u00e1bola do filho prodigo uma nova vestimenta, o anel, um banquete festivo s\u00e3o os sinais de uma exist\u00eancia renovada, digna, repleta do genu\u00edno j\u00fabilo. Deus \u00e9 como o pastor que, extraviada a ovelha, vai a seu encal\u00e7o e, jubiloso, a salva. Ele se assemelha a algu\u00e9m que tendo perdido uma moeda de sumo valor tudo faz para encontr\u00e1-la e extravasa ent\u00e3o sua alegria. Belas imagens do regozijo que ocorre no c\u00e9u quando um pecador se converte. No regresso do filho pr\u00f3digo \u00e9 de se notar que \u00e0 exulta\u00e7\u00e3o do pai contrasta com a atitude do filho mais velho indignado com a festa promovida para comemorar a volta daquele que estava perdido. Ele se revela um juiz impiedoso de seu irm\u00e3o e, al\u00e9m do mais, sua conduta n\u00e3o era filial, pois recrimina o pai que no seu modo de ver n\u00e3o valorizava sua fidelidade. Com muita paci\u00eancia o pai lhe explica, dizendo: \u201cTudo que \u00e9 meu \u00e9 tamb\u00e9m teu\u201d. Isto significa que a rela\u00e7\u00e3o do filho mais velho era de um mero servi\u00e7al que n\u00e3o sabia usufruir dos bens paternos que eram tamb\u00e9m seus. Por certo se ele tivesse, por exemplo, pedido ao pai o que fosse necess\u00e1rio para banquetear com seus amigos, o pai lhe daria. \u00c9 que, al\u00e9m disto, perante o filho que retornara ele se mostrava como pai e n\u00e3o como juiz. \u00c9 bem o que acontece com tantos crist\u00e3os que est\u00e3o cumulados de bens espirituais e, ao inv\u00e9s de desfrutar dos mesmos, penetrando fundo na generosidade divina passam a vida a lamentar, cegos perante tanta grandeza em seu derredor. Vivem a condenar os outros e a recriminar a Deus pela sua clem\u00eancia para com os que erram. Todos somos irm\u00e3os porque filhos do mesmo Pai que est\u00e1 no c\u00e9u, aquele que d\u00e1 a verdadeira vida em Jesus Cristo, querendo sempre a convers\u00e3o do pecador para que ele viva e se salve. O filho mais velho exaltava orgulhosamente sua obedi\u00eancia que, na verdade, carecia de uma total confian\u00e7a filial. Para ele esta submiss\u00e3o era um fardo e n\u00e3o uma gra\u00e7a, da qual, ali\u00e1s, ele n\u00e3o sabia gozar. Para deleitar-se com o Senhor \u00e9 preciso encontrar o justo lugar junto dos irm\u00e3os e do Pai, fonte de amor. Alegria sempre pela convers\u00e3o dos n\u00e1ufragos espirituais. Se por um lado, nunca se deve agir como o filho pr\u00f3digo, tamb\u00e9m \u00e9 preciso n\u00e3o ter a atitude do filho mais velho, mas reconhecer feliz somente aquele que tem o amor de Deus que vale mais que todas as fortunas. Quem tem consci\u00eancia desta dile\u00e7\u00e3o divina tem tudo. \u00c9 preciso, por\u00e9m, saber estimar o valor da intimidade com Deus. Se n\u00e3o foi louv\u00e1vel a autonomia do filho mais novo, a falta do verdadeiro esp\u00edrito filial daquele que n\u00e3o se afastara do lar paterno n\u00e3o foi menos lastim\u00e1vel. \u00c9 preciso avaliar continuamente como \u00e9 que se est\u00e1 comportando perante Deus, mesmo porque \u00e9 atrav\u00e9s do reconhecimento interior de sua paternidade amorosa que cada um pode e deve crescer, explorando todos os recursos espirituais que Deus coloca ao alcance de todos que lhe s\u00e3o fi\u00e9is. Nunca se deve estar contente com uma din\u00e2mica espiritual que leve a uma rotina no cumprimento dos deveres religiosos. Saibamos sempre abrir as portas da casa paterna para os que a abandonaram e valorizar a felicidade de estarmos juntos de Deus que deve ser filialmente amado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecedor dos segredos do cora\u00e7\u00e3o humano Cristo mostrou o maravilhoso processo da convers\u00e3o, acentuando a grandeza da miseric\u00f3rdia divina (Lc 15,1-32). Infelizes s\u00e3o aqueles que se deixam levar por uma liberdade ilus\u00f3ria, buscando longe da sabedoria paterna a verdadeira felicidade. 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