{"id":4621,"date":"2014-05-20T14:06:23","date_gmt":"2014-05-20T17:06:23","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/4-coisas-que-e-melhor-nao-dizer-a-quem-esta-sofrendo\/"},"modified":"2017-04-05T15:09:14","modified_gmt":"2017-04-05T18:09:14","slug":"4-coisas-que-e-melhor-nao-dizer-a-quem-esta-sofrendo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/4-coisas-que-e-melhor-nao-dizer-a-quem-esta-sofrendo\/","title":{"rendered":"4 coisas que \u00e9 melhor n\u00e3o dizer a quem est\u00e1 sofrendo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu instinto de ajudar, provavelmente, est\u00e1 errado<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/mulhervidro.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Se voc\u00ea \u00e9 como a maioria das pessoas, vai ser dif\u00edcil saber o que fazer quando um amigo seu estiver sofrendo. E, para o seu amigo, provavelmente, vai ser dif\u00edcil saber o que fazer com o sofrimento.<\/p>\n<p>Este sofrimento pode ser a morte de um parente ou de um amigo, a perda do emprego, o fim do namoro ou apenas a sensa\u00e7\u00e3o de que o universo esqueceu o calcanhar enfiado na sua cara j\u00e1 faz um bom tempo.<\/p>\n<p>Muitas vezes, voc\u00ea apela para os clich\u00eas de sempre e os repete para si mesmo, tentando se animar ou convencer o universo a deix\u00e1-lo em paz. E os repete para os amigos, tentando fazer o mesmo por eles. \u00c0s vezes, os clich\u00eas s\u00e3o coisas em que poder\u00edamos mesmo pensar, mas, muitas outras vezes, s\u00e3o apenas dispositivos para tentarmos fugir do que est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n<p>Acabei de ler um novo livro, \u201cInvitation to Tears\u201d [Convite \u00e0s L\u00e1grimas], de Jonalyn Fincher e Aubrie Hills. Jonalyn e Aubrie d\u00e3o uma olhada agrad\u00e1vel e diferente para a dor. Eles sugerem que aprender a experiment\u00e1-la \u00e9 valioso: \u00e9 um valor que a nossa cultura tem negligenciado e que n\u00f3s fomos desaprendendo.<\/p>\n<p>Acontece que lidar com o sofrimento e ajudar um amigo a fazer o mesmo, de acordo com os autores, implica evitar dizer coisas como estas:<\/p>\n<p><strong>1) Platitudes<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Pelo menos ela n\u00e3o est\u00e1 mais sofrendo&#8221;&#8230; &#8220;Ele est\u00e1 com Jesus&#8221;&#8230; &#8220;Tudo isso acontece por uma raz\u00e3o&#8221;&#8230;<\/p>\n<p>&#8220;N\u00c3O \u00e9 por isso que eu estou chorando!&#8221;, retrucou Jonalyn, ap\u00f3s a morte da sogra. Essas platitudes podem ser particularmente ruins dentro da Igreja, um lugar para onde, sup\u00f5e-se, as pessoas trazem os seus sofrimentos mais profundos em busca de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Dentro das muralhas de consola\u00e7\u00e3o da Igreja, n\u00f3s fomos nos despojando, infelizmente, da linguagem da perda. O que Davi e os salmistas falavam fluentemente, n\u00f3s desaprendemos. N\u00e3o sabemos mais como nos sentar do lado de algu\u00e9m que sofre sem tentar \u201carrumar\u201d as coisas de forma boba.<\/p>\n<p>Os autores nos sugerem reaprender a linguagem do sofrimento e, numa sacada sensacional, incluem listas inteiras de poemas, livros e filmes que giram em torno da tristeza e do luto; coisas que podem nos ajudar a reaprender essa linguagem.