{"id":45277,"date":"2018-11-12T10:02:33","date_gmt":"2018-11-12T12:02:33","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=45277"},"modified":"2018-11-12T10:05:42","modified_gmt":"2018-11-12T12:05:42","slug":"45277-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/45277-2\/","title":{"rendered":"&#8220;Parece que n\u00e3o aprendemos&#8221;, diz Papa ao falar sobre a I Guerra Mundial"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Neste dia 11 de novembro \u00e9 celebrado o centen\u00e1rio do final da I Guerra Mundial. &#8220;Enquanto rezamos por todas as v\u00edtimas dessa terr\u00edvel trag\u00e9dia, digamos, com for\u00e7a: invistamos na paz, n\u00e3o na guerra&#8221;, exortou Francisco.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Jackson Erpen &#8211; Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>Antes de saudar os peregrinos presentes na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, o Papa Francisco recordou os cem anos do final da I Guerra Mundial, convidando a rejeitar a cultura da guerra e investir na paz. O Pont\u00edfice tamb\u00e9m ofereceu o gesto de S\u00e3o Martinho de Tours ao dividir seu manto com um pobre como caminho para construir a paz:<\/p>\n<p>&#8220;<i>Recorre hoje o centen\u00e1rio do final da Primeira Guerra Mundial, que meu antecessor, Bento XV, chamou de &#8220;matan\u00e7a in\u00fatil&#8221;. Por esta raz\u00e3o, hoje, \u00e0s 13h30 hor\u00e1rio italiano, tocar\u00e3o os sinos em todo o mundo, tamb\u00e9m os da Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro. A p\u00e1gina hist\u00f3rica da Primeira Guerra Mundial \u00e9 para todos uma grave advert\u00eancia a rejeitar a cultura da guerra e buscar todos os meios leg\u00edtimos para p\u00f4r fim aos conflitos que ainda ensanguentam diversas regi\u00f5es do mundo. Enquanto rezamos por todas as v\u00edtimas dessa terr\u00edvel trag\u00e9dia, digamos, com for\u00e7a: invistamos na paz, n\u00e3o na guerra! E, como sinal emblem\u00e1tico, peguemos aquele do grande S\u00e3o Martinho de Tours, que hoje recordamos: ele cortou seu\u00a0manto em dois para compartilh\u00e1-lo com um homem pobre. Que este gesto de humana solidariedade indique a todos o caminho para a construir a paz&#8221;<\/i>.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe!<\/div>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-45277-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/11\/11\/15\/134716995_F134716995.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/11\/11\/15\/134716995_F134716995.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/11\/11\/15\/134716995_F134716995.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A Primeira Guerra Mundial teve in\u00edcio em 28 de julho de 1914 e durou at\u00e9 11 de novembro de 1918, envolvendo as grandes pot\u00eancias de todo o mundo, organizadas em duas alian\u00e7as opostas: os aliados (com base na Tr\u00edplice Entente entre Reino Unido, Fran\u00e7a e R\u00fassia) e os Imp\u00e9rios Centrais, a Alemanha e a \u00c1ustria-Hungria.<\/p>\n<p>Mais de setenta milh\u00f5es de militares, incluindo sessenta milh\u00f5es de europeus, foram mobilizados em uma das maiores guerras da hist\u00f3ria. Mais de nove milh\u00f5es de combatentes foram mortos, em grande parte por causa de avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos que determinaram um crescimento enorme na letalidade de armas, mas sem melhorias correspondentes em prote\u00e7\u00e3o ou mobilidade. Foi o sexto conflito mais mortal na hist\u00f3ria da humanidade e que posteriormente abriu caminho para v\u00e1rias mudan\u00e7as pol\u00edticas, como revolu\u00e7\u00f5es em muitas das na\u00e7\u00f5es envolvidas.<\/p>\n<h2>Papa Bento XV<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Bento XV, citado pelo Papa Francisco no Angelus e conhecido como o &#8220;Papa da paz\u201d, publicou em novembro de 1914 a primeira de suas doze Enc\u00edclicas: \u201cAd Beatissimi Apostolorum\u201d. As na\u00e7\u00f5es maiores e mais ricas, disse ele, est\u00e3o \u201cbem equipadas com as mais terr\u00edveis armas que a ci\u00eancia militar moderna havia inventado e se esfor\u00e7am para destruir umas \u00e0s outras com requintes de horror (&#8230;) N\u00e3o h\u00e1 limite para a medida da ru\u00edna e do abate; diariamente a terra fica marcada com o sangue rec\u00e9m-derramado e coberta com os corpos de mortos e feridos\u201d.<\/p>\n<p>Em julho de 1915, Bento publicou a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u201cAos povos hoje em guerra e a seus governantes\u201d, documento que marcou uma mudan\u00e7a na diplomacia ativa que culminou, dois anos mais tarde, com o plano de sete pontos apresentado \u00e0s partes em guerra no m\u00eas de agosto de 1917.<\/p>\n<p>Na Enc\u00edclica \u201cQuod Iam Diu\u201d, publicada em 1\u00ba de dezembro de 1918, tr\u00eas semanas depois do armist\u00edcio, Bento pediu a todos os cat\u00f3licos que rezassem pela paz e por aqueles que se ocupavam com as negocia\u00e7\u00f5es de paz. No entanto, ressaltou que a verdadeira paz n\u00e3o tinha chegado, mas que somente foram suspensas as hostilidades, o abate e a devasta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste dia 11 de novembro \u00e9 celebrado o centen\u00e1rio do final da I Guerra Mundial. &#8220;Enquanto rezamos por todas as v\u00edtimas dessa terr\u00edvel trag\u00e9dia, digamos, com for\u00e7a: invistamos na paz, n\u00e3o na guerra&#8221;, exortou Francisco. 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