{"id":47092,"date":"2019-02-18T09:41:28","date_gmt":"2019-02-18T12:41:28","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=47092"},"modified":"2019-02-18T09:41:28","modified_gmt":"2019-02-18T12:41:28","slug":"vencer-a-violencia-com-o-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/vencer-a-violencia-com-o-amor\/","title":{"rendered":"Vencer a viol\u00eancia com o amor!"},"content":{"rendered":"<p>A liturgia deste domingo exige-nos o amor total, o amor sem limites, mesmo para com os nossos inimigos. Convida-nos a p\u00f4r de lado a l\u00f3gica da viol\u00eancia e a substitu\u00ed-la pela l\u00f3gica do amor.<\/p>\n<p>A primeira leitura(cf. 1Sm 26,2.7-9.12-13.22-23) apresenta-nos o exemplo concreto de um homem de cora\u00e7\u00e3o magn\u00e2nimo, do Rei David, que, tendo a possibilidade de eliminar o seu inimigo, escolhe o perd\u00e3o.<\/p>\n<p>O Evangelho(cf. Lc 6,27-38) refor\u00e7a esta proposta. Exige dos seguidores de Jesus um cora\u00e7\u00e3o sempre dispon\u00edvel para perdoar, para acolher, para dar a m\u00e3o, independentemente de quem esteja do outro lado. N\u00e3o se trata de amar apenas os membros do pr\u00f3prio grupo social, da pr\u00f3pria ra\u00e7a, do pr\u00f3prio povo, da pr\u00f3pria classe, partido, igreja ou clube de futebol; trata-se de um amor sem discrimina\u00e7\u00f5es, que nos leve a ver em cada homem \u2013 mesmo no inimigo \u2013 um nosso irm\u00e3o.<\/p>\n<p>No seu \u201cSerm\u00e3o na Plan\u00edcie\u201d(o paralelo em S\u00e3o Luxas ao Serm\u00e3o da Montanha, no Evangelho de S\u00e3o Mateus), Jesus ensina aos seus disc\u00edpulos a beleza e o desafio do amor ao pr\u00f3ximo. Jesus est\u00e1 delineando a sua maneira pessoal de enxergar e p\u00f4r em pr\u00e1tica o amor fraterno. Podemos ter certeza de que este projeto necessitava da for\u00e7a e const\u00e2ncia at\u00e9 da parte do pr\u00f3prio Jeus. Nunca na hist\u00f3ria do mundo houve um programa t\u00e3o coerente, t\u00e3o abrangente e t\u00e3o exigente. Consideremos o ponto central do seu programa: Jesus manda seus disc\u00edpulos amarem seus inimigos(cf. Lc 6,27). Este \u00e9 o cerne de sua proposta \u2013 um amor universal e incondicional, um amor que se baseia n\u00e3o no tratamento que recebemos nem nos sentimentos que tal tratamento possa despertar em n\u00f3s, mas no compromisso de amar. O que leva Jesus a propor que devemos amar nossos inimigos? Primeiro que Jesus percebe neste amor que se estende at\u00e9 os inimigos a viv\u00eancia mais conforme a nossa identidade de \u201cfilhos do Alt\u00edssimo\u201d(cf. Lc 6,35), criados em sua imagem e semelhan\u00e7a. Em segundo lugar Jesus reconhece que quando seres humanos se comportam assim, Deus, seu Pai, \u00e9 glorificado. Terceiro: Jesus v\u00ea no amor dos inimigos a cura da ferida fraticida infligida em n\u00f3s todos por Caim quando matou seu irm\u00e3o Abel. Em quarto lugar, Jesus simplesmente amava os seres humanos. Para Jesus, \u201cinimigo\u201d era uma designa\u00e7\u00e3o err\u00f4nea. N\u00e3o h\u00e1 inimigos: s\u00f3 amigos cuja amizade precisa ser recuperada. Grandes te\u00f3logos do passado e do presente afirmam que Jesus nos salvou na cruz, n\u00e3o tanto pela sua dor, mas pelo perd\u00e3o que pediu do Pai para seus carrascos \u2013 isto \u00e9, pelo amor que mostrou para com os seus inimigos. A Carta aos Hebreus chama Jesus aquele que \u201cvai \u00e0 frente da nossa f\u00e9 e a leva \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o\u201d(cf. Hb 12,2). Que ele fa\u00e7a a mesma coisa com nosso amor, levando-o \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o de estend\u00ea-lo a todos.