{"id":4418,"date":"2014-03-24T14:04:16","date_gmt":"2014-03-24T17:04:16","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/voce-ja-deixou-de-sentir-sede\/"},"modified":"2017-04-05T09:49:46","modified_gmt":"2017-04-05T12:49:46","slug":"voce-ja-deixou-de-sentir-sede","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/voce-ja-deixou-de-sentir-sede\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea j\u00e1 deixou de sentir sede?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/mulheragua.jpg\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00c0s vezes \u00e9 mais c\u00f4modo viver a escravid\u00e3o sem amor do que amar na liberdade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando desconhecemos o que \u00e9 preciso mudar, n\u00e3o avan\u00e7amos. Pensamos que tudo est\u00e1 bem assim como est\u00e1. Mas, na verdade, n\u00e3o sabemos em que dire\u00e7\u00e3o caminhamos. N\u00f3s nos cansamos, temos sede, buscamos, sonhamos.<\/p>\n<p>Pode ser que vejamos muitas coisas a serem mudadas e n\u00e3o saibamos por onde come\u00e7ar. E nunca come\u00e7amos. Sonhamos com o c\u00e9u sem levantar voo. O esfor\u00e7o nos custa. Como dizia Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez: \u201cAprendi que todo mundo quer viver no topo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade est\u00e1 na maneira de subi-la\u201d.<\/p>\n<p>Queremos j\u00e1 estar no topo, sem luta, sem ter de sofrer a dureza e a sede do caminho. N\u00e3o \u00e9 assim. \u00c9 preciso aprender a desfrutar tamb\u00e9m o caminho e a sede. Mas nos assusta a ideia do esfor\u00e7o e da necessidade de mudan\u00e7a. Por isso, n\u00f3s nos acostumamos com a vida, e mudar nos parece uma quimera, um esfor\u00e7o absurdo. A escravid\u00e3o \u00e9 mais c\u00f4moda que a liberdade.<\/p>\n<p>A mulher samaritana que tirava \u00e1gua do po\u00e7o era uma mulher ferida e escrava: teve cinco maridos. Estava ferida no amor, no mais profundo. Buscava \u00e1gua para acalmar sua sede. Vivia escrava de si mesma. Cinco maridos e um amante.<\/p>\n<p>Ela talvez vivesse a vida que n\u00e3o havia sonhado, que n\u00e3o havia querido. Apenas sobrevivia. Muitos fracassos e sensabores. Talvez sua dor fosse t\u00e3o profunda, que nenhuma \u00e1gua era capaz de aliviar. Uma mulher desprezada, rejeitada, \u00e0 margem do caminho.<\/p>\n<p>Jesus olha para ela de um jeito novo; reconhece-a sem jamais t\u00ea-la visto antes. V\u00ea sua beleza interior, sua alma pura, sua verdade.<\/p>\n<p>O povo de Israel tamb\u00e9m havia sido um povo escravo. Deus o libertou, acreditou nele, viu sua verdade. Caminhando pelo deserto, os israelitas sentiram sede e clamaram a Deus: \u201cTu nos fizeste sair do Egito para fazer-nos morrer de sede, n\u00f3s, nossos filhos e nosso gado?\u201d. Na escravid\u00e3o, n\u00e3o tinham liberdade, mas n\u00e3o padeciam necessidades, n\u00e3o sentiam sede nem fome. Na liberdade do deserto, sofreram, padeceram.<\/p>\n<p>A mulher samaritana, em sua ferida de amor, tem uma sede eterna. \u00c9 escrava e tem seu po\u00e7o para aliviar temporariamente sua sede. Mas a sede mais profunda continua. \u00c0s vezes, \u00e9 mais c\u00f4modo viver a escravid\u00e3o sem amor, que amar na liberdade.<\/p>\n<p>Ser escravos limita as possibilidades de optar na vida, mas d\u00e1 tranquilidade, alivia a sede por um tempo. N\u00e3o queremos ser escravos, mas muitas vezes o somos, porque a liberdade tem seus riscos e d\u00f3i. N\u00e3o nos atrevemos a sofrer a sede do deserto.<br \/><strong><br \/>Fonte:<\/strong> Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s vezes \u00e9 mais c\u00f4modo viver a escravid\u00e3o sem amor do que amar na liberdade \u00a0 Quando desconhecemos o que \u00e9 preciso mudar, n\u00e3o avan\u00e7amos. Pensamos que tudo est\u00e1 bem assim como est\u00e1. Mas, na verdade, n\u00e3o sabemos em que dire\u00e7\u00e3o caminhamos. N\u00f3s nos cansamos, temos sede, buscamos, sonhamos. 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