{"id":4686,"date":"2014-06-06T14:28:29","date_gmt":"2014-06-06T17:28:29","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/apos-a-confissao-por-que-ainda-restam-pecados-em-nos\/"},"modified":"2017-04-05T14:26:32","modified_gmt":"2017-04-05T17:26:32","slug":"apos-a-confissao-por-que-ainda-restam-pecados-em-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/apos-a-confissao-por-que-ainda-restam-pecados-em-nos\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s a confiss\u00e3o, por que ainda restam pecados em n\u00f3s?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O pecado fere e enfraquece o pecador, sua rela\u00e7\u00e3o com Deus e com o pr\u00f3ximo<\/strong><\/p>\n<p>Caro Padre Angelo:<\/p>\n<p>Lendo o \u201cTratado do Purgat\u00f3rio\u201d, de Santa Catarina de G\u00eanova, e o relativo coment\u00e1rio na internet, deparei-me com a considera\u00e7\u00e3o de que o arrependimento e a confiss\u00e3o t\u00eam, sim, o poder de redimir a alma, mas a pena, at\u00e9 mesmo a culpa, permanecem e ainda precisam ser expiadas. Isso \u00e9 verdade ou entendi mal?<\/p>\n<p>Obrigado<br \/>Franco<\/p>\n<p>Resposta do sacerdote<\/p>\n<p>Car\u00edssimo Franco:<\/p>\n<p>1. O motivo da confus\u00e3o que voc\u00ea vive est\u00e1 no fato de identificar a pena com a culpa. Com a absolvi\u00e7\u00e3o do sacerdote, a culpa \u00e9 perdoada, mas a pena n\u00e3o \u00e9 completamente eliminada. <\/p>\n<p>2. A pena permanece com base no grau de arrependimento ou contri\u00e7\u00e3o. Pode ser um arrependimento que renova no mais profundo da pessoa &#8211; como foi, por exemplo, o arrependimento dos pr\u00f3prios pecados advertidos uma vez por Santa Catarina de Sena, antes de fazer a Santa Comunh\u00e3o. <\/p>\n<p>O beato Raimundo da C\u00e1pua, confessor da S=santa e depois mestre geral da Ordem dos dominicanos, escreveu: \u201cNoite adentro, enquanto a virgem estava rezando e na ora\u00e7\u00e3o surgia o desejo da santa Comunh\u00e3o, foi revelado que com certeza na manh\u00e3 teria feito a santa Comunh\u00e3o. Tendo a revela\u00e7\u00e3o, logo em seguida suplicou ao Senhor que se dignasse a purificar sua alma e a dispusesse a receber dignamente o t\u00e3o vener\u00e1vel Sacramento. <\/p>\n<p>Enquanto rezava e pedia com maior insist\u00eancia, sentiu derramar em sua alma uma chuva abundante como um rio, mas n\u00e3o era nem \u00e1gua, nem l\u00edquido comum: era sangue misturado com fogo. Por meio desta chuva, sentiu que sua alma se purificava, tamb\u00e9m no corpo havia a mesma sensa\u00e7\u00e3o e se sentia purificar n\u00e3o apenas da imund\u00edcie, mas da corrup\u00e7\u00e3o da semente\u201d (B. Raimundo da C\u00e1pua, S. Catarina de Sena, &#8220;Legenda maior&#8221;, n.188). <\/p>\n<p>A corrup\u00e7\u00e3o da semente quer dizer as cativas inclina\u00e7\u00f5es que cada um de n\u00f3s herda do pecado original e que, de fato, permanecem na alma tamb\u00e9m depois da confiss\u00e3o sacramental.<\/p>\n<p>3. Se o nosso arrependimento fosse como o de Santa Catarina de Sena, n\u00e3o permaneceria nenhuma pena a ser eliminada. Mas geralmente isso n\u00e3o acontece e, por este motivo, \u00e9 dada a penit\u00eancia a cumprir. <\/p>\n<p>4. O Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica diz: \u201cMuitos pecados prejudicam o pr\u00f3ximo. H\u00e1 que fazer o poss\u00edvel por reparar esse dano (por exemplo: restituir as coisas roubadas, restabelecer a boa reputa\u00e7\u00e3o daquele que foi caluniado, indemnizar por ferimentos). A simples justi\u00e7a o exige. Mas, al\u00e9m disso, o pecado fere e enfraquece o pr\u00f3prio pecador, assim como as suas rela\u00e7\u00f5es com Deus e com o pr\u00f3ximo. <\/p>\n<p>A absolvi\u00e7\u00e3o tira o pecado, mas n\u00e3o remedeia todas as desordens causadas pelo pecado. Aliviado do pecado, o pecador deve ainda recuperar a perfeita sa\u00fade espiritual. Ele deve, pois, fazer mais alguma coisa para reparar os seus pecados: &#8216;satisfazer&#8217; de modo apropriado ou &#8216;expiar&#8217; os seus pecados. A esta satisfa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se chama &#8216;penit\u00eancia&#8217;\u201d. (CIC \u00a71459).<\/p>\n<p>5. No Catecismo Romano do Conc\u00edlio de Trento: \u201cEscutamos sobre este ponto os Padres da Igreja. \u00c9 S\u00e3o Bernardo a nos advertir que no pecado se encontram a mancha e a ferida; a primeira \u00e9 cancelada pela divina miseric\u00f3rdia, mas para restabelecer a segunda \u00e9 indispens\u00e1vel o rem\u00e9dio da penit\u00eancia. <\/p>\n<p>Como quando se cura uma ferida e permanecem as cicatrizes, necessitadas de aten\u00e7\u00e3o e de cuidado, assim, quando na alma se tolera a culpa, permanecem ainda tra\u00e7os do pecado, necessitados de rem\u00e9dio. <\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo tinha observado que n\u00e3o \u00e9 suficiente extrair do corpo a flecha que atingiu, mas \u00e9 preciso curar a ferida que se formou. Do mesmo modo, tamb\u00e9m depois do perd\u00e3o, na alma permanece a chaga que o pecado produziu, para ser curada. <\/p>\n<p>Santo Agostinho ensina expressamente que, no sacramento da Penit\u00eancia, \u00e9 preciso distinguir a miseric\u00f3rdia divina da justi\u00e7a divina; a primeira elimina as culpas e a pena eterna merecida, a segunda inflige ao pecador as penas temporais devidas para repara\u00e7\u00e3o.\u201d (Catecismo Romano, 260)<\/p>\n<p>Sauda\u00e7\u00f5es,<br \/>Padre Angelo <\/p>\n<p>Fonte: Aleteia<br \/>Local: S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pecado fere e enfraquece o pecador, sua rela\u00e7\u00e3o com Deus e com o pr\u00f3ximo Caro Padre Angelo: Lendo o \u201cTratado do Purgat\u00f3rio\u201d, de Santa Catarina de G\u00eanova, e o relativo coment\u00e1rio na internet, deparei-me com a considera\u00e7\u00e3o de que o arrependimento e a confiss\u00e3o t\u00eam, sim, o poder de redimir a alma, mas a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-4686","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4686"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4686\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9511,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4686\/revisions\/9511"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}