{"id":4533,"date":"2014-04-28T12:54:31","date_gmt":"2014-04-28T15:54:31","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santos-subitos\/"},"modified":"2017-04-05T11:27:32","modified_gmt":"2017-04-05T14:27:32","slug":"santos-subitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santos-subitos\/","title":{"rendered":"Santos S\u00fabitos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"> Aquele grito de \u201csanto j\u00e1\u201d que ecoou na pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro em 2005, quando da morte do papa Jo\u00e3o Paulo II, n\u00e3o s\u00f3 se concretizou, como trouxe consigo a lembran\u00e7a de outro nome que arregimentava multid\u00f5es naquela mesma pra\u00e7a, o papa Jo\u00e3o XXIII. Mais uma vez, a voz do povo foi prof\u00e9tica. Mais uma vez, a voz de Deus disse sim \u00e0 vontade popular. E nos deu mais que hav\u00edamos pedido ou merec\u00edamos: ao inv\u00e9s de um, dois santos. Na manh\u00e3 de 27 de abril de 2014, segundo domingo da P\u00e1scoa, dois papas foram entronizados nos altares cat\u00f3licos como novos santos e, detalhe relevante, acompanhados em cerim\u00f4nia por dois papas ainda vivos: Bento XVI e Francisco.<br \/> Como vemos, o acontecimento in\u00e9dito se reveste de uma \u00e1urea muito mais questionadora do que hist\u00f3rica. O que Deus quer dizer ao mundo com t\u00e3o significativo fato, dentro do contexto hist\u00f3rico cr\u00edtico e de crescente rejei\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria que a Igreja v\u00ea acontecer? Como resgatar a m\u00edstica da espiritualidade crist\u00e3 num mundo cada dia mais distante da f\u00e9? Ao santificar dois papas e conduzi-los ao altar pelas m\u00e3os de outros dois, todos protagonistas da mais recente hist\u00f3ria da Igreja, em especial partindo da \u201crevolu\u00e7\u00e3o da f\u00e9\u201d que Jo\u00e3o XXIII proporcionou ao mundo com a convoca\u00e7\u00e3o e in\u00edcio do Conc\u00edlio Vaticano II, passando pela constante busca de di\u00e1logo com o mundo, que Jo\u00e3o Paulo II desenvolveu em seus 27 anos de pontificado e chegando aos dias atuais, vemos que nenhum til ou v\u00edrgula se alterou da base doutrinal que nos deixou Jesus. Ao contr\u00e1rio, nestes anos de transforma\u00e7\u00f5es, o que mais se buscou foi fidelidade ao Cristo e \u00e0 sua s\u00e3 doutrina. Isso tudo confirmado pelo magist\u00e9rio da Igreja, sob a a\u00e7\u00e3o de seus pont\u00edfices. Isso tudo para nos dizer que o caminho da santidade passa por aqui.<br \/> Santos s\u00e3o os guias, luzeiros na escurid\u00e3o do mundo sem Deus. Santidade n\u00e3o \u00e9 um privil\u00e9gio de poucos, mas dever de todo e qualquer crist\u00e3o. Maior \u00e9 a responsabilidade dos que est\u00e3o \u00e0 frente do rebanho, mas nem por isso h\u00e1 de se desmerecer a pequena ovelha perseguida ou devorada pela alcat\u00e9ia da maledic\u00eancia humana, pelos lobos em tocaia, os muitos inimigos \u00e0 espreita, vociferando contra nossa f\u00e9. \u201cMatam o corpo, mas n\u00e3o a alma\u201d. Essa \u00e9 a grande certeza dos que aspiram \u00e0 santidade. Voca\u00e7\u00e3o sem privil\u00e9gios, pois na hierarquia celeste n\u00e3o h\u00e1 degraus, nem t\u00edtulos, muito menos privil\u00e9gios pessoais. N\u00e3o h\u00e1 santo maior ou menor, mais poderoso ou s\u00e1bio, j\u00e1 que todos os que alcan\u00e7am esta gl\u00f3ria entram na \u201ccomunh\u00e3o dos santos\u201d, isto \u00e9, se somam \u00e0 for\u00e7a espiritual que rege o mundo e podem interceder por n\u00f3s, os que ainda padecem \u201cneste vale de l\u00e1grimas\u201d. Assim a Igreja entende, incentiva e apresenta seus santos: modelos de vida e intercessores pelos que ainda vivem. <br \/> S\u00e3o Jo\u00e3o XXIII, ao declarar aberto o Conc\u00edlio Vaticano II, desejou que as portas da Igreja se abrissem ao mundo, num desejo ardente de que \u201ca luz de Cristo, refletida no rosto da Igreja, pudesse iluminar todos os homens, anunciando o Evangelho a toda a criatura\u201d. Foi esse o apelo de seu discurso de abertura conciliar. Um apelo feito de cora\u00e7\u00e3o aberto e que transformou radicalmente o rosto da Igreja, desde ent\u00e3o mais aberta \u00e0 realidade do mundo. Sua voz prof\u00e9tica e sua vis\u00e3o beat\u00edfica nos possibilitaram essa gra\u00e7a. Tornou-se o papa s\u00edmbolo da bondade, da serenidade, generosidade.<br \/> S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, por sua vez, ao insistir na vida mission\u00e1ria da Igreja como raz\u00e3o de ser desta, escreveu: \u201cO chamado \u00e0 miss\u00e3o deriva, por sua natureza, da voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade. Todo mission\u00e1rio s\u00f3 o \u00e9, autenticamente, se se empenhar no caminho da santidade: a santidade deve ser considerada um pressuposto fundamental e uma condi\u00e7\u00e3o totalmente insubstitu\u00edvel para se realizar a miss\u00e3o de salva\u00e7\u00e3o da Igreja\u201d (Redemptoris Missio). N\u00e3o temos, pois, alternativas: sejamos tamb\u00e9m santos, j\u00e1! Ou nunca chegaremos l\u00e1.\u00a0 Porque Cristo nos chama e multid\u00f5es tamb\u00e9m esperam por n\u00f3s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aquele grito de \u201csanto j\u00e1\u201d que ecoou na pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro em 2005, quando da morte do papa Jo\u00e3o Paulo II, n\u00e3o s\u00f3 se concretizou, como trouxe consigo a lembran\u00e7a de outro nome que arregimentava multid\u00f5es naquela mesma pra\u00e7a, o papa Jo\u00e3o XXIII. Mais uma vez, a voz do povo foi prof\u00e9tica. 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