{"id":46446,"date":"2019-01-14T15:32:07","date_gmt":"2019-01-14T17:32:07","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=46446"},"modified":"2019-01-18T15:33:27","modified_gmt":"2019-01-18T17:33:27","slug":"a-manifestacao-da-gloria-de-jesus-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-manifestacao-da-gloria-de-jesus-2\/","title":{"rendered":"A manifesta\u00e7\u00e3o da gl\u00f3ria de Jesus!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Depois das alegrias do tempo do Natal em que Deus se fez homem e veio habitar entre n\u00f3s, pela sua Encarna\u00e7\u00e3o, celebramos a Sagrada Fam\u00edlia, pedindo que nossas fam\u00edlias seguissem o modelo da santidade familiar de Jesus, Maria e Jose. Iniciamos o ano com a celebra\u00e7\u00e3o de Santa Maria, M\u00e3e de Deus, e o dia mundial da paz em que o Romano Pont\u00edfice nos convida a vivermos a paz \u00e0 partir da honestidade pol\u00edtica. Celebramos a manifesta\u00e7\u00e3o de Jesus, com a sua epifania, em que o ouro, o incenso e a mirra nos lembram que nas dimens\u00f5es da realeza, da divindade e do sofrimento de Cristo n\u00f3s caminharemos o ano da gra\u00e7a de 2019 com o Senhor, porque somente a Ele seja dada a honra, a gl\u00f3ria e o poder. Neste segundo domingo de janeiro celebramos a Solenidade do Batismo do Senhor. O Papa Francisco, no \u00e2ngelus, disse que a gra\u00e7a do Batismo recebido ela \u00e9 enriquecida com a educa\u00e7\u00e3o religiosa que os pais devem oferecer aos seus filhos antes da Catequese. Agora, ao iniciarmos, o tempo comum, deste ano dedicado ao estudo do Evangelho de S\u00e3o Lucas. No Tempo Comum, que varia de 33 a 34 semanas, contemplemos o mist\u00e9rio da vida do Senhor Jesus e somos transformados por sua gl\u00f3ria que se manifesta em n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liturgia de hoje apresenta a imagem do casamento como imagem que exprime de forma privilegiada a rela\u00e7\u00e3o de amor que Deus (o marido) estabeleceu com o seu Povo (a esposa). A quest\u00e3o fundamental \u00e9, portanto, a revela\u00e7\u00e3o do amor de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira leitura(cf. Is 62,1-5) define o amor de Deus como um amor inquebr\u00e1vel e eterno, que continuamente renova a rela\u00e7\u00e3o e transforma a esposa, sejam quais forem as suas falhas passadas. Nesse amor nunca desmentido, reside a alegria de Deus. \u201cComo um jovem que se casa com uma jovem, assim teu criador se casar\u00e1 contigo\u201d(Is 62,5). Ciente desta promessa, esta \u201cjovem\u201d \u2013 tanto o povo eleito, quanto o mundo gentio \u2013 devia conservar seu vinho para o banquete nupcial, devia se preservar em esperan\u00e7a virginal. Mas n\u00e3o foi assim \u2013 nem para Israel e nem para os gentios. A humanidade devia ter permanecido \u201cum jardim fechado, uma fonte lacrada\u201d(Ct 4,12), aguardando a chegada do noivo, e n\u00e3o desperdi\u00e7ando seus frutos. Mas judeus e pag\u00e3os n\u00e3o resistiram \u00e0s sedu\u00e7\u00f5es da idolatria, e ofereceram a outros \u201cdeuses\u201d o vinho que pertencia ao seu leg\u00edtimo marido. E o resultado? Quando Deus, na pessoa de seu Filho, veio para a festa, para o seu pr\u00f3prio casamento, o vinho que sobrava era pouco e n\u00e3o da melhor qualidade; al\u00e9m disso, contaminado por usos indevidos ao longo dos s\u00e9culos. A tradi\u00e7\u00e3o dos Santos Padres da Igreja ensina que n\u00e3o era em primeiro lugar para um casamento de dois camponeses que Jesus veio, mas para o seu pr\u00f3prio casamento, o do Filho de Deus com a casa de Israel. Por isso a m\u00e3e de Jesus est\u00e1 desolada. O pr\u00f3prio noivo ter\u00e1 que providenciar o vinho que estava a encardo da noiva: o vinho bom, o vinho que alegra o cora\u00e7\u00e3o daqueles que o bebem um vinho que restaura a inoc\u00eancia \u00e0 noiva desviada. Jesus entende tudo isso na sugest\u00e3o dedicada de sua M\u00e3e, Maria. Ent\u00e3o \u00e9 quando ele consente a fazer todo o necess\u00e1rio para plenamente realizar o plano primordial. N\u00e3o \u00e9 por