{"id":44135,"date":"2018-09-26T08:51:31","date_gmt":"2018-09-26T11:51:31","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=44135"},"modified":"2018-09-26T08:51:31","modified_gmt":"2018-09-26T11:51:31","slug":"papa-francisco-aos-catolicos-chineses-a-fe-muda-a-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-francisco-aos-catolicos-chineses-a-fe-muda-a-historia\/","title":{"rendered":"Papa Francisco aos cat\u00f3licos chineses: a f\u00e9 muda a hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Em &#8220;Mensagem aos cat\u00f3licos chineses e \u00e0 Igreja universal&#8221;, o Papa Francisco explica as raz\u00f5es que levaram a assinar o Acordo Provis\u00f3rio com a Rep\u00fablica Popular Chinesa: promover o an\u00fancio do Evangelho e alcan\u00e7ar a unidade da comunidade cat\u00f3lica.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>O Papa Francisco dirigiu uma <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/messages\/pont-messages\/2018\/documents\/papa-francesco_20180926_messaggio-cattolici-cinesi.html\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">Mensagem<\/a> aos cat\u00f3licos chineses e a todos os fi\u00e9is depois da divulga\u00e7\u00e3o do Acordo provis\u00f3rio entre a Santa S\u00e9 e a China.<\/p>\n<p>O longo texto, de 11 p\u00e1ginas, \u00e9 marcado por express\u00f5es que demonstram a solicitude pastoral do Pont\u00edfice para com os fi\u00e9is e o povo chin\u00eas em geral.<\/p>\n<p>\u201cNum momento t\u00e3o significativo para a vida da Igreja e atrav\u00e9s desta breve Mensagem, antes de mais nada desejo assegurar que vos tenho diariamente presente nas minhas ora\u00e7\u00f5es e partilhar convosco os sentimentos que moram no meu cora\u00e7\u00e3o\u201d, escreve o Papa.<\/p>\n<h2>Acordo<\/h2>\n<p>A mensagem procura explicar o significado do Acordo, mas n\u00e3o s\u00f3, expressa as esperan\u00e7as do Papa para o futuro da Igreja na China.<\/p>\n<p>O documento assinado dias atr\u00e1s, afirma Francisco, \u00e9 fruto do longo e complexo di\u00e1logo institucional da Santa S\u00e9 com as Autoridades governamentais chinesas, iniciado j\u00e1 por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II e continuado pelo Papa Bento XVI.<\/p>\n<p>A finalidade \u00e9 sustentar e promover o an\u00fancio do Evangelho, alcan\u00e7ar e conservar a unidade plena e vis\u00edvel da Comunidade cat\u00f3lica na China.<\/p>\n<h2>A f\u00e9 muda a hist\u00f3ria<\/h2>\n<p>Para isso, o Pont\u00edfice pede ato de confian\u00e7a aos fi\u00e9is, superando os momentos inevit\u00e1veis de perplexidade.<\/p>\n<p>\u201cSe Abra\u00e3o tivesse pretendido condi\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas ideais antes de sair da sua terra, talvez nunca tivesse partido. Mas n\u00e3o! (\u2026) Portanto, n\u00e3o foram as mudan\u00e7as hist\u00f3ricas que lhe permitiram confiar em Deus, mas foi a sua f\u00e9 pura que provocou uma mudan\u00e7a na hist\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n<h2>Clandestinidade<\/h2>\n<p>Para dar este novo passo, a primeira quest\u00e3o a enfrentar era as nomea\u00e7\u00f5es episcopais, que fez surgir o fen\u00f4meno da clandestinidade na Igreja presente na China.<\/p>\n<p>O Papa relata que desde o in\u00edcio do seu pontificado recebeu \u201csinais e testemunhos concretos\u201d de fi\u00e9is e bispos que manifestavam \u201co desejo sincero de viver a sua f\u00e9 em plena comunh\u00e3o com a Igreja universal e com o Sucessor de Pedro\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPor isso, depois de ter examinado atentamente cada uma das situa\u00e7\u00f5es pessoais e escutado diversos pareceres, refleti e rezei muito procurando o verdadeiro bem da Igreja na China. Por fim, decidi conceder a reconcilia\u00e7\u00e3o aos restantes sete Bispos \u00aboficiais\u00bb ordenados sem Mandato Pontif\u00edcio e, tendo removido todas as relativas san\u00e7\u00f5es can\u00f4nicas, readmiti-los na plena comunh\u00e3o eclesial.<\/p>\n<h2>Art\u00edfices de reconcilia\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Francisco ent\u00e3o convida todos os cat\u00f3licos chineses a fazerem-se art\u00edfices de reconcilia\u00e7\u00e3o. Assim, \u00e9 poss\u00edvel dar in\u00edcio a um percurso in\u00e9dito, que ajudar\u00e1 a curar as feridas do passado, restabelecer a plena comunh\u00e3o de todos os cat\u00f3licos chineses e abrir uma fase de colabora\u00e7\u00e3o mais fraterna, para assumir com renovado empenho a miss\u00e3o do an\u00fancio do Evangelho.