{"id":4427,"date":"2014-03-26T14:17:44","date_gmt":"2014-03-26T17:17:44","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-beleza-da-maternidade\/"},"modified":"2017-04-05T09:55:47","modified_gmt":"2017-04-05T12:55:47","slug":"a-beleza-da-maternidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-beleza-da-maternidade\/","title":{"rendered":"A beleza da maternidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/mulherebebe.jpg\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p><strong>A verdadeira m\u00e3e \u00e9 aquela que quer se entregar de corpo e alma aos seus pequenos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas \u00faltimas semanas, tive a alegria de contemplar, em diversas ocasi\u00f5es, uma daquelas cenas que, pela sua beleza e simplicidade, conseguem tornar o dia especial: beb\u00eas nos bra\u00e7os de suas m\u00e3es. Neste caso, eram duas m\u00e3es de primeira viagem. A cena era de uma ternura inigual\u00e1vel. Antiga como o tempo, mas sempre nova.<\/p>\n<p>A chegada do primeiro filho ao lar \u00e9 uma aventura que n\u00e3o pode ser descrita. H\u00e1 temores, cansa\u00e7o, incertezas&#8230; Mas o amor costuma ganhar a batalha. O instinto materno, at\u00e9 ent\u00e3o oculto, aparece com for\u00e7a e dissipa toda sombra de d\u00favida. N\u00e3o faltar\u00e3o prova\u00e7\u00f5es nem dificuldades no caminho, mas o amor \u00e9 quem guia e o medo j\u00e1 n\u00e3o tem a \u00faltima palavra.<\/p>\n<p>A maternidade \u00e9 um mist\u00e9rio. Os la\u00e7os que se tecem com essa criatura fraca e totalmente dependente s\u00e3o t\u00e3o fortes, que fogem do mero crit\u00e9rio biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Nos bra\u00e7os da m\u00e3e, o filho se sente protegido. \u00c9 o tempo do primeiro amor. De sussurrar ao ouvido e cantarolar as primeiras can\u00e7\u00f5es de ninar. J\u00e1 mais crescidos, n\u00e3o costumamos lembrar disso, mas tenho certeza de que esses primeiros meses de intensa rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e s\u00e3o decisivos na hora de ir formando a pr\u00f3pria personalidade.<\/p>\n<p>A maternidade biol\u00f3gica \u00e9 uma maravilha. Um presente. Mas tamb\u00e9m existem outros tipos de maternidade, n\u00e3o ligadas necessariamente \u00e0 carne. Quando h\u00e1 amor, quando h\u00e1 gratuidade na entrega, os la\u00e7os podem ser iguais ou at\u00e9 mais fortes que na maternidade biol\u00f3gica. O que determina a diferen\u00e7a \u00e9 a qualidade da entrega.<\/p>\n<p>\u00c9 m\u00e3e aquela mulher que deseja s\u00ea-lo. Aquela que se entrega de corpo e alma aos seus pequenos. A que n\u00e3o se foca em si mesma, mas tem o olhar dirigido aos seus filhos.<\/p>\n<p>Um exemplo bel\u00edssimo e muito f\u00e9rtil dessa maternidade n\u00e3o biol\u00f3gica \u00e9 a da \u201cM\u00e3e Ang\u00e9lique\u201d: por este nome \u00e9 conhecida uma freira agostiniana do Congo por numerosas mulheres e crian\u00e7as que, gra\u00e7as a ela, puderam reconstruir suas vidas.<\/p>\n<p>Ang\u00e9lique Namaika se dedica, h\u00e1 mais de 10 anos, a acompanhar mulheres e crian\u00e7as v\u00edtimas da viol\u00eancia do LRA. Marcadas desde muito jovens pela viol\u00eancia f\u00edsica e sexual, rejeitadas tamb\u00e9m muitas vezes pelas suas fam\u00edlias, a M\u00e3e Ang\u00e9lique vai ao seu encontro, as acolhe, as escuta e, com amor, cura suas feridas.<\/p>\n<p>\u00c9 uma maternidade de cura que caracteriza esta religiosa africana de olhar profundo e voz serena. Ela garante, no entanto, que n\u00e3o \u00e9 uma hero\u00edna, que muitas vezes se sente sozinha e tem medo.<\/p>\n<p>\u201cMinha for\u00e7a vem do Senhor \u2013 reconhece. \u00c9 Ele quem me convida a amar estas mulheres com amor de m\u00e3e\u201d.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A verdadeira m\u00e3e \u00e9 aquela que quer se entregar de corpo e alma aos seus pequenos Nas \u00faltimas semanas, tive a alegria de contemplar, em diversas ocasi\u00f5es, uma daquelas cenas que, pela sua beleza e simplicidade, conseguem tornar o dia especial: beb\u00eas nos bra\u00e7os de suas m\u00e3es. Neste caso, eram duas m\u00e3es de primeira viagem. 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