<\/p>\n<p>Jesus n\u00e3o d\u00e1 li\u00e7\u00f5es de filantropia, mas convida os seus interlocutores a erguer os olhos para Deus seu Pai, a fim de se tornarem semelhantes a Ele. Porque Deus \u00e9 bom para com os ingratos e os maus, o homem deve procurar ser bom para com todos. Porque Deus \u00e9 misericordioso, o homem \u00e9 convidado a perdoar. N\u00e3o \u00e9 uma li\u00e7\u00e3o de moral, mas fundamentalmente um ato de f\u00e9 do qual decorre um conjunto de comportamentos. Jesus, o Filho de Deus Alt\u00edssimo, veio tirar o homem de tudo aquilo que o pode afastar da semelhan\u00e7a com Deus, o pecado. Jesus \u00e9 a perfeita imagem de Deus. Dir\u00e1 mesmo: \u201cQuem Me viu, viu o Pai\u201d. As suas palavras s\u00e3o palavra de Deus, os seus gestos s\u00e3o gestos de Deus. O desafio est\u00e1 em procurarmos ser semelhantes a Jesus, ser perfeitos como o Pai celeste \u00e9 perfeito.<\/p>\n<p>A segunda leitura(cf. 1Cor 15,45-49) continua a catequese iniciada h\u00e1 uns domingos atr\u00e1s sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o. Podemos lig\u00e1-la com o tema central da Palavra de Deus deste domingo \u2013 o amor aos inimigos \u2013 dizendo que \u00e9 na l\u00f3gica do amor que preparamos essa vida plena que Deus nos reserva; e que o amor vivido com radicalidade e sem limita\u00e7\u00f5es \u00e9 um an\u00fancio desse mundo novo que nos espera para al\u00e9m desta terra.<\/p>\n<p>Somos da fam\u00edlia de Deus, que \u00e9 bom para os ingratos e os maus. Ent\u00e3o, somos convidados a imitar a maneira de agir do nosso Pai. Ele n\u00e3o ama apenas aqueles que O amam. Ama a todos, bons e maus. E mesmo quando os homens O colocam \u00e0 margem da sua vida, Ele n\u00e3o deixa de os amar. Jesus, que \u00e9 o Filho bem-amado, a perfeita imagem de Deus, conformou-Se \u00e0 moral de seu Pai. Na cruz, rezou: \u201cPai, perdoa-lhes, porque n\u00e3o sabem o que fazem\u201d. Amou os seus inimigos. Nunca rejeitou ningu\u00e9m. O que Jesus nos diz hoje n\u00e3o s\u00e3o normas culpabilizantes e impratic\u00e1veis. S\u00e3o convites, urgentes e exigentes, \u00e9 verdade, para que manifestemos, pela nossa maneira de agir, que somos da fam\u00edlia do nosso Pai dos c\u00e9us. Crist\u00e3os, somos convidados a colocar a nossa vida na luz de Jesus e da sua palavra, a n\u00e3o nos contentarmos do que fazem os pecadores. \u00c9 somente num estreito acompanhamento com Jesus que recebemos do Esp\u00edrito a for\u00e7a de ir sempre mais al\u00e9m no caminho, rude, mas exaltante, do amor, como o de Jesus e do Pai.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A liturgia deste domingo exige-nos o amor total, o amor sem limites, mesmo para com os nossos inimigos. Convida-nos a p\u00f4r de lado a l\u00f3gica da viol\u00eancia e a substitu\u00ed-la pela l\u00f3gica do amor. 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