nada que na cidade de Can\u00e1, nas bodas, constitui o \u201cin\u00edcio dos seus sinais\u201d, a primeira \u201cmanifesta\u00e7\u00e3o de sua gl\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho(cf. Jo 2,1-11) apresenta, no contexto de um casamento (cen\u00e1rio da \u201calian\u00e7a\u201d), um \u201csinal\u201d que aponta para o essencial do \u201cprograma\u201d de Jesus: apresentar aos homens o Pai que os ama, e que com o seu amor os convoca para a alegria e a felicidade plenas. Quando Nossa Senhora apela para Jesus, seu amado filho, para que socorra os noivos de Can\u00e1, a fim de que a falta de vinho n\u00e3o transforme a festa de casamento em uma humilha\u00e7\u00e3o para os jovens noivos, Jesus resiste, insistindo que a sua hora ainda n\u00e3o chegou. Mesmo assim, a interven\u00e7\u00e3o da Virgem Maria leva seu filho, Jesus, a revelar a finalidade de sua \u201chora\u201d, a manifestar o que ser\u00e1 o fruto desta hora. Deus criou os homens e as mulheres para participarem de um casamento, n\u00e3o como \u201cestrangeiros e h\u00f3spedes\u201d(Ef 2,19), mas como sua amada esposa. Quantas ocasi\u00f5es os profetas empregavam esta imagem para descrever o plano benevolente que Deus tinha concebido para a humanidade desde a cria\u00e7\u00e3o do mundo? O pedido da Virgem coloca-se no interior do des\u00edgnio divino de salva\u00e7\u00e3o. No primeiro sinal operado por Jesus os Padres da Igreja divisaram uma forte dimens\u00e3o simb\u00f3lica, acolhendo, na transforma\u00e7\u00e3o da \u00e1gua em vinho, o an\u00fancio da passagem da antiga \u00e0 nova Alian\u00e7a. Em Can\u00e1 precisamente a \u00e1gua das jarras, destinada \u00e0 purifica\u00e7\u00e3o dos Judeus e ao cumprimento das prescri\u00e7\u00f5es legais (cf. Mc. 7, 1-15), torna-se o vinho novo do banquete nupcial, s\u00edmbolo da uni\u00e3o definitiva entre Deus e a humanidade. O contexto de um banquete de n\u00fapcias, escolhido por Jesus para o Seu primeiro milagre, remete ao simbolismo matrimonial, freq\u00fcente no Antigo Testamento para indicar a Alian\u00e7a entre Deus e o Seu povo e no Novo Testamento para significar a uni\u00e3o de Cristo com a Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda leitura(cf. 1Cor 12,4-11) fala dos \u201ccarismas\u201d \u2013 dons, atrav\u00e9s dos quais continua a manifestar-se o amor de Deus. Como sinais do amor de Deus, eles destinam-se ao bem de todos; n\u00e3o podem servir para uso exclusivo de alguns, mas t\u00eam de ser postos ao servi\u00e7o de todos com simplicidade. E enquanto aguardamos a manifesta\u00e7\u00e3o de Nosso Senhor Jesus Cristo, precisamos dos dons do Esp\u00edrito para a nossa transforma\u00e7\u00e3o pessoal. A noiva precisa estar preparada para quando o esposo chegar. A noiva \u00e9 a Igreja, a noiva somos n\u00f3s, reunidos hoje. A noiva n\u00e3o \u00e9 uma pessoa, a noiva \u00e9 um corpo. A noiva somos n\u00f3s que fomos trazidos da rua para a sala do banquete. Deus foi nos buscar nas encruzilhadas da vida e nos trouxe para a sala do banquete da festa do seu Filho que est\u00e1 para chegar. Somos a noiva aguardando o esposo. \u00c9 essencial que na comunidade crist\u00e3 se manifeste, apesar da diversidade de membros e de carismas, o amor que une o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois das alegrias do tempo do Natal em que Deus se fez homem e veio habitar entre n\u00f3s, pela sua Encarna\u00e7\u00e3o, celebramos a Sagrada Fam\u00edlia, pedindo que nossas fam\u00edlias seguissem o modelo da santidade familiar de Jesus, Maria e Jose. Iniciamos o ano com a celebra\u00e7\u00e3o de Santa Maria, M\u00e3e de Deus, e o dia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-46446","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46446","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46446"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46446\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46447,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46446\/revisions\/46447"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}