{"id":45061,"date":"2018-11-04T08:07:26","date_gmt":"2018-11-04T10:07:26","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=45061"},"modified":"2018-11-05T08:16:58","modified_gmt":"2018-11-05T10:16:58","slug":"e-possivel-ser-fiel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/e-possivel-ser-fiel\/","title":{"rendered":"\u00c9 poss\u00edvel ser fiel"},"content":{"rendered":"<p>Se considerarmos aquela torcida esportiva fiel at\u00e9 no nome, se considerarmos a fidelidade partid\u00e1ria capaz de ir \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias em defesa de seus ideais pol\u00edticos, se considerarmos a prefer\u00eancia nacional de alguns inveterados apreciadores de determinadas marcas ou os defensores irredut\u00edveis de certos conceitos, filosofias ou mesmo cren\u00e7as, sim, \u00e9 poss\u00edvel ser fiel&#8230; fiel at\u00e9 morrer. Mas se a quest\u00e3o for fidelidade conjugal? Bem, essa \u00e9 outra hist\u00f3ria, dir\u00e3o muitos!<\/p>\n<p>Sobre esse assunto refletiu o Papa Francisco em sua habitual audi\u00eancia das quarta-feira. Exatamente num dia de bruxas soltas (31.10), eis que o sumo pont\u00edfice vem nos lembrar a exist\u00eancia de um sexto mandamento, que fala do adult\u00e9rio e suas consequ\u00eancias, lembrando-nos tamb\u00e9m que tudo aquilo que fere os ensinamentos da santa m\u00e3e Igreja possui atitudes de infidelidade, de adult\u00e9rio t\u00e3o odioso quanto o mais vil, aquele que se pratica contra a pr\u00f3pria vida conjugal. Come\u00e7a por nos recordar que \u00e9 a Igreja a esposa de Cristo. Por consequ\u00eancia, esposa da humanidade. Por consequ\u00eancia, tudo o que se pratica contra seus ensinamentos, fere nosso amor ao Cristo e \u00e0 sua Igreja. \u00c9 um adult\u00e9rio consentido.<\/p>\n<p>Mas, apenas de passagem, vale lembrar que o modismo desse tal halloween\u00a0 ou dia das bruxas, \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o mais descarada e comprometedora que se faz em oposi\u00e7\u00e3o ao dia de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, comemorado na quarta quinta-feira do m\u00eas de novembro. O primeiro d\u00e1 in\u00edcio a mais um ano sat\u00e2nico. Seu inicio \u00e0s tr\u00eas horas da madrugada \u00e9 apenas um contraponto alusivo \u00e0s tr\u00eas horas da tarde, quando Cristo expirou na cruz. Tudo nesse dia \u00e9 um ato de glorifica\u00e7\u00e3o sat\u00e2nica, que a ingenuidade popular e a infantilidade da f\u00e9 de muitos n\u00e3o valorizam, ou n\u00e3o atinam para suas consequ\u00eancias. Mais um adult\u00e9rio contra nossa f\u00e9. J\u00e1 a segunda celebra\u00e7\u00e3o nos recorda a fidelidade divina em tudo.<\/p>\n<p>A falta de amadurecimento nos permite consentir em atos de infidelidade. Tanto a Deus quanto ao c\u00f4njuge. Falar em fidelidade conjugal nos dias de hoje virou conversa de retr\u00f3gados, de bitolados, de beatos, de tudo o mais, menos de crist\u00e3o convicto. No pensar social, aquele que assim ainda procede n\u00e3o evoluiu para as \u201cvirtudes\u201d da modernidade sem peias, mas voltada exclusivamente para o bem-estar do indiv\u00edduo. Para estes, casamento \u00e9 neg\u00f3cio circunstancial, empreendimento que visa antes o patrim\u00f4nio, o conluio social a testemunhar status e gerenciamento s\u00f3cio econ\u00f4mico ou coisa assim. Poucos ainda entendem um pacto nupcial como juras de fidelidade. \u201cPara se casar, n\u00e3o basta celebrar o matrim\u00f4nio\u201d, recordou o Papa. \u201c\u00c9 preciso fazer um caminho, do eu at\u00e9 o n\u00f3s. De pensar sozinho a pensar a dois. De viver sozinho, a viver a dois\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo em sua forma negativa, o sexto mandamento n\u00e3o \u00e9 somente mais uma norma proibitiva. N\u00e3o cometer adult\u00e9rio vai al\u00e9m de um conceito normativo da f\u00e9 crist\u00e3, pois exige uma vis\u00e3o ampla da fidelidade, que passa tamb\u00e9m pela cruz. Ora, desta n\u00e3o falaremos agora. Mas do amor capaz de vencer barreiras, limites, incompreens\u00f5es e preconceitos, ah, deste sim. Qu\u00e3o belo e prof\u00edcuo, formoso em todas as nuances, lirismo e padr\u00f5es comportamentais. Quando verdadeiro, suprime leis e normas, para viver unicamente sua intensidade, sua originalidade. Dele se exige pouco, quase nada, nada mesmo, pois por si j\u00e1 \u00e9 um est\u00e1gio de fidelidade plena. Nele n\u00e3o cabem a\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias, celebra\u00e7\u00f5es demon\u00edacas, atitudes ad\u00falteras ou contr\u00e1rias \u00e0 harmonia de uma rela\u00e7\u00e3o aut\u00eantica. Ent\u00e3o \u00e9 isso: fidelidade existe sim. \u00c9 poss\u00edvel vivenci\u00e1-la \u00e9 pratic\u00e1-la sem medo do rid\u00edculo, onde o verdadeiro amor se cultiva diariamente, sem interrup\u00e7\u00f5es, sem preconceitos de qualquer natureza. Pois que Cristo amou tanto sua Igreja (sua esposa) que deu sua vida por ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se considerarmos aquela torcida esportiva fiel at\u00e9 no nome, se considerarmos a fidelidade partid\u00e1ria capaz de ir \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias em defesa de seus ideais pol\u00edticos, se considerarmos a prefer\u00eancia nacional de alguns inveterados apreciadores de determinadas marcas ou os defensores irredut\u00edveis de certos conceitos, filosofias ou mesmo cren\u00e7as, sim, \u00e9 poss\u00edvel ser fiel&#8230; fiel [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":32776,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-45061","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45061","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45061"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45061\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45062,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45061\/revisions\/45062"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32776"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}