{"id":4442,"date":"2014-03-31T18:03:10","date_gmt":"2014-03-31T21:03:10","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jesus-vencedor-da-morte\/"},"modified":"2017-04-05T10:13:25","modified_gmt":"2017-04-05T13:13:25","slug":"jesus-vencedor-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jesus-vencedor-da-morte\/","title":{"rendered":"Jesus vencedor da morte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O epis\u00f3dio da ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro (Jo 11,1-45)\u00a0 evidencia tamb\u00e9m como Jesus \u00e9 o vencedor poderoso da morte. Esta diante dele n\u00e3o tem a \u00faltima palavra. Ele se mostra capaz de ressuscitar o grande amigo mesmo ap\u00f3s quatro dias de seu falecimento. Ele e somente Ele pode afirmar que era a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida e que aquele que nele cresse n\u00e3o morreria jamais. A condi\u00e7\u00e3o basilar para que tal maravilha aconte\u00e7a \u00e9 a f\u00e9 que leva \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de sua vit\u00f3ria, ou seja, o triunfo sobre o \u00faltimo inimigo no dizer de S\u00e3o Paulo (1 Cor 15,26). Isto porque Ele \u00e9 o enviado do Pai para a reden\u00e7\u00e3o completa da humanidade. Esta derrota da morte desejada por Deus foi anunciada nitidamente no Antigo Testamento. Lemos o que profetizou Isa\u00edas, mostrando que o Senhor dos ex\u00e9rcitos \u201caniquilar\u00e1 para sempre a morte, e o Senhor Deus enxugar\u00e1 as l\u00e1grimas de todas as faces e cancelar\u00e1 da terra inteira o opr\u00f3brio de seu povo\u201d (Is 25,6-8-9). Ao falar do julgamento do povo judaico no tempo e no fim dos tempos Daniel assim se expressou: \u201dE muitos dos que dormem debaixo da terra despertar\u00e3o, este para a vida eterna, aquele para o vitup\u00e9rio, para a inf\u00e2mia eterna\u201d (Dn 12,2). Impressionante a vis\u00e3o de Ezequiel sobre os ossos dessecados. A promessa de Deus \u00e9 perempt\u00f3ria: \u201cEu vou abrir vossos t\u00famulos e vos farei sair deles [&#8230;] Eu colocarei em v\u00f3s meu esp\u00edrito e v\u00f3s vivereis\u201d (Ez 12-14). Portanto, a ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o do poderio do Ser Supremo que pode trazer \u00e0 vida os que foram dominados pela morte. Entretanto, uma reflex\u00e3o aprofundada de todas estas passagens b\u00edblicas patenteia que se a ressurrei\u00e7\u00e3o dos corpos se dar\u00e1 no \u00faltimo dia, quando Jesus vir\u00e1 no esplendor de sua gl\u00f3ria para julgar os vivos e os mortos, quem nele cr\u00ea deve conhecer uma cont\u00ednua ressurrei\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o. Esta deve acontecer dia a dia. Aquele que cr\u00ea em Jesus conhecer\u00e1 um dia a ressurrei\u00e7\u00e3o, mas deve ter a alma continuamente viva, possuindo a gra\u00e7a santificante. Neste aspecto raz\u00e3o tem o poeta: \u201cMortos n\u00e3o s\u00e3o aqueles que jazem na tumba fria, mortos s\u00e3o os que t\u00eam morta a alma e vivem todavia\u201d. O crist\u00e3o aut\u00eantico possui, desde j\u00e1, uma parte dos dons escatol\u00f3gicos, isto \u00e9, dos que lhe advir\u00e3o no fim dos tempos, quando tamb\u00e9m o seu corpo se unir\u00e1 novamente \u00e0 sua alma. Ele possui uma vida sem fim que a morte f\u00edsica n\u00e3o pode nunca destruir e usufrui continuamente da presen\u00e7a especial de Deus que habita nele desde o dia do Batismo. Eis porque est\u00e1 na Carta aos Hebreus: \u201cOra a f\u00e9 \u00e9 a garantia dos bens que se esperam, a prova das realidades que n\u00e3o se v\u00ea\u201d (Hb 11,1).\u00a0 Esta virtude \u00e9 como que uma posse antecipada das realidades futuras, um conhecimento seguro dos eventos celestiais. Em s\u00edntese, em Jesus a salva\u00e7\u00e3o est\u00e1 realmente atualizada e aquele que escolheu associar-se a Ele j\u00e1 \u00e9 um vencedor e n\u00e3o pode ser nunca entregue irreversivelmente ao poder da morte. Claras as palavras de Cristo a Marta: \u201cEu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida, Aquele que cr\u00ea em mim, ainda que venha a morrer, viver\u00e1 e todo aquele que vive e cr\u00ea em mim n\u00e3o morrer\u00e1 jamais. Cr\u00eas nisto?\u201d A condi\u00e7\u00e3o \u00e9, portanto, uma cren\u00e7a inabal\u00e1vel nele. Trata-se de uma alian\u00e7a de amor de um pacto sublime gra\u00e7as \u00e0 miseric\u00f3rdia infinita de Deus. O salto no mundo da f\u00e9 \u00e9 que disp\u00f5e cada um a entrar nesta alian\u00e7a salv\u00edfica. A recompensa \u00e9 a vida eterna. Desde agora, entretanto, h\u00e1 a certeza de se estar unido a Deus em todos os momentos da trajet\u00f3ria terrena. Deste modo, a ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro deve ser entendida como o som antecipado dos sinos jubilosos do grandioso dia da P\u00e1scoa, quando se saudar\u00e1 a Cristo que ressuscita imortal e impass\u00edvel. Tudo isto envolve o fiel num hino de esperan\u00e7a. Cumpre, contudo, agir como as irm\u00e3s de L\u00e1zaro, chamando sempre por Jesus, pois sua presen\u00e7a muda tudo, \u00e9 penhor de vida no tempo e por toda a eternidade. Ele \u00e9 o Deus dos vivos e n\u00e3o dos mortos. Por isto tamb\u00e9m \u00e9 preciso rezar a Ele pelos L\u00e1zaros que est\u00e3o na tumba do pecado que \u00e9 a morte da alma. Orar para que seus cora\u00e7\u00f5es ressuscitem. Para Jesus nada \u00e9 imposs\u00edvel. Nunca esgotamos as riquezas do amor do Cora\u00e7\u00e3o do divino Redentor. Seu amor por todos, sobretudo, para com os que est\u00e3o nas trevas do erro n\u00e3o conhece limites. Ele mesmo disse: \u201cN\u00e3o vim chamar os justos, mas os pecadores\u201d (Lc 5,32). Nele, diuturnamente, se deve confiar.<\/p>\n<p> * Professor no Semin\u00e1rio de Mariana durante 40 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O epis\u00f3dio da ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro (Jo 11,1-45)\u00a0 evidencia tamb\u00e9m como Jesus \u00e9 o vencedor poderoso da morte. Esta diante dele n\u00e3o tem a \u00faltima palavra. Ele se mostra capaz de ressuscitar o grande amigo mesmo ap\u00f3s quatro dias de seu falecimento. Ele e somente Ele pode afirmar que era a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-4442","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4442"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4442\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9350,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4442\/revisions\/9350"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}