{"id":4559,"date":"2014-05-05T13:14:28","date_gmt":"2014-05-05T16:14:28","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/valeu-a-pena-fazer-revolucao\/"},"modified":"2017-04-05T11:45:12","modified_gmt":"2017-04-05T14:45:12","slug":"valeu-a-pena-fazer-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/valeu-a-pena-fazer-revolucao\/","title":{"rendered":"Valeu a pena fazer Revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p> O que moveu os agentes da Revolu\u00e7\u00e3o de 31 de mar\u00e7o, a intervir na sequ\u00eancia politico-hist\u00f3rica do Brasil, foi o medo de acontecer uma instala\u00e7\u00e3o de regime de governo, de cunho socialista e marxista. O medo vinha, com realismo, da ilha de Cuba. N\u00f3s como crist\u00e3os, praticamos uma inata avers\u00e3o a esses regimes ateus, porque sabemos quanto a Igreja sofreu e sofre nos pa\u00edses comunistas:\u00a0 neles h\u00e1 necessidade de praticar o culto sob os olhos vigilantes do governo; de conformar-se com leis contr\u00e1rias ao ensinamento de Jesus; de ver encarceramentos de seus l\u00edderes; de sofrer cerceamentos permanentes da liberdade. \u201dFoi para a liberdade que Cristo nos redimiu\u201d\u00a0 (Gal 5, 1). Depois de 50 anos cabe-nos perguntar se aquele golpe revolucion\u00e1rio debelou os males que pretendia evitar.<\/p>\n<p> Parece que os princ\u00edpios de Hegel, de quebrar toda a estrutura social, para ver se aparece alguma coisa melhor do que esta sociedade, ainda conta com interesse em muitas escolas. Nelas permanece como sedu\u00e7\u00e3o constante de uma \u201cnova sociedade\u201d. A id\u00e9ia de Marx de jogar um grupo contra outro, atrav\u00e9s da luta de classes, continua em alta. Mesmo que suas profecias de uni\u00e3o entre os prolet\u00e1rios n\u00e3o se tenham jamais cumprido, nem\u00a0 a imposi\u00e7\u00e3o sangrenta dos ideais comunistas tenha surtido resultados. Hoje parece que o m\u00e9todo preconizado por Gramsci, de introduzir o socialismo entre todos, por m\u00e9todos suaves mas furtivos, est\u00e1 na crista da onda. O meio \u00e9 a ideologia e a educa\u00e7\u00e3o a conta gotas, de modo que n\u00e3o se perceba a presen\u00e7a da po\u00e7\u00e3o venenosa. Assim, ficamos em d\u00favida diante das inten\u00e7\u00f5es reais do nosso poder p\u00fablico, frente \u00e0 amizade com\u00a0 regimes pol\u00edticos estrangeiros; n\u00e3o entendemos se os m\u00e9dicos trazidos de pa\u00edses socialistas, vieram para ensinar ao povo que os indiv\u00edduos devem ser pagos parcimoniosamente em favor do grande partido; se eles vieram para mostrar que n\u00e3o se precisa de fam\u00edlia; se a Comiss\u00e3o da Verdade n\u00e3o faz pesquisa seletiva;\u00a0 se a escolha de certos l\u00edderes \u00e9 para amea\u00e7ar a legitimidade da economia de mercado; se o projeto nacional de educa\u00e7\u00e3o, com sua t\u00f4nica sobre g\u00eaneros, de fato quer fazer perecer a fam\u00edlia; se o desejo de intervir nos meios de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 para estabelecer a ordem, ou \u00e9 para\u00a0 tomar conta daquilo que \u00e9 diferente. O leitor veja se o futuro da liberdade hoje est\u00e1 garantido, ou se as nuvens escuras que se aproximam s\u00e3o pren\u00fancio de tempestades. N\u00e3o nos caberia um longo caminho de educa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que moveu os agentes da Revolu\u00e7\u00e3o de 31 de mar\u00e7o, a intervir na sequ\u00eancia politico-hist\u00f3rica do Brasil, foi o medo de acontecer uma instala\u00e7\u00e3o de regime de governo, de cunho socialista e marxista. O medo vinha, com realismo, da ilha de Cuba. 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