{"id":44271,"date":"2018-10-01T10:39:24","date_gmt":"2018-10-01T13:39:24","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=44271"},"modified":"2018-10-01T10:39:24","modified_gmt":"2018-10-01T13:39:24","slug":"01-a-indissolubilidade-do-matrimonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/01-a-indissolubilidade-do-matrimonio\/","title":{"rendered":"01 A indissolubilidade do matrim\u00f4nio"},"content":{"rendered":"<p>No que tange ao matrim\u00f4nio o projeto de Deus \u00e9 indiscutivelmente poss\u00edvel e Jesus foi taxativo ao dizer: \u201cO que o Deus uniu o homem n\u00e3o separe\u201d (Mc 10,2-16) As primeiras p\u00e1ginas da B\u00edblia apresentam a narrativa da cria\u00e7\u00e3o na qual aparece claro o plano divino.\u00a0 Esse funda tudo no amor da uni\u00e3o do homem e da mulher, chamados a se dar um ao outro na mais perfeita igualdade. Ad\u00e3o maravilhado ao olhar pela primeira vez Eva exclamou: \u201cEis o osso de meus ossos e a carne da minha carne\u201d (G\u00ean 2,13). A Sagrada Escritura prossegue concluindo: \u201cO homem deixar\u00e1 seu pai e sua m\u00e3e e se unir\u00e1 a sua mulher e os dois formam uma s\u00f3 carne\u201d (G\u00ean 2,24). O matrim\u00f4nio, portanto, \u00e9 de sua natureza mesma indissol\u00favel. Cristo vindo a este mundo confirmou esta verdade. Explicou a raz\u00e3o pela qual Mois\u00e9s havia permitido escrever o ato de div\u00f3rcio e repudiar, estabelecendo esta norma n\u00e3o contestando o projeto de Deus, mas por causa da dureza do cora\u00e7\u00e3o humano. Cristo viera restabelecer o projeto de Deus e confirmou: \u201cTodo o que repudiar sua mulher e casar com outra, comete adult\u00e9rio contra ela; e se uma mulher repudia o seu marido e casa com outro, comete adult\u00e9rio\u201d (Mc 10, 11-13). Deus n\u00e3o pode se enganar e nem nos enganar. Donde ser indispens\u00e1vel a sua presen\u00e7a no lar onde homem e mulher se unem pelo sagrado v\u00ednculo de um sacramento. No la\u00e7o matrimonial h\u00e1 tr\u00eas vontades que devem se interagir: o homem, a mulher e Deus. \u00c9 esta presen\u00e7a do Criador no seio da fam\u00edlia que prende, definitivamente, dois cora\u00e7\u00f5es. Ele deve estar sempre no centro do projeto conjugal. Na vis\u00e3o divina o la\u00e7o do amor que une o homem e a mulher ultrapassa o plano afetivo, sens\u00edvel, emocional. Ele quer que os esposos estejam unidos por um amor <em>\u00c1gape, <\/em>que \u00e9 baseado na vontade de amar, de se dar para o bem um do outro, superando todas as dificuldades que tendam a fragilizar essa dile\u00e7\u00e3o. Esse amor, fundamentado no dom de si mesmo, \u00e9 um amor que vem de Deus o qual \u00e9 Ele mesmo sua \u00fanica fonte. S\u00e3o Jo\u00e3o na sua primeira carta dir\u00e1: \u201dDeus \u00e9 amor\u201d (1 Jo 4, 16-21). Quando Jesus empregou a express\u00e3o \u201co que Deus uniu o homem n\u00e3o separe\u201d, Ele mostrou que s\u00f3 um amor vindo do cora\u00e7\u00e3o divino pode unir duravelmente um homem e uma mulher. Eis porque o casal humano atrav\u00e9s da prece haure na fonte divina a \u00e1gua viva que far\u00e1 crescer dia a dia sua unidade. Gra\u00e7as a serem obtidas tamb\u00e9m atrav\u00e9s da Sagrada Fam\u00edlia, Jesus, Maria e Jos\u00e9, que iluminam os c\u00f4njuges na vis\u00e3o clarividente do plano de um amor que Deus quer prevale\u00e7a por toda a eternidade. S\u00e3o Jos\u00e9 e Maria se tornaram mestres da humildade e da paci\u00eancia para que jamais seja maculado o verdadeiro sentido da dile\u00e7\u00e3o conjugal, sobretudo no contexto atual no qual tanto se fala de amor e este \u00e9 tantas vezes renegado. Pela influ\u00eancia mal\u00e9fica dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social abrem-se feridas e dores que martirizam pai, m\u00e3e e filhos, envolvendo-os em horripilos problemas matrimoniais, afetando a exig\u00eancia evang\u00e9lica da unidade e da fidelidade. Cumpre sempre uma prepara\u00e7\u00e3o cuidadosa para aqueles que v\u00e3o convolar n\u00fapcias, afim de que estejam plenamente c\u00f4nscios de suas responsabilidades como marido e esposa. \u00c0queles que est\u00e3o casados \u00e9 preciso todo amparo e orienta\u00e7\u00e3o para que jamais um lar seja destru\u00eddo pelas invectivas do inimigo. \u00c9 preciso que o casal viva continuamente a dimens\u00e3o espiritual de seu matrim\u00f4nio. Homem e mulher s\u00e3o na sua casa imagem viva do Deus Uno que os uniu e os quer unidos para sempre. Para Deus nada \u00e9 imposs\u00edvel e, por isso mesmo, s\u00e3o milhares de c\u00f4njuges que vivem sua uni\u00e3o, n\u00e3o obstante todos os percal\u00e7os, que os levam por vezes \u00e0s raias do hero\u00edsmo. O Esp\u00edrito Santo presente no lar pode transformar continuamente um amor humano que \u00e9 limitado no amor imenso, ilimitado de Deus. Isso se manifesta em in\u00fameras circunst\u00e2ncias, sobretudo quando um sabe imediatamente perdoar o outro, tendo consci\u00eancia de que somente Deus \u00e9 perfeito. Jesus, que restabeleceu a grandeza do v\u00ednculo matrimonial ensina a dialogar, a desculpar, a ultrapassar as barreiras das fraquezas humanas. A fam\u00edlia crist\u00e3 patenteia ent\u00e3o valores fundamentais para que haja uma sociedade justa e dur\u00e1vel que \u00e9 a base da grandeza de um povo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No que tange ao matrim\u00f4nio o projeto de Deus \u00e9 indiscutivelmente poss\u00edvel e Jesus foi taxativo ao dizer: \u201cO que o Deus uniu o homem n\u00e3o separe\u201d (Mc 10,2-16) As primeiras p\u00e1ginas da B\u00edblia apresentam a narrativa da cria\u00e7\u00e3o na qual aparece claro o plano divino.\u00a0 Esse funda tudo no amor da uni\u00e3o do homem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":32782,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-44271","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44271","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44271"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44271\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44272,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44271\/revisions\/44272"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44271"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44271"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44271"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}