{"id":43927,"date":"2018-09-20T08:27:59","date_gmt":"2018-09-20T11:27:59","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=43927"},"modified":"2018-09-20T08:27:59","modified_gmt":"2018-09-20T11:27:59","slug":"metropoles-do-futuro-cidadaos-do-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/metropoles-do-futuro-cidadaos-do-presente\/","title":{"rendered":"Metr\u00f3poles do futuro, cidad\u00e3os do presente"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>* Bruno Cunha<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Debater o futuro \u00e9 sempre desafiador. Muito se fala sobre como ser\u00e3o as cidades do amanh\u00e3. In\u00fameros projetos s\u00e3o lan\u00e7ados para enfrentar grandes desafios globais: polui\u00e7\u00e3o, consumismo, desperd\u00edcio de recursos (\u00e1gua, luz, alimentos), criminalidade, sustentabilidade ambiental, mobilidade urbana e desemprego crescente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo estudo da Oxford Economics apenas 750 cidades no mundo ir\u00e3o concentrar 30% dos empregos no planeta e 61% do PIB mundial. O homem do futuro viver\u00e1 majoritariamente em \u00e1reas urbanas, e \u00a0ser\u00e1 nevr\u00e1lgico o modo como os governos\/ONGs, empresas ir\u00e3o lidar com esta superpopula\u00e7\u00e3o das cidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os cidad\u00e3os, principalmente das grandes cidades, precisar\u00e3o refletir e agir sobre quais ser\u00e3o as regras da boa conviv\u00eancia, dos deveres e dos direitos no tocante aos recursos naturais, lixo, tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2030, segundo a ONU, as megacidades Nova York, Shangai e S\u00e3o Paulo ter\u00e3o popula\u00e7\u00f5es gigantescas, da ordem de 20, 30 ou at\u00e9 quase 40 milh\u00f5es de pessoas. Se fora do Brasil a discuss\u00e3o segue intensa, e diversas a\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o em curso (carros el\u00e9tricos, coleta seletiva do lixo, reutiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, energia limpa), em nossas terras tropicais ainda h\u00e1 muito por fazer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As grandes cidades brasileiras sofrem com as fac\u00e7\u00f5es criminosas, o tr\u00e2nsito ca\u00f3tico, e com os cidad\u00e3os cada vez mais estressados e doentes. Os governos (municipal, estadual e federal) atuam de forma muito lenta, e resta aos indiv\u00edduos procurarem o que pode ser mudado. Seja com a conscientiza\u00e7\u00e3o de que nossas atitudes afetam a vida do outro ou para o di\u00e1logo com o seu entorno na busca por solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um estudo do jornal The Economist mostrou que Viena, Oslo e Melbourne s\u00e3o as tr\u00eas primeiras colocadas como melhores cidades para se viver no planeta. O que impressiona \u00e9 o fato destas n\u00e3o terem sido escolhidas por causa da sua riqueza apenas, mas especialmente por serem cidades que funcionam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o, saneamento b\u00e1sico e sa\u00fade s\u00e3o os principais pontos procurados por cidad\u00e3os em v\u00e1rios pa\u00edses pesquisados. No entanto, no Brasil, vemos que nossas cidades est\u00e3o muito atr\u00e1s nesses quesitos, e fica dif\u00edcil imaginar a dist\u00e2ncia que estamos para termos cidades eficientes e saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 mobilidade urbana, os problemas ainda n\u00e3o s\u00e3o encarados de forma s\u00e9ria pelas autoridades, e o uso de autom\u00f3veis e a log\u00edstica baseada no transporte rodovi\u00e1rio, por meio caminh\u00f5es, ainda s\u00e3o a cultura dominante. Embora j\u00e1 existam movimentos e a\u00e7\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de ciclovias, ainda s\u00e3o muito t\u00edmidas diante do problema. Na verdade temos in\u00fameros rios e sistemas dispon\u00edveis para uso de embarca\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de uma costa oce\u00e2nica imensa, mas insistimos em ter o carro como sonho de consumo, e in\u00fameras redu\u00e7\u00f5es de impostos para compra de autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que esperar? Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminho para superar e a autoconscientiza\u00e7\u00e3o a chave mestre: n\u00e3o cruzar os bra\u00e7os! Embora ainda tenhamos um grande \u201cgap\u201d, uma lacuna, frente \u00e0s melhores cidades do mundo, \u00e9 preciso sair da in\u00e9rcia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Muito do que hoje temos em nossas metr\u00f3poles \u00e9 fruto de nossas escolhas tamb\u00e9m. As inunda\u00e7\u00f5es seriam muito menos frequentes se n\u00f3s cidad\u00e3os jog\u00e1ssemos o lixo nas lixeiras, e n\u00e3o nas ruas, rios, cal\u00e7adas e jardins. \u00c9 preciso fazer a parte que nos cabe.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O tr\u00e2nsito brasileiro \u00e9 um dos mais violentos do mundo, e n\u00e3o \u00e9 papel somente do governo para corrigir tal situa\u00e7\u00e3o, mas de cada motorista. O famoso jeitinho brasileiro aparece quando se acelera no sinal vermelho, n\u00e3o se para nas faixas de pedestres ou se dirige de forma perigosa e imprudente. O que est\u00e1 nas m\u00e3os dos indiv\u00edduos, das fam\u00edlias, s\u00f3 poder\u00e1 ser feito por eles mesmos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O futuro depender\u00e1 muito mais de mim e de voc\u00ea do que das grandes campanhas e propagandas e das pol\u00edticas p\u00fablicas. Parafraseando, e adaptando, Jhon Kenndy Jr, em seu discurso de posse, pode-se afirmar: N\u00e3o pergunte o que seu pa\u00eds, sua cidade, pode fazer por voc\u00ea, mas o que voc\u00ea pode fazer por seu pa\u00eds, por sua cidade. N\u00f3s podemos mudar o futuro hoje!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>* Bruno Cunha<\/em><\/strong><em> \u00e9 professor e diretor administrativo da Faculdade Can\u00e7\u00e3o Nova, mission\u00e1rio da Comunidade Can\u00e7\u00e3o Nova e autor do livro \u201cPHN na internet \u2013 7 #pecadosvirtu@is\u201d, pela editora Can\u00e7\u00e3o Nova.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; * Bruno Cunha &nbsp; Debater o futuro \u00e9 sempre desafiador. Muito se fala sobre como ser\u00e3o as cidades do amanh\u00e3. 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