{"id":46113,"date":"2018-12-14T08:00:44","date_gmt":"2018-12-14T10:00:44","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=46113"},"modified":"2018-12-12T15:54:05","modified_gmt":"2018-12-12T17:54:05","slug":"diaconos-permanentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/diaconos-permanentes\/","title":{"rendered":"Di\u00e1conos Permanentes"},"content":{"rendered":"<p>Na v\u00e9spera do Domingo Gaudete teremos a oportunidade de ordenar em nossa Catedral Metropolitana 11 novos di\u00e1conos permanentes. Homens casados que se foram chamados por Deus para exercerem tamb\u00e9m essa miss\u00e3o com a devida permiss\u00e3o de suas esposas. \u00c9 um belo momento na Igreja ao ver a diversidade de voca\u00e7\u00f5es e a disponibilidade de tantas pessoas que se colocam a servi\u00e7o do povo de Deus.<\/p>\n<p>Na Igreja primitiva a palavra di\u00e1cono e suas varia\u00e7\u00f5es eram utilizadas em sentido amplo. Mas, em alguns textos b\u00edblicos, encontramos o substantivo \u201cdi\u00e1cono\u201d sendo empregado para nomear um tipo de of\u00edcio existente na Igreja, a que S\u00e3o Paulo chamou de diaconato e que primavam pelo servi\u00e7o aos necessitados.<\/p>\n<p>Encontramos nos Atos dos Ap\u00f3stolos (6,1-7), no alvorecer da comunidade primitiva a descri\u00e7\u00e3o da escolha desses homens. Nesse texto \u00e9 apresentada a elei\u00e7\u00e3o de sete homens que deveriam \u201cservir as mesas\u201d, enquanto os ap\u00f3stolos ficariam com a responsabilidade de orar e ministrar a Palavra. Para esse servi\u00e7o eles deveriam \u201cter boa reputa\u00e7\u00e3o e serem cheios do Esp\u00edrito Santo e sabedoria\u201d (v.3). Os escolhidos para esse importante trabalho foram: Est\u00eav\u00e3o, Filipe, Pr\u00f3coro, Nicanor, Tim\u00e3o, P\u00e1rmenas e Nicolau.<\/p>\n<p>Tempos depois dessa elei\u00e7\u00e3o, o ap\u00f3stolo Paulo escreve uma carta aos Filipenses e sa\u00fada os santos e tamb\u00e9m os bispos e di\u00e1conos (Fl 1,1). Isso nos faz saber que nessa \u00e9poca j\u00e1 existia o diaconato. O ap\u00f3stolo tamb\u00e9m escreve a Tim\u00f3teo, pastor da igreja em \u00c9feso, a respeito dos requisitos necess\u00e1rios para os que desejavam se candidatar ao diaconato (1 Tm 3,8-13). Vemos assim uma pr\u00e1tica da Igreja primitiva.<\/p>\n<p>A palavra \u201cdi\u00e1cono\u201d e suas deriva\u00e7\u00f5es v\u00eam do voc\u00e1bulo grego <em>diakonos,<\/em> voc\u00e1bulo esse que era empregado para designar ou significar servos, assistentes ou serventes, que prestavam os mais variados servi\u00e7os.<\/p>\n<p>O que Jesus quis dizer \u00e9: Aquele que \u00e9 maior demonstre-o, tornando-se servo (di\u00e1cono) dos cultos. De igual modo podemos substituir, nesse exemplo, o voc\u00e1bulo \u201cservo\u201d por \u201cdi\u00e1cono\u201d.<\/p>\n<p>Nas cartas a Tim\u00f3teo e aos Filipenses o termo di\u00e1cono e suas outras formas aparecem dando-nos a entender a exist\u00eancia do of\u00edcio diaconal, pois nos fala detalhadamente sobre pessoas escolhidas criteriosamente para exercerem o diaconato ou o chamado of\u00edcio de di\u00e1cono (Fl 1,1 e 1Tm 3,8-13).<\/p>\n<p>O di\u00e1cono \u00e9 tamb\u00e9m algu\u00e9m que se coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Igreja como servo desta, para servi-la e que tamb\u00e9m presta servi\u00e7os diretos a minist\u00e9rios de Deus, ou minist\u00e9rios da igreja (Rm 16,1-2).