<\/p>\n<p><strong>2) \u201cConsidere tudo como um tipo de alegria\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Os crist\u00e3os ouvem muito isso. Certamente, algumas pessoas simplesmente precisam parar de reclamar e se lembrar de que n\u00f3s \u00e9 que fazemos parte da hist\u00f3ria de Deus, e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Mas, diante da dor real, isso pode se tornar um mecanismo para fugirmos da culpa, especialmente quando dizemos isso para n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>A vida \u00e9 dura e \u00e9 preciso encarar isso para enfrentar a dor. Os autores sugerem que ceder \u00e0 dor \u00e9, de certa forma, saud\u00e1vel e importante.<\/p>\n<p>Estar de luto significa fazer menos coisas exteriormente, para ter tempo de desabafar, escrever, fazer longas caminhadas, chorar, olhar para o espa\u00e7o e pensar. Adotar, enfim, a pr\u00e1tica nada ocidental de fazer menos para aprender mais. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que n\u00e3o temos tempo para isso, em nossas sociedades aceleradas. O luto n\u00e3o \u00e9 seguro nem eficiente para a nossa mentalidade focada em fazer coisas. Mas pode nos tornar mais humanos.<\/p>\n<p><strong>3) \u201cSer\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 hora de voc\u00ea dar uma virada na vida?\u201d<\/strong><\/p>\n<p>De vez em quando, algu\u00e9m de fato precisa ouvir isso. Mas os autores do livro contrastam essa possibilidade com a tradi\u00e7\u00e3o judaica da shiv\u00e1, em que toda a comunidade se une em torno da pessoa que sofre para gui\u00e1-la no seu sofrimento. A comunidade age como um capit\u00e3o, tra\u00e7ando um curso para o luto. Os autores sugerem que, para as pessoas que buscam conforto em meio \u00e0 dor, algu\u00e9m deve orient\u00e1-las com base na sua pr\u00f3pria experi\u00eancia de sofrimento, em vez de sugerir, justamente nessa hora, que ela \u201cd\u00ea uma virada na vida\u201d. <\/p>\n<p>Eles tamb\u00e9m observam, com ecos de T.S. Eliot, que a mem\u00f3ria faz parte da dor, mas tamb\u00e9m do movimento para superar a dor. Quando os seus amigos est\u00e3o perto de voc\u00ea no seu sofrimento, voc\u00ea os v\u00ea enfrentando ao seu lado uma prova\u00e7\u00e3o. Isso constr\u00f3i mem\u00f3rias que podem ajud\u00e1-lo no futuro.<\/p>\n<p><strong>4) \u201cDeus tem alguma coisa para ensinar a voc\u00ea\u201d<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 claro que Deus sempre tem algo para nos ensinar. Mas o sofrimento \u00e9 mais complicado que isso.<\/p>\n<p>Na Sagrada Escritura, vemos que o sofrimento n\u00e3o aflige apenas o culpado, mas tamb\u00e9m o inocente. O cordeiro sacrificial demonstra ritualmente, todo ano, que os inocentes tamb\u00e9m sofrem pelos pecados dos culpados. A dor nem sempre \u00e9 resultado de um desagrado de Deus.<\/p>\n<p>Jonalyn e Aubrie oferecem uma abordagem que, de certa forma, incorpora a dor ao que voc\u00ea \u00e9. No mundo real, que \u00e9 um mundo ca\u00eddo, a vida \u00e0s vezes \u00e9 terr\u00edvel e n\u00e3o parece haver raz\u00e3o nenhuma para que ela seja assim. \u00c9 muito t\u00edpico dos ocidentais tentar ignorar isto e querer explicar tudo de alguma forma. Os autores sugerem, no entanto, que, ao experimentarmos o sofrimento, se nos dermos ao trabalho de reaprend\u00ea-lo como comunidade, ele n\u00e3o apenas \u00e9 suport\u00e1vel, como tamb\u00e9m \u00e9 uma parte crucial e bela daquilo que nos torna humanos. <\/p>\n<p>Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seu instinto de ajudar, provavelmente, est\u00e1 errado Se voc\u00ea \u00e9 como a maioria das pessoas, vai ser dif\u00edcil saber o que fazer quando um amigo seu estiver sofrendo. E, para o seu amigo, provavelmente, vai ser dif\u00edcil saber o que fazer com o sofrimento. 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