{"id":4547,"date":"2014-04-29T13:52:10","date_gmt":"2014-04-29T16:52:10","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/conflitos-no-campo-indios-sao-maiores-vitimas\/"},"modified":"2017-04-05T11:35:16","modified_gmt":"2017-04-05T14:35:16","slug":"conflitos-no-campo-indios-sao-maiores-vitimas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/conflitos-no-campo-indios-sao-maiores-vitimas\/","title":{"rendered":"Conflitos no Campo: \u00edndios s\u00e3o maiores v\u00edtimas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/campobrasil.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>O Brasil teve um total de 1.277 conflitos no campo em 2013 \u2013 87 a menos que em 2012. 34 pessoas foram assassinadas, sendo 15 delas ind\u00edgenas. O n\u00famero de \u00edndios mortos nessa circunst\u00e2ncia \u00e9 o maior j\u00e1 registrado pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), que desde 1985 divulga esse tipo de estat\u00edstica. Os dados foram divulgados segunda-feira, 28, na sede da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>O grande palco dos conflitos continua sendo a Amaz\u00f4nia \u2013 onde est\u00e3o concentrados 20 dos 34 assassinatos e 55% dos epis\u00f3dios de viol\u00eancia de qualquer tipo contra popula\u00e7\u00f5es tradicionais.<\/p>\n<p>A maior parte dos \u00f3bitos de \u00edndios (5) ocorreu em Roraima, com Yanomamis. Em seguida, vem a Bahia (4), onde uma disputa antiga entre fazendeiros e Tupinamb\u00e1s no sul do estado obrigou o governo federal a enviar a For\u00e7a Nacional para conter a viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Mato Grosso do Sul registrou tr\u00eas mortes de guaranis. Amazonas, Par\u00e1, Paran\u00e1 tiveram uma morte de ind\u00edgena cada. As demais v\u00edtimas, um total de 19, s\u00e3o posseiros, sem-terras, trabalhadores rurais, pescadores e assentados.<\/p>\n<p>Os conflitos, segundo o relat\u00f3rio, ocorrem principalmente com madeireiros, mineradores, grileiros, al\u00e9m do pr\u00f3prio governo federal, com a instala\u00e7\u00e3o de grandes obras de infraestrutura.<\/p>\n<p>Para o Presidente da CPT, Dom Enem\u00e9sio Lazzaris, os \u00edndices, al\u00e9m de n\u00e3o mostrarem melhora da situa\u00e7\u00e3o, chamam a aten\u00e7\u00e3o para falhas observadas no Executivo e no Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cSe a gente pode dizer alguma coisa, \u00e9 que a partir da reforma agr\u00e1ria fraca, que funcionou pouco nesses \u00faltimos anos, o campo de certo modo foi abandonado. Investem-se bilh\u00f5es e bilh\u00f5es no agroneg\u00f3cio e pouco dinheiro na agricultura familiar\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O bispo de Balsas, no Maranh\u00e3o, tamb\u00e9m criticou a morosidade nos julgamentos dos respons\u00e1veis pelos crimes cometidos no campo. \u201cA impunidade provoca mais viol\u00eancia, mais crimes e conflitos. Pune-se os pequenos, o lavrador, os pequenos infratores, o executor. Mas o mandante, o chef\u00e3o, n\u00e3o aparece nunca\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>J\u00e1 Cleber Buzzato, secret\u00e1rio-executivo do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (CIMI), confirma que o n\u00e3o prosseguimento das demarca\u00e7\u00f5es de terras para os \u00edndios \u00e9 um dos motivos, mas ressalta que a realiza\u00e7\u00e3o de discursos inflamat\u00f3rios que incitam a viol\u00eancia contra as popula\u00e7\u00f5es de diversas etnias \u00e9 outra causa.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da CPT \u00e9 divulgado anualmente, a partir de dados apurados mediante fontes de pesquisa prim\u00e1ria e secund\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> R\u00e1dio Vaticano<br \/><strong>Local:<\/strong> Bras\u00edlia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil teve um total de 1.277 conflitos no campo em 2013 \u2013 87 a menos que em 2012. 34 pessoas foram assassinadas, sendo 15 delas ind\u00edgenas. 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