{"id":4656,"date":"2014-05-28T16:42:04","date_gmt":"2014-05-28T19:42:04","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/os-papas-que-amam-os-judeus\/"},"modified":"2017-04-05T14:45:30","modified_gmt":"2017-04-05T17:45:30","slug":"os-papas-que-amam-os-judeus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/os-papas-que-amam-os-judeus\/","title":{"rendered":"Os papas que amam os judeus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Nunca a Igreja, em toda a sua hist\u00f3ria, esteve t\u00e3o pr\u00f3xima do povo semita e da religi\u00e3o de Abra\u00e3o como nas \u00faltimas d\u00e9cadas<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/papas\/papacostas.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>J\u00e1 se passaram quase 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Mas uma suposta pol\u00eamica rela\u00e7\u00e3o entre papas e nazismo parece ainda existir. Qual foi o real papel dos pont\u00edfices no per\u00edodo do nazismo e na luta contra o exterm\u00ednio do povo judeu?<\/p>\n<p>Pio XI, a senten\u00e7a do Nazismo<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1937, o papa Pio XI, Achille Ratti, escreveu a memor\u00e1vel Enc\u00edclica Mit Brennender Sorge (\u201cCom viva ansiedade\u201d), endere\u00e7ada a todos os bispos cat\u00f3licos. O pont\u00edfice encorajou os fi\u00e9is e, sobretudo, os sacerdotes alem\u00e3es a permanecerem fi\u00e9is a Cristo e \u00e0 miss\u00e3o concedida a eles, a \u201cservir \u00e0 verdade, \u00e0 verdade inteira, desmascarar e refutar o erro, qualquer que seja a sua forma e o seu disfarce\u201d. Esta Enc\u00edclica foi um ato de condena\u00e7\u00e3o do governo de Hitler, do racismo, da discrimina\u00e7\u00e3o e das persegui\u00e7\u00f5es do regime nazista. Esta corajosa Enc\u00edclica foi definida como \u201ca mais dura cr\u00edtica que a Santa S\u00e9 j\u00e1 expressou na confronta\u00e7\u00e3o contra um regime pol\u00edtico\u201d. A rea\u00e7\u00e3o de Hitler foi furiosa: a Igreja Cat\u00f3lica se opunha frente ao seu programa pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Pio XII, o sil\u00eancio e a ajuda aos judeus<\/p>\n<p>Tornou papa em mar\u00e7o de 1939. A acusa\u00e7\u00e3o que ainda hoje se eleva sobre Pio XII \u00e9 de n\u00e3o ter se exposto com for\u00e7a e de modo expl\u00edcito contra Hitler, denunciando as deporta\u00e7\u00f5es e a pol\u00edtica de exterm\u00ednio. Por tr\u00e1s do sil\u00eancio estaria escondida uma cumplicidade criminosa com o l\u00edder nazista. Aqueles que acusam o papa Pacelli ignoram diversos documentos, correspond\u00eancias e todas as estrat\u00e9gias diplom\u00e1ticas que o papa (pol\u00edtico eminente e experiente), colocou em a\u00e7\u00e3o naqueles anos dif\u00edceis, com a finalidade de proteger a popula\u00e7\u00e3o judaica.<\/p>\n<p>Hoje a Igreja reconheceu oficialmente as virtudes her\u00f3icas do papa Pacelli: ele est\u00e1 em processo de beatifica\u00e7\u00e3o. A figura do Papa Pio XII ganhou um largo consenso tamb\u00e9m fora do mundo cat\u00f3lico, demonstrando o qu\u00e3o real era a sua oposi\u00e7\u00e3o a Hitler, e o quanto s\u00e3o ideol\u00f3gicas as acusa\u00e7\u00f5es contra este papa. N\u00e3o somente estudiosos cat\u00f3licos, mas tamb\u00e9m autores de origens judaicas como Martin Gilbert, Pichas Lapide, Jeno Levai e David Dalin defenderam o papa, colocando \u00e0 luz as raz\u00f5es hist\u00f3ricas que privam qualquer valor cient\u00edfico das falsas acusa\u00e7\u00f5es feitas contra Pio XII.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o XXIII e Paulo VI, os papas do Conc\u00edlio: uma nova esta\u00e7\u00e3o de di\u00e1logo<\/p>\n<p>A partir do Conc\u00edlio Vaticano II, na Igreja Cat\u00f3lica se inaugurou um novo clima de abertura e de di\u00e1logo nos di\u00e1logos com o povo judeu, gra\u00e7as sobretudo ao impulso dado pelos pont\u00edfices italianos que guiaram o Conc\u00edlio: Jo\u00e3o XXIII e Paulo VI. O \u00faltimo assinou, em 28 de outubro de 1965, um documento fundamental que representou um momento decisivo no di\u00e1logo com as religi\u00f5es de Abra\u00e3o: a declara\u00e7\u00e3o conciliar \u201cNostra Aetate\u201d. Os padres conciliares condenaram oficialmente, em nome de toda a Igreja Cat\u00f3lica, todas as viol\u00eancias e persegui\u00e7\u00f5es contra o povo judeu por motivos de ra\u00e7a e de religi\u00e3o. Foi muito significativo que Paulo VI, seis meses depois de sua elei\u00e7\u00e3o, tenha ido a Israel (janeiro de 1964), na primeira de suas nove viagens apost\u00f3licas. Foi o primeiro pont\u00edfice a visitar a Terra Santa.