{"id":4751,"date":"2014-06-26T13:01:44","date_gmt":"2014-06-26T16:01:44","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/era-uma-vez-antes-que-surgisse-o-ultrassom\/"},"modified":"2017-04-05T16:31:41","modified_gmt":"2017-04-05T19:31:41","slug":"era-uma-vez-antes-que-surgisse-o-ultrassom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/era-uma-vez-antes-que-surgisse-o-ultrassom\/","title":{"rendered":"Era uma vez, antes que surgisse o ultrassom&#8230;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>&#8230;o juramento de Hip\u00f3crates, que tinha muito boas raz\u00f5es para existir<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/pebebe.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Antes da aprova\u00e7\u00e3o do aborto nos EUA, a maioria dos primeiros &#8220;ativistas pr\u00f3-vida&#8221; do pa\u00eds eram m\u00e9dicos e enfermeiros. Eles eram predominantemente cat\u00f3licos, mas a religi\u00e3o n\u00e3o tinha muito a ver com isso. A oposi\u00e7\u00e3o deles ao aborto legalizado era simplesmente uma extens\u00e3o l\u00f3gica da sua voca\u00e7\u00e3o a salvar vidas.<\/p>\n<p>\u00c9 que o Juramento de Hip\u00f3crates era o alicerce \u00e9tico da profiss\u00e3o m\u00e9dica. Popularmente resumido como &#8220;em primeiro lugar, n\u00e3o fa\u00e7a o mal&#8221;, o juramento destrinchava diversos detalhes desta obriga\u00e7\u00e3o. Os futuros guardi\u00f5es da sa\u00fade das pessoas prometiam n\u00e3o dar nenhum rem\u00e9dio mortal a ningu\u00e9m, mesmo que solicitados a d\u00e1-lo, nem sugerir tal conselho de forma alguma a quem quer que fosse. Igualmente, prometiam n\u00e3o colaborar com atos que provocassem o aborto.<\/p>\n<p>Progressistas e feministas quiseram cortar esta parte do juramento. Eles argumentaram que, assim como a profiss\u00e3o m\u00e9dica tinha deixado de lado a exig\u00eancia de jurar por Apolo, Ascl\u00e9pio, H\u00edgia, Panaceia e todos os outros deuses e deusas gregos, tamb\u00e9m deveria se livrar dessa preocupa\u00e7\u00e3o antiquada com a vida fetal.<\/p>\n<p>Foram propostas muitas teorias sobre o porqu\u00ea de os profissionais cat\u00f3licos da sa\u00fade terem sido os que mais remavam contra essa nova mar\u00e9 ideol\u00f3gica. Para mim, o argumento mais convincente tem a ver com a forma\u00e7\u00e3o deles, mas n\u00e3o exatamente com os aspectos ligados \u00e0 teologia cat\u00f3lica. O motivo mais relevante era de tipo filos\u00f3fico.<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos cat\u00f3licos aprenderam com o grande cientista e fil\u00f3sofo grego Arist\u00f3teles e com o fil\u00f3sofo e Doutor da Igreja Tom\u00e1s de Aquino que a vida humana, incluindo o embri\u00e3o, tem um &#8220;telos&#8221;, uma finalidade, um objetivo, um plano, um des\u00edgnio, uma l\u00f3gica interna. Ou, como os cientistas o chamariam mais tarde, um DNA.<\/p>\n<p>O resultado do processo da procria\u00e7\u00e3o humana era uma pessoa, \u00fanica, dotada de dignidade e de direitos. Era um ser humano. Era um ser humano que ainda n\u00e3o tinha se desenvolvido tanto quanto o resto de n\u00f3s, adultos; mas era, ainda assim, um ser humano. Esta era uma verdade que os profissionais m\u00e9dicos respeitavam pela pr\u00f3pria natureza do seu trabalho.<\/p>\n<p>Havia a este prop\u00f3sito argumentos que iam desde a especula\u00e7\u00e3o antiga sobre a alma humana at\u00e9 a ideia atual de &#8220;pessoalidade&#8221;. Nada alterava a perspectiva \u00e9tica b\u00e1sica dos profissionais da sa\u00fade: seu trabalho era ajudar os outros seres humanos, n\u00e3o mat\u00e1-los. A biologia b\u00e1sica e a abundante experi\u00eancia informavam aos m\u00e9dicos que a vida fetal era vida humana.<\/p>\n<p>Por isso, m\u00e9dicos e enfermeiros que enxergavam o pr\u00f3prio trabalho conscientemente viam com clareza o que a dissemina\u00e7\u00e3o da tecnologia de ultrassom acabaria mostrando tamb\u00e9m para o resto de n\u00f3s. A \u201ccoisa\u201d que reside no ventre materno n\u00e3o \u00e9 um amontoado aleat\u00f3rio de c\u00e9lulas; \u00e9 um de n\u00f3s. Desde um est\u00e1gio extremamente precoce do seu desenvolvimento, o feto \u00e9, reconhecivelmente, um ser humano, que vai passando pelas mesmas fases pelas quais todos n\u00f3s passamos.<\/p>\n<p>Foi preciso trilhar uma longa estrada para levar as pessoas a ignorar esta verdade ineg\u00e1vel sobre a nossa biologia e sobre a nossa humanidade compartilhada. Mas ela continua sendo verdade.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso acreditar em Deus nem concordar com artigos particulares de f\u00e9 para enxergar que o aborto \u00e9 o exterm\u00ednio de uma vida humana \u00fanica, uma vida a ser dotada, com toda a justi\u00e7a e desde o instante da sua concep\u00e7\u00e3o, de direitos contra essa mesma viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Muita gente de f\u00e9 enxerga esta verdade com clareza. \u00c9 hora de o resto do mundo admiti-la tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8230;o juramento de Hip\u00f3crates, que tinha muito boas raz\u00f5es para existir Antes da aprova\u00e7\u00e3o do aborto nos EUA, a maioria dos primeiros &#8220;ativistas pr\u00f3-vida&#8221; do pa\u00eds eram m\u00e9dicos e enfermeiros. Eles eram predominantemente cat\u00f3licos, mas a religi\u00e3o n\u00e3o tinha muito a ver com isso. 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