{"id":4620,"date":"2014-05-20T14:00:56","date_gmt":"2014-05-20T17:00:56","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sobre-a-felicidade-por-pierre-teilhard-de-chardin\/"},"modified":"2017-04-05T15:10:57","modified_gmt":"2017-04-05T18:10:57","slug":"sobre-a-felicidade-por-pierre-teilhard-de-chardin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sobre-a-felicidade-por-pierre-teilhard-de-chardin\/","title":{"rendered":"Sobre a felicidade, por Pierre Teilhard de Chardin"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Segundo o jesu\u00edta a felicidade do homem est\u00e1 inscrita na vida do mundo e se harmoniza na sabedoria e no ritmo da cria\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/criancasfelizes.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Segundo o jesu\u00edta Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955), ge\u00f3logo e paleont\u00f3logo, a felicidade do homem est\u00e1 inscrita na vida do mundo e se harmoniza na sabedoria e no ritmo da cria\u00e7\u00e3o. A felicidade plena pode ser vivida atrav\u00e9s da criatividade, do amor e da adora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1942, quando Teilhard de Chardin era exilado no Oriente, escreveu uma medita\u00e7\u00e3o sobre a felicidade, traduzida em italiano pela primeira vez em 1970 no volume: \u201cO Jesu\u00edta proibido &#8211; Vida e Obra de Pierre Teilhard de Chardin\u201d, Giancarlo Vigorelli, 1970.<\/p>\n<p>Os homens, segundo o jesu\u00edta, dividem-se em tr\u00eas grupos que partem para escalar uma montanha\u2026<\/p>\n<p>\u201cAlguns n\u00e3o est\u00e3o irritados pela partida. O sol brilha, a vista \u00e9 bela. Mas para que subir mais alto? N\u00e3o \u00e9 melhor aproveitar a montanha onde nos encontramos, em meio aos prados e no bosque? E se deitam sobre a grama, ou exploram ao redor, esperando a hora do piquenique. Os \u00faltimos, enfim, os verdadeiros alpinistas, n\u00e3o tiram os olhos dos picos que decidiram subir. E seguem adiante.<\/p>\n<p>Os cansados, os brincalh\u00f5es, os fervorosos. Tr\u00eas tipos de Homem, que cada um de n\u00f3s traz em semente no profundo de si mesmo, e entre os quais, desde sempre, divide-se a humanidade que nos circunda.<\/p>\n<p>Os cansados (ou os pessimistas), para come\u00e7ar<\/p>\n<p>Para esta categoria de homens, existir \u00e9 um erro, ou um falimento. Somos mal comprometidos, e por consequ\u00eancia se trata de abandonar o jogo o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Levado ao extremo e colocado em uma doutrina s\u00e1bia, esta atitude resulta da sabedoria hindu, pela qual o Universo \u00e9 uma ilus\u00e3o e uma cadeia. Mas de modo mais amortecido e comum, a mesma disposi\u00e7\u00e3o se encontra e se revela em um mar de julgamentos pr\u00e1ticos que bem conheceis. \u2018Que sentido tem buscar? Por que n\u00e3o deixam os selvagens seu mundo selvagem e os ignorantes a ignor\u00e2ncia? O que quer dizer a Ci\u00eancia? N\u00e3o se est\u00e1 melhor deitado que em p\u00e9? Mortos, ao inv\u00e9s de mentir?\u2019 Tudo isso significa, ao menos implicitamente, que \u00e9 prefer\u00edvel ser menos que mais; melhor ainda, n\u00e3o ser absoluto.<\/p>\n<p>Os brincalh\u00f5es (ou os foli\u00f5es)<\/p>\n<p>Para estes homens da segunda esp\u00e9cie, \u00e9 melhor ser que n\u00e3o ser. Mas, estejamos atentos, \u201cser\u201d tem um sentido todo particular. Ser, viver, para os disc\u00edpulos desta escola, n\u00e3o \u00e9 agir, mas curtir o presente. Curtir cada momento e casa coisa zelosamente, sem perder nada, e sobretudo sem se preocupar em mudar atitude: nisto consiste a sabedoria. N\u00e3o se arrisca nada pelo futuro, a menos que para um excesso de refinamento. N\u00e3o se envenena apreciando o risco pelo risco, para provar o prazer de ousar ou sentir a emo\u00e7\u00e3o do medo.