{"id":45990,"date":"2018-12-10T10:09:20","date_gmt":"2018-12-10T12:09:20","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=45990"},"modified":"2018-12-10T10:09:20","modified_gmt":"2018-12-10T12:09:20","slug":"papa-francisco-todos-tem-direito-de-ser-feliz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-francisco-todos-tem-direito-de-ser-feliz\/","title":{"rendered":"Papa Francisco: todos t\u00eam direito de ser feliz"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Em 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral da ONU adotava a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos. Nesta ocasi\u00e3o, repropomos algumas reflex\u00f5es do Papa Francisco sobre o tema<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>H\u00e1 uma significativa rela\u00e7\u00e3o entre a mensagem evang\u00e9lica e o reconhecimento dos direitos humanos, lidos no esp\u00edrito dos compiladores da <b>Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos<\/b>\u201d: s\u00e3o palavras do Papa Francisco no discurso ao Corpo Diplom\u00e1tico pronunciado no in\u00edcio deste ano e dedicado ao 70\u00ba anivers\u00e1rio deste importante documento aprovado pela Assembleia Geral da ONU em 19 de dezembro de 1948. O texto reconhece que a \u201cdignidade inerente a todos os membros da fam\u00edlia humana e dos seus direitos iguais e inalien\u00e1veis, constitui o fundamento da liberdade e da paz no mundo\u201d.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-45990-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/12\/10\/10\/134767900_F134767900.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/12\/10\/10\/134767900_F134767900.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/12\/10\/10\/134767900_F134767900.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2><b>Novos controversos direitos impostos pelos mais fortes<\/b><\/h2>\n<p>Hoje a realidade \u00e9 bem mais complexa com rela\u00e7\u00e3o a 70 anos atr\u00e1s. O Papa constata que \u201cao longo dos anos \u2013 sobretudo depois das agita\u00e7\u00f5es sociais de 1968 \u2013, se foi progressivamente modificando a interpreta\u00e7\u00e3o de alguns direitos, a ponto de se incluir uma multiplicidade de \u2018novos direitos\u2019, n\u00e3o raro contrapondo-se entre si. Isto nem sempre favoreceu a promo\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es amigas entre as na\u00e7\u00f5es, porque se afirmaram no\u00e7\u00f5es controversas dos direitos humanos que contrastam com a cultura de muitos pa\u00edses, que, por isso mesmo, n\u00e3o se sentem respeitados nas suas pr\u00f3prias tradi\u00e7\u00f5es socioculturais, antes veem-se transcurados nas necessidades reais que t\u00eam de enfrentar. Consequentemente pode haver o risco \u2013 de certa forma paradoxal \u2013 de que, em nome dos pr\u00f3prios direitos humanos, se venham a instaurar formas modernas de coloniza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica dos mais fortes e dos mais ricos em detrimento dos mais pobres e dos mais fracos. Ao mesmo tempo, \u00e9 bom ter presente que as tradi\u00e7\u00f5es dos diversos povos n\u00e3o podem ser invocadas como pretexto para descurar o devido respeito dos direitos fundamentais enunciados pela Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos (<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2018\/january\/documents\/papa-francesco_20180108_corpo-diplomatico.html\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">Discurso ao Corpo Diplom\u00e1tico<\/a>, 8 de janeiro de 2018)<\/p>\n<h2><b>Muitos direitos continuam a serem violados<\/b><\/h2>\n<p>Francisco afirma: \u201cSetenta anos depois, faz pena assinalar como muitos direitos fundamentais s\u00e3o violados ainda hoje. E, primeiro dentre eles, o direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade e \u00e0 inviolabilidade de cada pessoa humana. A les\u00e1-los, n\u00e3o s\u00e3o apenas a guerra ou a viol\u00eancia. No nosso tempo, h\u00e1 formas mais sutis: penso antes de mais nada nas crian\u00e7as inocentes, descartadas ainda antes de nascer; \u00e0s vezes n\u00e3o queridas, apenas porque doentes ou malformadas ou pelo ego\u00edsmo dos adultos. Penso nos