{"id":4778,"date":"2014-07-01T13:11:38","date_gmt":"2014-07-01T16:11:38","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-time-da-justica-e-da-solidariedade\/"},"modified":"2017-04-06T09:29:51","modified_gmt":"2017-04-06T12:29:51","slug":"o-time-da-justica-e-da-solidariedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-time-da-justica-e-da-solidariedade\/","title":{"rendered":"O time da justi\u00e7a e da solidariedade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Como \u00e9 maravilhoso sentir a gra\u00e7a de experimentar constantemente da presen\u00e7a do Senhor Deus! Aqueles que foram constitu\u00eddos ap\u00f3stolos pelo Mestre Divino e depois enviados em miss\u00e3o, voltaram e reuniram-se com Jesus para contar tudo quanto haviam realizado e ensinado, resultado fecundo, da for\u00e7a do an\u00fancio do Evangelho (cf. Mc 6, 30-31).<\/p>\n<p>Na Igreja, o bispo \u00e9 o primeiro a ser chamado, no sentido hier\u00e1rquico. Ele deve ser um irm\u00e3o entre os irm\u00e3os, na busca da justi\u00e7a, da paz e da solidariedade; deve ser tamb\u00e9m homem de todos, para n\u00e3o ser de ningu\u00e9m. Assim tamb\u00e9m o padre n\u00e3o deve ser ministro de um grupo ou mesmo de movimentos apost\u00f3licos, sejam eles quais forem, para ser de todos. Como \u00e9 importante o convencimento de que a \u00fanica maneira de n\u00e3o ser de ningu\u00e9m, \u00e9 ser de todos.<\/p>\n<p>Dom Roque Paloschi, bispo de Roraima, no seu desejo ardoroso de ser um bispo de todos, para n\u00e3o ser de ningu\u00e9m, prop\u00f5e-nos um grande desafio, neste tempo de muito combate, evidenciado na Copa Mundo da Fifa, ao convocar os irm\u00e3os de boa vontade e seguidores de Jesus de Nazar\u00e9, dizendo-nos:\u00a0 &#8220;Eu vou jogar no time de Jesus; eu vou fazer o gol da uni\u00e3o; no nosso time n\u00e3o tem reserva; com Jesus eu sou titular. Somos convocados por Jesus a disputar a copa da justi\u00e7a, da paz e da fraternidade\u201d.<\/p>\n<p>Quando vemos o Papa Francisco envolvido na luta pelos povos da \u00c1frica, colocando-se com sua voz prof\u00e9tica na defesa das pobres crian\u00e7as albinas africanas, solidarizando-se como foi-lhe a solicita\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o que cuida dessa pobre gente, lendo algumas passagens do livro \u2018Sombra Branca\u2019, do autor italiano Cristiano Gentile, que procura sensibilizar a opini\u00e3o p\u00fablica sobre a situa\u00e7\u00e3o dos albinos na \u00c1frica, \u201cuma popula\u00e7\u00e3o muitas vezes repudiada e rejeitada\u201d<\/p>\n<p>Que tenhamos por palavra de ordem, sensibilidade e convers\u00e3o, para que deste modo, possamos jogar no time de Dom Roque Pasloschi e do Papa Francisco, que \u00e9 o mesmo time de Nosso Senhor Jesus Cristo, diante de \u201cmilhares de pessoas com albinismo, consideradas seres sobrenaturais; s\u00e3o discriminadas, oprimidas e perseguidas s\u00f3 por causa da sua pele branca. Vivem isoladas, em extrema pobreza e, por causa do sol equatorial, a sua esperan\u00e7a de vida \u00e9 de cerca de 30 anos\u201d, explicam os promotores da iniciativa. O Servi\u00e7o de Informa\u00e7\u00e3o do Vaticano adianta que a leitura e o testemunho do Papa se inserem numa mensagem universal de paz e fraternidade, cujos destinat\u00e1rios s\u00e3o desta feita os albinos africanos, s\u00edmbolos vivos da periferia absoluta, os \u2018\u00faltimos dos \u00faltimos\u2019.<\/p>\n<p>Dom Roque tamb\u00e9m marcou belos gols, quando denunciou a minera\u00e7\u00e3o e hidrel\u00e9tricas em terras ind\u00edgenas, afirmando com maestria: \u201cOs povos amaz\u00f4nicos s\u00e3o portadores de uma enorme contribui\u00e7\u00e3o para a vida e o nosso futuro. Sua profunda espiritualidade, sua rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e terra, com as florestas, os rios e todas as formas de vida com quem convivem; seu impressionante acervo de conhecimentos aponta caminhos diferentes e humanizadores para todos n\u00f3s\u201d, sem esquecer o bispo defensor do pulm\u00e3o do mundo, ao encontrar uma \u00e2ncora no Vig\u00e1rio de Cristo, aos 27\/07\/2013: \u201cA Igreja est\u00e1 na Amaz\u00f4nia n\u00e3o como aqueles que t\u00eam as malas na m\u00e3o, para partir depois de terem explorado tudo o que puderam\u201d. E aqui recordo Padre Ant\u00f4nio Vieira, nesta assertiva: \u201cEles (as autoridades) chegam pobres nas \u00cdndias ricas e voltam ricos das \u00cdndias pobres\u201d.<\/p>\n<p>O Sumo Pont\u00edfice pede uma Igreja capaz de \u201csair \u00e0 rua\u201d e ir \u00e0 busca das pessoas, \u201centrar nas casas, visitar as fam\u00edlias, andar nas periferias\u201d, n\u00e3o ser \u201capenas uma Igreja que recebe, mas que oferece\u201d.\u00a0 Ao ser rotulado de &#8220;marxista&#8221;, rejeita com veem\u00eancia a afirma\u00e7\u00e3o dizendo: A bandeira dos pobres \u00e9 crist\u00e3. A pobreza est\u00e1 no centro do Evangelho.\u00a0 O Papa retoma as suas preocupa\u00e7\u00f5es com as consequ\u00eancias do desemprego, frisando que quem perde o seu trabalho \u201ctem de lidar com outra pobreza, j\u00e1 n\u00e3o tem dignidade\u201d. \u201cAt\u00e9 pode ir \u00e0 C\u00e1ritas e levar para casa um saco de bens alimentares, mas sente uma pobreza grav\u00edssima que lhe destr\u00f3i o cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Saibamos agradecer ao bom Deus pelo Papa Francisco, na afirma\u00e7\u00e3o ao jornal italiano Il Messagero (29\/06\/2014): &#8220;Gra\u00e7as a Deus n\u00e3o tenho nenhuma Igreja, sigo a Cristo. N\u00e3o fundei nada. Do ponto de vista do estilo n\u00e3o mudei comparado a como eu era em Buenos Aires. Sim, possivelmente alguma coisa pequena, porque tinha que ser feita, mas mudar na minha idade teria sido rid\u00edculo&#8221;, diante da pergunta: Para onde est\u00e1 indo a Igreja de Bergoglio?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como \u00e9 maravilhoso sentir a gra\u00e7a de experimentar constantemente da presen\u00e7a do Senhor Deus! Aqueles que foram constitu\u00eddos ap\u00f3stolos pelo Mestre Divino e depois enviados em miss\u00e3o, voltaram e reuniram-se com Jesus para contar tudo quanto haviam realizado e ensinado, resultado fecundo, da for\u00e7a do an\u00fancio do Evangelho (cf. Mc 6, 30-31). 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