{"id":4426,"date":"2014-03-26T14:08:09","date_gmt":"2014-03-26T17:08:09","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/para-dar-e-preciso-ter-recebido-antes\/"},"modified":"2017-04-05T09:55:30","modified_gmt":"2017-04-05T12:55:30","slug":"para-dar-e-preciso-ter-recebido-antes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/para-dar-e-preciso-ter-recebido-antes\/","title":{"rendered":"Para dar, \u00e9 preciso ter recebido antes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/criancasagua14.jpg\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Nossa voca\u00e7\u00e3o \u00e9 ser fontes, mas para isso precisamos buscar o po\u00e7o que as alimenta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 dif\u00edcil passar sede. \u00c9 duro viver continuamente com sede. A sede do deserto. A sede da solid\u00e3o. A sede do pecado, da ang\u00fastia. Cristo, do alto da cruz, diz: \u201cTenho sede\u201d. Mas a sede de Jesus \u00e9 sede de amor, do nosso amor sincero. Ele tem sede de n\u00f3s, que muitas vezes lhe fechamos a porta. Tem sede da nossa vida, que com frequ\u00eancia desperdi\u00e7amos.<\/p>\n<p>O homem de hoje tamb\u00e9m tem muita sede. Sede de uma \u00e1gua pura, sede de verdade, de justi\u00e7a, de amor, de paz. Sede de uma fam\u00edlia na qual descansar, de um lar no qual enraizar-se. Sede de um Deus que acalme sua necessidade de infinito. Sede de perd\u00e3o, de miseric\u00f3rdia, de uma m\u00e3o que o socorra e o tire de sua dor. Sede de sa\u00fade, de vida plena, de alegria.<\/p>\n<p>Muitas vezes, caminhamos com sede. S\u00f3 quem tem sede deseja beber. S\u00f3 quem experimentou a seca pode, cansado, suplicar por \u00e1gua. \u00c0s vezes, nem percebemos essa nossa sede: vivemos os dias automaticamente e n\u00e3o olhamos para o nosso interior.<\/p>\n<p>A Quaresma \u00e9 esse momento de deserto, de olhar para dentro de n\u00f3s, de parar um pouco, de ver nossa sede, nossa inquietude. Tempo de pedir a Deus e ao pr\u00f3ximo que nos d\u00ea de beber, que nos d\u00ea a \u00e1gua que nos falta.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que, se n\u00e3o sabemos de que temos sede, n\u00e3o podemos pedir nada. E se n\u00e3o conhecemos a sede do pr\u00f3ximo, n\u00e3o podemos dar nada. Mas \u00e0s vezes vivemos assim, cada um com a sua \u00e1gua, desconhecendo a \u00e1gua do outro, a sede do outro, a minha sede, a minha \u00e1gua.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a minha sede? Aquilo por que eu anseio, o que me inquieta, o que me acontece e n\u00e3o me deixa repousar, isso que me queima por dentro. E qual \u00e9 a \u00e1gua que eu posso dar? Meus dons, qualidades, minha capacidade de amar.<\/p>\n<p>E qual \u00e9 a sede do meu pr\u00f3ximo? Qual \u00e9 a \u00e1gua que os outros t\u00eam e que me falta? Sei pedi-la?<\/p>\n<p>Precisamos voltar aos po\u00e7os dos quais \u00e9 poss\u00edvel tirar \u00e1gua pura. Abb\u00e9 Pierre disse: \u201cPara que haja fontes no deserto, \u00e9 preciso haver po\u00e7os escondidos na montanha\u201d. Da fonte mana a \u00e1gua que vem dasprofundezas do po\u00e7o.<\/p>\n<p>N\u00f3s temos a voca\u00e7\u00e3o de ser fontes, mas para isso precisamos buscar o po\u00e7o que as alimenta, o po\u00e7o do qual podemos tirar a \u00e1gua da qual necessitamos.<\/p>\n<p>Segundo S. Alberto Magno, \u201cexistem tr\u00eas tipos de plenitude: a do vaso, que ret\u00e9m e n\u00e3o d\u00e1; a do canal, que d\u00e1 e n\u00e3o ret\u00e9m; e a da fonte, que cria, ret\u00e9m e d\u00e1\u201d. Queremos dar a \u00e1gua que recebemos, queremos nos abrir para que muitos possam beber. N\u00e3o queremos ser como o vaso nem como o canal. Isso n\u00e3o nos basta. Nossa voca\u00e7\u00e3o \u00e9 ser fontes.<\/p>\n<p>Mas, para isso, o po\u00e7o precisa ter \u00e1gua. Se a fonte est\u00e1 seca, \u00e9 porque o po\u00e7o tamb\u00e9m est\u00e1. O po\u00e7o precisa ser profundo, para que a \u00e1gua nunca se acabe. Para isso, precisamos votar sempre novamente a esses lugares nos quais podemos nos encher de \u00e1gua e de vida.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o as fontes das quais bebemos? Como enchemos de \u00e1gua nosso pr\u00f3prio po\u00e7o? Os lugares nos quais abastecemos nosso po\u00e7o podem ser lugares santos, nos quais o cora\u00e7\u00e3o vibra, se enamora, descansa e sonha.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m podem ser pessoas santas que nos enchem de Deus, aquelas pessoas de cuja autenticidade e verdade podemos beber, nas quais podemos descansar. S\u00e3o lares nos quais somos o que temos de ser, sem medo de ser rejeitados.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa voca\u00e7\u00e3o \u00e9 ser fontes, mas para isso precisamos buscar o po\u00e7o que as alimenta \u00a0 \u00c9 dif\u00edcil passar sede. \u00c9 duro viver continuamente com sede. A sede do deserto. A sede da solid\u00e3o. A sede do pecado, da ang\u00fastia. Cristo, do alto da cruz, diz: \u201cTenho sede\u201d. 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