<\/p>\n<p>Na vida profissional, como no ambiente de trabalho, o di\u00e1cono deve ser testemunha do Ressuscitado, como nos advertiu o Papa Bento XVI: \u201cMuitos de v\u00f3s desempenhais uma atividade de trabalho nos escrit\u00f3rios, nos hospitais e nas escolas: em tais ambientes, sois chamados a ser servidores da Verdade. Anunciando o Evangelho, podereis transmitir a Palavra capaz de iluminar e dar significado ao trabalho do homem, ao sofrimento dos doentes, e ajudareis as novas gera\u00e7\u00f5es a descobrir a beleza da f\u00e9 crist\u00e3. Deste modo, sereis Di\u00e1conos da Verdade que liberta, enquanto conduzireis os habitantes desta cidade rumo ao encontro com Jesus Cristo. Acolher o Redentor na pr\u00f3pria vida constitui, para o homem, uma fonte de profunda alegria, um j\u00fabilo que pode infundir a paz at\u00e9 nos momentos de prova\u00e7\u00e3o. Por conseguinte, sede servidores da Verdade para vos tornardes portadores da alegria que Deus deseja transmitir a cada um dos homens\u201d. (<a href=\"https:\/\/w2.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt\/speeches\/2006\/february\/documents\/hf_ben-xvi_spe_20060218_deacons-rome.html\">https:\/\/w2.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt\/speeches\/2006\/february\/documents\/hf_ben-xvi_spe_20060218_deacons-rome.html<\/a>, \u00faltimo acesso em 07 de dezembro de 2018.<\/p>\n<p>Os di\u00e1conos permanentes n\u00e3o podem esquecer de unir a vida pastoral com a caridade pastoral, o que \u00e9 pr\u00f3prio de seu minist\u00e9rio: \u201cjustamente estais empenhados em viver de modo insepar\u00e1vel o servi\u00e7o lit\u00fargico com o da caridade nas suas express\u00f5es concretas. Isto torna evidente que o sinal do amor evang\u00e9lico n\u00e3o \u00e9 redut\u00edvel a categorias puramente de solidariedade, mas se p\u00f5e como coerente consequ\u00eancia do mist\u00e9rio eucar\u00edstico. Em virtude do v\u00ednculo sacramental, que vos une aos Bispos e aos Presb\u00edteros, viveis plenamente a\u00a0<em>communio<\/em>\u00a0eclesial. A fraternidade diaconal na vossa Diocese, embora n\u00e3o constitua uma realidade estrutural an\u00e1loga \u00e0 dos Presb\u00edteros, leva-vos a compartilhar a solicitude dos Pastores. Da identidade diaconal brotam com clareza todos os elementos da vossa espiritualidade espec\u00edfica, que se apresenta essencialmente como espiritualidade de servi\u00e7o.\u201d (<a href=\"https:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/speeches\/2000\/jan-mar\/documents\/hf_jp-ii_spe_20000219_jubilee-deacons.html\">https:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/speeches\/2000\/jan-mar\/documents\/hf_jp-ii_spe_20000219_jubilee-deacons.html<\/a>, \u00faltimo acesso em 07 de dezembro de 2018)<\/p>\n<p>O di\u00e1cono \u00e9 uma pessoa que se coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de Deus no minist\u00e9rio em favor dos homens (mais claramente ministrador do evangelho). Os di\u00e1conos permanentes devem ter uma presen\u00e7a destacada em favor da caridade e da evangeliza\u00e7\u00e3o em nossa cidade, amando os pobres, acolhendo as suas necessidades e levando a gra\u00e7a de Deus a todos os homens e mulheres de boa vontade, particularmente os que vivem nas periferias territoriais e existenciais que mais necessitam de nosso empenho pastoral e evangelizador.<\/p>\n<p>O Papa Francisco bem nos recordou que o diaconato permanente sup\u00f5e uma oportunidade para que a Igreja possa converter-se ela mesma \u201cem sinal vis\u00edvel da diaconia de Cristo Servidor na hist\u00f3ria dos homens\u201d. Esse \u00e9 o desejo do Papa e \u00e9 o nosso desejo. Espero que todos os di\u00e1conos, j\u00e1 ordenados e os que ser\u00e3o ordenados, sejam promotores de uma \u201cconsci\u00eancia diaconal\u201d das Comunidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na v\u00e9spera do Domingo Gaudete teremos a oportunidade de ordenar em nossa Catedral Metropolitana 11 novos di\u00e1conos permanentes. 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