{"id":47790,"date":"2019-03-25T09:51:45","date_gmt":"2019-03-25T12:51:45","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=47790"},"modified":"2019-03-25T09:51:45","modified_gmt":"2019-03-25T12:51:45","slug":"hoje-a-solenidade-da-anunciacao-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/hoje-a-solenidade-da-anunciacao-do-senhor\/","title":{"rendered":"Hoje a solenidade da Anuncia\u00e7\u00e3o do Senhor"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">A festa da Anuncia\u00e7\u00e3o celebra o momento em que o anjo Gabriel, no pequeno vilarejo de Nazar\u00e9, anuncia a Maria sua pr\u00f3xima maternidade, segundo a narra\u00e7\u00e3o do Evangelho de Lucas<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o da Anuncia\u00e7\u00e3o, epis\u00f3dio narrado no Evangelho de Lucas (Lc 1, 26-38), tem origem nos primeiros s\u00e9culos do cristianismo e se caracteriza por um elemento dogm\u00e1tico fundamental: a concep\u00e7\u00e3o virginal de Maria. De fato, desde os primeiros s\u00e9culos, a Igreja professava a Encarna\u00e7\u00e3o de Deus atrav\u00e9s da concep\u00e7\u00e3o de uma Virgem. Com o Conc\u00edlio de Niceia do ano 325 e o Conc\u00edlio de Constantinopla foi estabelecido o Credo com o qual ainda hoje proclamamos que o Filho de Deus \u201cpor n\u00f3s homens e para a nossa salva\u00e7\u00e3o desceu dos c\u00e9us e se Encarnou pelo Esp\u00edrito Santo, no seio da Virgem Maria e se fez homem\u201d. A celebra\u00e7\u00e3o da solenidade lit\u00fargica difundiu-se na \u00e9poca de Justiniano, no s\u00e9culo VI e foi introduzida na Igreja romana pelo Papa S\u00e9rgio I no final do s\u00e9culo VII com uma solene prociss\u00e3o na bas\u00edlica de Santa Maria maior, na qual os mosaicos do arco do triunfal s\u00e3o dedicados \u00e0 divina maternidade de Maria, proclamada <i>Theotokos <\/i>do Conc\u00edlio de \u00c9feso (ano 431).<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-47790-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/03\/25\/11\/134931525_F134931525.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/03\/25\/11\/134931525_F134931525.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2019\/03\/25\/11\/134931525_F134931525.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2><b>O an\u00fancio: Maria e Jesus<\/b><\/h2>\n<p>Toda e qualquer refer\u00eancia \u00e0 Virgem Maria est\u00e1 ligada diretamente ao filho Jesus. Por isso, originariamente, a festa de 25 de mar\u00e7o, ao menos no Oriente do s\u00e9culo V, era considerada uma festa mariana, embora a recorda\u00e7\u00e3o da Encarna\u00e7\u00e3o de Cristo j\u00e1 fosse venerada no s\u00e9culo IV na Palestina, na mesma data. Nos s\u00e9culos seguintes a festa foi introduzida tamb\u00e9m no Ocidente, algumas vezes com refer\u00eancia ao Senhor, outras a Maria, at\u00e9 o Conc\u00edlio Vaticano II esclarecer definitivamente. De fato, Paulo VI na Exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica <i>Marialis cultus <\/i>de 1974, ao fixar a denomina\u00e7\u00e3o \u201cAnuncia\u00e7\u00e3o do Senhor\u201d esclarece que se trata da festa conjunta de Cristo e da Virgem.<\/p>\n<h2><b>O encontro entre o Anjo e Maria<\/b><\/h2>\n<p>Estamos no centro da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio do des\u00edgnio divino, ou seja, a sua encarna\u00e7\u00e3o que tornar\u00e1 nova todas as coisas. Este \u00e9 o significado de uma festa que de uma s\u00f3 vez supera e renova todo o Antigo Testamento, que j\u00e1 tinha sido antecipada no mesmo, em alguns pontos, por exemplo no G\u00eanesis quando se fala da mulher que esmagar\u00e1 a cabe\u00e7a da serpente ou no an\u00fancio do Emanuel em Isa\u00edas.<\/p>\n<p>Na narra\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica, a sauda\u00e7\u00e3o do anjo esclarece a Maria que Deus com a sua prote\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente na sua vida, portanto anuncia-lhe a maternidade que tornar\u00e1 vis\u00edvel a invisibilidade de Deus; depois Maria pede esclarecimentos para que o seu <i>sim <\/i>seja mais pessoal e volunt\u00e1rio, que representa o total abandono da criatura ao seu Deus. Antes de se despedir, enfim, a revela\u00e7\u00e3o do anjo sobre a gravidez de Elizabeth n\u00e3o \u00e9 nada mais que outro sinal de autenticidade do acontecido, pois \u201cnada \u00e9 imposs\u00edvel a Deus\u201d.<\/p>\n<h2><b>A festa da Anuncia\u00e7\u00e3o<\/b><\/h2>\n<p>A data para a festa, foi fixada em 25 de mar\u00e7o, nove meses antes do Natal, todavia, quando cai na Semana Santa, na Semana de P\u00e1scoa, ou coincide com o Domingo de P\u00e1scoa ou com um domingo da Quaresma, \u00e9 adiada. Este simples mecanismo, na realidade, foi obtido depois de uma discreta elabora\u00e7\u00e3o: o Conc\u00edlio de Constantinopla do ano de 692 estabeleceu para as Igrejas Orientais que a celebra\u00e7\u00e3o seria feita mesmo no Tempo da Quaresma; enquanto que para as Igrejas Ocidentais \u2013 decis\u00e3o aceita tamb\u00e9m pela Igreja de Roma, o Conc\u00edlio de Toledo de 656 mudou a recorr\u00eancia para o dia 18 de dezembro, por\u00e9m mais tarde, com a reforma do calend\u00e1rio voltou-se ao dia 25 de mar\u00e7o. Dia este escolhido por ser o sexto dia do equin\u00f3cio de primavera (no hemisf\u00e9rio norte) que cai dia 20, considerando que Deus criou o homem no sexto dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A festa da Anuncia\u00e7\u00e3o celebra o momento em que o anjo Gabriel, no pequeno vilarejo de Nazar\u00e9, anuncia a Maria sua pr\u00f3xima maternidade, segundo a narra\u00e7\u00e3o do Evangelho de Lucas Cidade do Vaticano A celebra\u00e7\u00e3o da Anuncia\u00e7\u00e3o, epis\u00f3dio narrado no Evangelho de Lucas (Lc 1, 26-38), tem origem nos primeiros s\u00e9culos do cristianismo e se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":47791,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-47790","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47790","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47790"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47790\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47792,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47790\/revisions\/47792"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47791"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}