{"id":47517,"date":"2019-03-12T13:34:38","date_gmt":"2019-03-12T16:34:38","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=47517"},"modified":"2019-03-12T13:34:38","modified_gmt":"2019-03-12T16:34:38","slug":"sofreu-o-atentado-terrorista-11m-em-madri-mas-na-tragedia-encontrou-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sofreu-o-atentado-terrorista-11m-em-madri-mas-na-tragedia-encontrou-cristo\/","title":{"rendered":"Sofreu o atentado terrorista 11M em Madri, mas na trag\u00e9dia, encontrou Cristo"},"content":{"rendered":"<p>Faz 15 anos que ocorreram os atentados de 11 de mar\u00e7o de 2004, em Atocha (Espanha), no qual 193 pessoas morreram e mais de duas mil ficaram feridas. Esther S\u00e1enz estava viajando no vag\u00e3o onde a bomba explodiu na esta\u00e7\u00e3o de El Pozo e, embora os m\u00e9dicos tenham afirmado lhe restavam apenas 24 horas de\u00a0vida , ela conseguiu sobreviver e experimentou uma profunda convers\u00e3o no Senhor.<\/p>\n<p>Esther S\u00e1enz era farmac\u00eautica, tinha dois filhos e, em 11 de mar\u00e7o de 2004, viajava no trem em dire\u00e7\u00e3o a Atocha, Madri, onde v\u00e1rias bombas explodiram em um ataque terrorista.<\/p>\n<p>O vag\u00e3o em que Esther viajava foi o que teve o maior n\u00famero de mortos e apenas ela e outra pessoa sobreviveram.<\/p>\n<p>&#8220;Tudo parecia sem sentido. Eu chorava muito, desesperada. At\u00e9 que uma voz por dentro me disse: \u2018n\u00e3o tenhas medo\u2019. Ent\u00e3o eu, irritada, pensei: n\u00e3o dizia que sempre estaria comigo? Por que permitiu isso? Ent\u00e3o, entendi que n\u00e3o podia brigar com Deus por nada, porque Ele n\u00e3o havia feito isso comigo. Nunca antes tinha dedicado um segundo de tempo para ver as ofensas que eu tinha feito a Ele. Eu conheci o olhar de Cristo&#8221;, disse S\u00e1enz em um encontro na Universidade de Navarra (Espanha).<\/p>\n<p>Em uma entrevista concedida a HM Television, Esther lembrou que experimentou &#8220;uma convers\u00e3o radical a Nosso Senhor&#8221; enquanto estava na UTI do Hospital Gregorio Mara\u00f1\u00f3n, em Madri.<\/p>\n<p>&#8220;Quando estava convencida de que estava morrendo porque n\u00e3o sentia meu corpo (&#8230;) senti que Cristo preenchia todos os meus vazios, que estava dando sentido a minha poss\u00edvel morte&#8221;, assegurou.<\/p>\n<p>Segundo ela, nesse momento sentiu algo como: &#8220;que pena Esther que teve que passar por uma coisa assim para perceber quem sou Eu&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Foi tremendo. Foi impressionante, eu nunca senti nada assim na minha vida. Teve que se despojar das coisas que estava colocando entre voc\u00ea e Eu, apesar de achar que fosse muito fiel. Era uma cat\u00f3lica convencional de uma f\u00e9 herdada &#8220;, recordou.<\/p>\n<p>Nesse momento, os m\u00e9dicos disseram a seu marido que Esther n\u00e3o sobreviveria porque seu quadro cl\u00ednico era muito grave. &#8220;Os m\u00e9dicos me deram 24 horas de vida&#8221;, recordou.<\/p>\n<p>Mas se recuperou e, desde ent\u00e3o, passou por 13 cirurgias e atualmente tem uma defici\u00eancia de 67%.<\/p>\n<p>Esther enfrentou estas cirurgias como &#8220;algo que fazia parte de sua convers\u00e3o, era como se eu sentisse que tinha que fazer algo por Ele, j\u00e1 que Ele tinha feito muito por mim&#8221;.<\/p>\n<p>Por isso, assegura que &#8220;todas essas cirurgias foram oferecidas (&#8230;). Quando j\u00e1 estava na sala de cirurgia, dizia ao Senhor: &#8216;Ser\u00e1 o que Tu quiseres, mas sempre para um bem maior'&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c0s vezes oferecia por convers\u00f5es concretas ou situa\u00e7\u00f5es de pessoas que estavam passando momentos dif\u00edceis, e \u00e0s vezes oferecia pelo que o Senhor queria. Acredito muito na comunh\u00e3o dos santos e uma Ave Maria bem rezada pode fazer um grande bem, talvez na \u00c1sia&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Esther se lembra da cirurgia mais dif\u00edcil pela qual passou. Foi uma interven\u00e7\u00e3o na qual removeram, sem anestesia, alguns &#8220;expansores&#8221; da cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Eu lembro que a enfermeira subiu em cima de mim para que eu n\u00e3o me mexesse, porque do contr\u00e1rio o desmembramento seria maior ainda. Disse-me \u2018pode gritar se quiser\u2019, o que me fez pensar que seria tremendo. Eu n\u00e3o gritei, mas disse ao Senhor: &#8216;Ajuda-me, por favor. Ajuda-me'&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Quando subi para o quarto, pedi \u00e0 enfermeira que pegasse um ter\u00e7o, com o qual sempre durmo, que \u00e9 de Jo\u00e3o Paulo II e que o Cardeal Rouco deu \u00e0queles que estavam na UTI [pelo atentado de 11M]. Eu s\u00f3 queria abra\u00e7ar a dor com o Senhor. Esconder-me nas feridas do Senhor&#8221;, recorda.<\/p>\n<p>Embora o atentado a tenha deixado em absoluta e permanente incapacidade para qualquer trabalho e ainda sofra muitas consequ\u00eancias, Esther diz que est\u00e1 feliz.<\/p>\n<p>&#8220;Sinto-me muito feliz, porque tudo no meu dia tem um significado aos olhos do Senhor&#8221;, precisa.<\/p>\n<p>&#8220;Gostaria de dar a mensagem de que n\u00e3o podemos perder tempo e que o Senhor espera algo muito concreto de n\u00f3s, capacitou-nos para amar em situa\u00e7\u00f5es muito concretas, n\u00e3o podemos ser crian\u00e7as na f\u00e9 constantemente esperando receber e receber&#8221;, assegura.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m envia uma &#8220;mensagem de perd\u00e3o&#8221;, &#8220;perdoar sempre. Sob qualquer circunst\u00e2ncia. Perdoar sempre porque o Senhor nos perdoa e lhe ofendemos muito e n\u00e3o nos pergunta por que lhe ofendemos. Ele disse: o que mais quer que fa\u00e7a por voc\u00ea? \u00c9 necess\u00e1rio reconhecer-se pecador antes de reconhecer os pecados dos outros\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faz 15 anos que ocorreram os atentados de 11 de mar\u00e7o de 2004, em Atocha (Espanha), no qual 193 pessoas morreram e mais de duas mil ficaram feridas. 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