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo II, do Mudo das Lamenta\u00e7\u00f5es a Auschwitz: os judeus, os irm\u00e3os mais velhos<\/p>\n<p>Foi o primeiro papa a visitar o campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz, onde, em 1979, fez homenagem as v\u00edtimas do Shoah. Em mar\u00e7o de 2000, esteve em Israel para rezar no Mudo das Lamenta\u00e7\u00f5es, pediu perd\u00e3o a Deus, em nome de toda a humanidade pelos horrores do Holocausto. <\/p>\n<p>Um outro significativo ato foi a visita de Jo\u00e3o Paulo II \u00e0 sinagoga de Roma em 13 de abril de 1986. Um momento hist\u00f3rico, no qual o pont\u00edfice se voltou ao rabino Toaff com palavras de profunda estima: \u201cvoc\u00eas s\u00e3o os nossos irm\u00e3os prediletos (\u2026), os nossos irm\u00e3os mais velhos\u201d. Foi o primeiro papa a visitar uma Sinagoga.<\/p>\n<p>Bento XVI, contra o repugnante antissemitismo<\/p>\n<p>Em maio de 2006, Bento XVI, em visita a Auschwitz, expressou palavras de profunda dor em rela\u00e7\u00e3o aos desumanos massacres nazistas: &#8220;Tomar a palavra neste lugar de horror, de ac\u00famulo de crimes contra Deus e contra o homem sem igual na hist\u00f3ria, \u00e9 quase imposs\u00edvel e \u00e9 particularmente dif\u00edcil e oprimente para um crist\u00e3o, para um Papa que prov\u00e9m da Alemanha&#8221;. Bento XVI pediu que os nomes das v\u00edtimas n\u00e3o sejam esquecidos jamais e que o massacre nazista nunca seja menosprezado ou negado. Em 2009, a sua cordialidade para com o povo judeu o conduziu a uma visita apost\u00f3lica a Israel, onde novamente condenou o \u201crepugnante antissemitismo\u201d.<\/p>\n<p>Francisco, uma amizade sincera com a comunidade judaica<\/p>\n<p>Ap\u00f3s sua elei\u00e7\u00e3o em 2013, a revista Forward, voz oficial da cultura judaica na Am\u00e9rica, colocou o novo Papa Francisco na lista dos 50 judeus do ano; uma novidade &#8211; sendo cat\u00f3lico &#8211; que testemunha as \u00f3timas rela\u00e7\u00f5es que existem entre o papa e o povo judeu.<\/p>\n<p>Nos primeiros meses de pontificado, Francisco recebeu em audi\u00eancia privada a comunidade judaica de Roma. Encontrou tamb\u00e9m uma delega\u00e7\u00e3o de cinquenta judeus norte-americanos representantes da prestigiosa American Jewish Committee. E recentemente, em sua viagem \u00e0 Terra Santa, encontrou-se n\u00e3o apenas com os cat\u00f3licos, mas com judeus e tamb\u00e9m os mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>Nunca a Igreja, em toda a hist\u00f3ria, esteve t\u00e3o pr\u00f3xima do povo semita e da religi\u00e3o de Abra\u00e3o como nestas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Testemunha tamb\u00e9m Albert Einsten em ume entrevista em 1940: \u201cSomente a Igreja se levantou para bloquear a estrada para as campanhas de Hitler para suprimir a verdade. Antes eu n\u00e3o havia tido nenhum interesse particular pela Igreja, mas agora sinto em rela\u00e7\u00e3o a ela muito carinho e admira\u00e7\u00e3o, porque a Igreja sozinha teve a coragem e a obstina\u00e7\u00e3o para sustentar a verdade intelectual e a liberdade moral\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Aleteia<br \/>Local: S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca a Igreja, em toda a sua hist\u00f3ria, esteve t\u00e3o pr\u00f3xima do povo semita e da religi\u00e3o de Abra\u00e3o como nas \u00faltimas d\u00e9cadas J\u00e1 se passaram quase 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Mas uma suposta pol\u00eamica rela\u00e7\u00e3o entre papas e nazismo parece ainda existir. Qual foi o real papel dos pont\u00edfices no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-4656","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4656","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4656"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4656\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9541,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4656\/revisions\/9541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4656"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}