{"id":4548,"date":"2014-04-29T16:37:13","date_gmt":"2014-04-29T19:37:13","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/quinze-anos-de-batalha\/"},"modified":"2017-04-05T11:35:56","modified_gmt":"2017-04-05T14:35:56","slug":"quinze-anos-de-batalha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/quinze-anos-de-batalha\/","title":{"rendered":"Quinze anos de batalha"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A MINHA RESPOSTA \u00c0 PERGUNTA &#8220;QUEM \u00c9 JESUS?&#8221; <\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/jesus.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Oi, Juli\u00e1n. \u201cA primeira vez que morri\u201d; foi em 1998, quando &#8211; pouco antes do nascimento minha filha foi diagnosticada com uma m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o na espinha dorsal, e os m\u00e9dicos sugeriram enfaticamente um aborto. No decorrer destes anos (agora minha filha tem quinze anos) morri outras vezes; a \u00faltima foi na sexta-feira, 24 de janeiro, quando minha filha foi internada para passar pela en\u00e9sima cirurgia, programada, mas estranhamente longa. No fim, tudo correu bem, a n\u00e3o ser por algumas complica\u00e7\u00f5es sem gravidade. Este epis\u00f3dio trouxe duas consequ\u00eancias: a primeira foi o grande testemunho que os jovens dos colegiais foram para mim no per\u00edodo de reabilita\u00e7\u00e3o, antes e depois da cirurgia. O frescor do encontro com Cristo sem preconceitos levou a uma infinidade de mensagens e encontros com minha filha. Cito apenas uma das mensagens que ela leu para mim: &#8220;N\u00e3o se preocupe, n\u00f3s rezamos por voc\u00ea e fique certa de que Jesus estar\u00e1 ao seu lado e saber\u00e1 ajud\u00e1-la e cuidar de voc\u00ea&#8221;. A segunda consequ\u00eancia diz respeito a mim, \u00e0 enorme dificuldade que tinha de enfrentar o que estava acontecendo: n\u00e3o tanto e s\u00f3 a dificuldade de um pai que v\u00ea sua filha sofrer outra vez, mas algo que vai al\u00e9m e que entra no cora\u00e7\u00e3o. Tanto que, pela primeira vez, pedi de maneira expl\u00edcita aos meus amigos para rezarem n\u00e3o s\u00f3 por minha filha, mas tamb\u00e9m por mim. Ser\u00e1 poss\u00edvel, me perguntei, que entre todas as pessoas que t\u00eam o mesmo problema de minha filha s\u00f3 ela tenha que passar por essas cirurgias? Ela n\u00e3o se ofereceu voluntariamente a Jesus! N\u00e3o disse, como qualquer grande santo: &#8220;Jesus, fa\u00e7a-me provar um pouco dos teus sofrimentos para salvar o mundo&#8221;. No entanto, Deus a preferiu e a prefere tamb\u00e9m agora. Eu n\u00e3o entendo essa &#8220;prefer\u00eancia de Deus&#8221; e provavelmente nunca a entenderei. N\u00e3o consigo agradecer a Deus pelo que aconteceu \u00e0 minha filha (n\u00e3o seria humano), mas sinto que devo agradec\u00ea-lo por essas duas consequ\u00eancias que aquele fato inicial provocou, isto, sim. Minha resposta \u00e0 pergunta &#8220;Quem \u00e9 Jesus?&#8221; \u00e9: \u00e9 uma Pessoa que, neste primeiro per\u00edodo do ano mostrou-me o Seu rosto sofredor no olhar de minha filha assim que acordou da anestesia, mas que (este ainda \u00e9 um pedido vivo) me revelar\u00e1 tamb\u00e9m o rosto bom. Adelino, Verona (It\u00e1lia)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte:<\/strong> Revista Passos<br \/><strong>Local:<\/strong> S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A MINHA RESPOSTA \u00c0 PERGUNTA &#8220;QUEM \u00c9 JESUS?&#8221; Oi, Juli\u00e1n. \u201cA primeira vez que morri\u201d; foi em 1998, quando &#8211; pouco antes do nascimento minha filha foi diagnosticada com uma m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o na espinha dorsal, e os m\u00e9dicos sugeriram enfaticamente um aborto. 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