idosos, tamb\u00e9m eles muitas vezes descartados, sobretudo se est\u00e3o doentes, porque considerados um peso. Penso nas mulheres, que muitas vezes sofrem viol\u00eancias e prepot\u00eancias, mesmo no seio das suas fam\u00edlias. Penso depois em todos aqueles que s\u00e3o v\u00edtimas do tr\u00e1fico de pessoas, que viola a proibi\u00e7\u00e3o de toda e qualquer forma de escravatura. Quantas pessoas, especialmente em fuga da pobreza e da guerra, acabam objeto de tal trafic\u00e2ncia perpetrada por sujeitos sem escr\u00fapulos! (<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2018\/january\/documents\/papa-francesco_20180108_corpo-diplomatico.html\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">Discurso ao Corpo Diplom\u00e1tico<\/a>, 8 de janeiro de 2018).<\/p>\n<h2><b>Vida e fome<\/b><\/h2>\n<p>Para o Papa Francisco o primeiro direito fundamental \u00e9 o da vida. A Igreja defende os direitos de cada pessoa, mas em particular sente-se chamada a defender os direitos dos mais fracos, dos que n\u00e3o podem se defender.<\/p>\n<p>\u201cHoje fala-se muito de direitos, esquecendo com muita frequ\u00eancia os deveres; talvez nos tenhamos preocupado demasiado pouco por quantos sofrem a fome. Al\u00e9m disso \u00e9 doloroso constatar que a luta contra a fome e a desnutri\u00e7\u00e3o \u00e9 obstada pela \u2018prioridade de mercado\u2019, e pela \u2018primazia do lucro\u2019, que reduziram os alimentos a uma mercadoria qualquer, sujeita a especula\u00e7\u00f5es, at\u00e9 financeiras. E quando se fala de novos direitos, o faminto est\u00e1 ali, na esquina da rua, e pede o direito de cidadania, pede para ser considerado na sua condi\u00e7\u00e3o, para receber uma alimenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica sadia. Pede-nos dignidade, n\u00e3o esmola\u201d (<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2014\/november\/documents\/papa-francesco_20141120_visita-fao.html\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">Discurso \u00e0 FAO<\/a>, 20 de novembro de 2014)<\/p>\n<h2><b>O direito de ser feliz<\/b><\/h2>\n<p>Para o Papa Francisco h\u00e1 um direito entre todos que \u00e9 uma aspira\u00e7\u00e3o comum: \u201cO ser humano \u00e9 uma criatura deste mundo, que tem direito de viver e ser feliz\u201d (<i><a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">Laudato si<\/a>\u2019<\/i>, 44). Os crist\u00e3os desejam realizar este direito \u00e0 felicidade levando a todos a alegria do Evangelho: \u201cDeus deseja a felicidade dos seus filhos tamb\u00e9m nesta terra, embora estejam chamados \u00e0 plenitude eterna, porque Ele criou todas as coisas \u2018para nosso usufruto\u2019, para que todos possam usufruir delas (\u2026) Pode ser mission\u00e1rio apenas quem se sente bem em buscar o bem do pr\u00f3ximo, quem deseja a felicidade dos outros (\u2026) Por isso se consigo ajudar uma s\u00f3 pessoa a viver melhor, isso j\u00e1 \u00e9 suficiente para justificar o dom da minha vida\u201d (<i><a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">Evangelii gaudium<\/a><\/i>, 182).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral da ONU adotava a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos. Nesta ocasi\u00e3o, repropomos algumas reflex\u00f5es do Papa Francisco sobre o tema Cidade do Vaticano H\u00e1 uma significativa rela\u00e7\u00e3o entre a mensagem evang\u00e9lica e o reconhecimento dos direitos humanos, lidos no esp\u00edrito dos compiladores da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":45991,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-45990","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45990","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45990"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45990\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45992,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45990\/revisions\/45992"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45991"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45990"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45990"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45990"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}