<\/p>\n<p>O Acordo Provis\u00f3rio, explica ainda o Papa, apesar de se limitar a alguns aspectos da vida da Igreja, pode contribuir para escrever esta p\u00e1gina nova da Igreja Cat\u00f3lica na China. Pela primeira vez, este Acordo introduz elementos est\u00e1veis de colabora\u00e7\u00e3o entre as Autoridades do Estado e a S\u00e9 Apost\u00f3lica, com a esperan\u00e7a de garantir bons Pastores \u00e0 comunidade cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>\u00c1 Igreja chinesa, cabe o papel de procurar, juntos, bons candidatos para o servi\u00e7o episcopal. \u201cNa realidade, n\u00e3o se trata de nomear funcion\u00e1rios para a gest\u00e3o das quest\u00f5es religiosas, mas ter verdadeiros Pastores segundo o cora\u00e7\u00e3o de Jesus\u201d.<\/p>\n<p>O Acordo \u00e9 um instrumento, esclarece ainda o Papa, e por si s\u00f3 n\u00e3o poder\u00e1 resolver todos os problemas existentes.<br \/>\nPor isso, no plano pastoral, a comunidade cat\u00f3lica na China \u00e9 chamada a estar unida. \u201cTodos os crist\u00e3os, sem distin\u00e7\u00e3o, realizem gestos de reconcilia\u00e7\u00e3o e comunh\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>No plano civil e pol\u00edtico, os cat\u00f3licos chineses s\u00e3o chamados a ser bons cidad\u00e3os, que amem plenamente a p\u00e1tria e sirvam o seu pa\u00eds com empenho e honestidade, sem se eximir de proferir uma \u201cpalavra cr\u00edtica\u201d quando necess\u00e1ria.<\/p>\n<h2>Caridade pastoral<\/h2>\n<p>Aos Bispos, sacerdotes e pessoas consagradas, Francisco pede que a caridade pastoral seja a b\u00fassola do minist\u00e9rio. \u201cSuperemos os contrastes do passado, a busca da afirma\u00e7\u00e3o de interesses pessoais e cuidemos dos fi\u00e9is.\u201d<\/p>\n<p>De modo especial o Papa se dirige aos jovens, por ocasi\u00e3o do S\u00ednodo dos Jovens. Francisco pede colabora\u00e7\u00e3o, entusiasmo, sem medo de levar a todos a alegria do Evangelho.<\/p>\n<p>O Pont\u00edfice faz um pedido tamb\u00e9m a todos os fi\u00e9is no mundo inteiro. \u201cTemos uma tarefa importante: acompanhar com ora\u00e7\u00e3o fervorosa e amizade fraterna os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s na China. Com efeito, devem sentir que, no caminho que se abre diante deles neste momento, n\u00e3o est\u00e3o sozinhos.<\/p>\n<h2>Di\u00e1logo \u00e1rduo, mas fascinante<\/h2>\n<p>Por fim, uma men\u00e7\u00e3o \u00e0s autoridades chinesas: \u201cRenovo o convite a continuarem, com confian\u00e7a, coragem e clarivid\u00eancia, o di\u00e1logo iniciado h\u00e1 algum tempo. Desejo assegurar que a Santa S\u00e9 continuar\u00e1 a trabalhar com sinceridade para crescer numa amizade aut\u00eantica com o povo chin\u00eas\u201d.<\/p>\n<p>Para Francisco, \u00e9 preciso \u201caprender um novo estilo de colabora\u00e7\u00e3o simples e di\u00e1ria entre as Autoridades locais e as Autoridades eclesi\u00e1sticas\u201d, definindo este di\u00e1logo \u00e1rduo, mas ao mesmo tempo fascinante.<\/p>\n<p>A Igreja na China n\u00e3o \u00e9 alheia \u00e0 hist\u00f3ria do pa\u00eds nem pede privil\u00e9gio algum, esclarece o Papa: a sua finalidade no di\u00e1logo com as Autoridade civis \u00e9 \u201calcan\u00e7ar uma rela\u00e7\u00e3o tecida de respeito rec\u00edproco e de profundo conhecimento\u201d.<\/p>\n<p>A mensagem se conclui com uma ora\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora, Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os, implorando do Senhor o dom da paz.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a a reportagem completa<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-44135-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/9\/26\/11\/134638502_F134638502.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/9\/26\/11\/134638502_F134638502.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/9\/26\/11\/134638502_F134638502.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em &#8220;Mensagem aos cat\u00f3licos chineses e \u00e0 Igreja universal&#8221;, o Papa Francisco explica as raz\u00f5es que levaram a assinar o Acordo Provis\u00f3rio com a Rep\u00fablica Popular Chinesa: promover o an\u00fancio do Evangelho e alcan\u00e7ar a unidade da comunidade cat\u00f3lica. 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