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 para n\u00f3s, de uma forma simplificada, o antigo hedonismo pag\u00e3o de Epicuro. E n\u00e3o muito tempo atr\u00e1s, nos c\u00edrculos liter\u00e1rios, esta era a mesma tend\u00eancia de Paul Morand, ou de um Montherrant, ou mais sutil, de um Gide, pelo qual o ideal da vida \u00e9 beber sem nunca acabar com a pr\u00f3pria sede. N\u00e3o para retomar a forma, mas para estar pronto a curvar-se mais e rapidamente sobre qualquer nova fonte. <\/p>\n<p>Os fervorosos<\/p>\n<p>Aqui me refiro \u00e0queles pelos quais a vida \u00e9 uma subida e uma descoberta. Para os homens que formam esta terceira categoria n\u00e3o somente \u00e9 melhor ser que n\u00e3o ser, mas \u00e9 sempre a possibilidade &#8211; e \u00e9 a \u00fanica que interessa &#8211; de se tornar alguma coisa a mais. Para estes conquistadores apaixonados de aventura, o ser \u00e9 inesgot\u00e1vel &#8211; n\u00e3o \u00e0 maneira de Gide, como uma j\u00f3ia de mil facetas, que se pode girar em todos os versos sem nunca se cansar, mas como um fogo de calor e de luz, ao qual \u00e9 poss\u00edvel aproximar-se sempre mais. Pode-se importunar estes homens, trat\u00e1-los de ing\u00eanuos ou ach\u00e1-los chatos. Mas depois de tudo s\u00e3o eles que nos fizeram e que preparam a Terra do Amanh\u00e3. <\/p>\n<p>Pessimismo, e volta ao passado, curti\u00e7\u00e3o do presente, impulso para o futuro. Tr\u00eas atitudes fundamentais frente \u00e0 Vida.<\/p>\n<p>A partir disso, inevitavelmente, ao centro mesmo do nosso problema, eis tr\u00eas formas contrastantes de felicidade:<\/p>\n<p>1) <strong>Felicidade<\/strong> de tranquilidade. Nenhum t\u00e9dio, nenhum risco, nenhum esfor\u00e7o diminui os contatos, limitamos na necessidade, reentramos na nossa concha. O homem feliz \u00e9 aquele que pensar\u00e1, sentir\u00e1 e desejar\u00e1 menos.<\/p>\n<p>2)<strong> Felicidade<\/strong> de prazer, prazer im\u00f3vel, ou mais ainda, prazer continuamente renovado. O prop\u00f3sito da vida n\u00e3o \u00e9 agir e criar, mas aproveitar. Ainda menos esfor\u00e7o, portanto, ou aquele tanto necess\u00e1rio para tomar a ta\u00e7a de liquor. Relaxar o m\u00e1ximo poss\u00edvel, como a folha no raio de sol, mudar de posi\u00e7\u00e3o a cada instante para sentir mais: eis a receita da felicidade. O homem feliz \u00e9 aquele que sabe sentir o instante que tem entre as m\u00e3os no mundo mais completo.<\/p>\n<p>3) <strong>Felicidade <\/strong>de crescimento ou de desenvolvimento. Para este terceiro ponto de vista, a felicidade n\u00e3o existe nem tem valor por si mesma, n\u00e3o \u00e9 outro que o sinal, o efeito e a recompensa da a\u00e7\u00e3o guiada. \u2018Um subproduto do esfor\u00e7o\u2019, dizia Aldous Huxley. N\u00e3o basta, como sugere o moderno hedonismo, renovar-se em um modo qualquer para ser feliz. Nenhuma mudan\u00e7a santifica, torna feliz, ao menos que n\u00e3o se haja avan\u00e7ando e em sa\u00edda.<\/p>\n<p>O homem feliz \u00e9 aquele que, sem buscar diretamente a felicidade, encontra inevitavelmente a alegria no ato de alcan\u00e7ar a plenitude e o ponto extremo de si mesmo, para adiante\u201d. <\/p>\n<p>Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o jesu\u00edta a felicidade do homem est\u00e1 inscrita na vida do mundo e se harmoniza na sabedoria e no ritmo da cria\u00e7\u00e3o Segundo o jesu\u00edta Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955), ge\u00f3logo e paleont\u00f3logo, a felicidade do homem est\u00e1 inscrita na vida do mundo e se harmoniza na sabedoria e no ritmo da cria\u00e7\u00e3o. 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