{"id":43834,"date":"2018-09-17T13:07:11","date_gmt":"2018-09-17T16:07:11","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=43834"},"modified":"2018-09-17T13:07:11","modified_gmt":"2018-09-17T16:07:11","slug":"a-verdadeira-grandeza-do-cristao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-verdadeira-grandeza-do-cristao\/","title":{"rendered":"A verdadeira grandeza do crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Os disc\u00edpulos de Jesus discutiam entre eles para saber qual dentre eles era o maior (Mc \u00a09,30-37). O Mestre divino deu-lhes uma magn\u00edfica li\u00e7\u00e3o mostrando qual \u00e9 a verdadeira grandeza de seus seguidores: \u201cQuem quer ser o primeiro seja o \u00faltimo de todos e o servo de todos\u201d. Os ap\u00f3stolos raciocinavam com crit\u00e9rios meramente humanos. No seu orgulho o homem julga que \u201cser grande\u201d se relaciona com o dom\u00ednio, a for\u00e7a, a ascend\u00eancia de uns sobre os outros. Os ap\u00f3stolos n\u00e3o tinham ainda uma compreens\u00e3o verdadeira do novo reino messi\u00e2nico que Cristo viera instaurar neste mundo. Identificavam o reino de Deus com uma domina\u00e7\u00e3o temporal. Bel\u00edssimo o ensinamento de Jesus sobre a humildade que leva seu disc\u00edpulo a ser servidor dos outros, n\u00e3o procurando ser servido.\u00a0 Ilustrou suas palavras com um gesto prof\u00e9tico, ou seja, com a figura humilde de uma crian\u00e7a bem s\u00edmbolo do desprendimento. Proclamava assim quais eram os verdadeiros valores bem distintos do orgulho, do ego\u00edsmo e da supremacia que sobrep\u00f5em uns sobre os outros. Ele daria sempre o exemplo e p\u00f4de depois afirmar que o Filho do Homem n\u00e3o veio para ser servido, mas para servir (Mt 20,28). Apenas aquele que serve se torna grande e faz a diferen\u00e7a no mundo. Esta deveria ser sempre a postura do verdadeiro crist\u00e3o na fam\u00edlia, no trabalho, nos lugares de divers\u00e3o, enfim em todas as circunst\u00e2ncias. Atitude de acolhimento, de devotamento, de gratuidade, de doa\u00e7\u00e3o ativa, vendo no pr\u00f3ximo por mais simples que ele seja a representa\u00e7\u00e3o viva do Pai, doador de todas as coisas. Era a condena\u00e7\u00e3o de toda inveja, de toda pretens\u00e3o de superioridade. Claros os termos que Ele empregou: \u201cQuem quiser ser o primeiro seja o \u00faltimo de todos\u201d, isto \u00e9, aquele que realiza algo de proveitoso aos outros. Jesus pregava assim uma abertura que tira cada um do paroxismo de sua auto clausura, de seu interior fechado sobre si mesmo, ignorando a comunidade na qual se vive. Dedica\u00e7\u00e3o total, isto sim, \u00e0s equipes de trabalho, aos grupos de amigos, \u00e0s c\u00e9lulas sociais das quais cada um faz parte. \u00c9 preciso, realmente, banir imediatamente todo resqu\u00edcio de orgulho. Se \u00e9 verdade que em toda sociedade em geral e em toda comunidade em particular uma hierarquia \u00e9 necess\u00e1ria, rid\u00edculo, contudo, seria algu\u00e9m se julgar superior ao pr\u00f3ximo, uma vez que qualquer cargo \u00e9 um encargo, uma obriga\u00e7\u00e3o a mais de um servi\u00e7o necess\u00e1rio aos outros. Apenas assim, atrav\u00e9s da humildade e dedica\u00e7\u00e3o, se pode ser \u00fatil para o bem de todos. Os disc\u00edpulos pensavam em grandeza, prest\u00edgio, for\u00e7a e poder. Eles discutiam entre si quem poderia ocupar o primeiro lugar. Cada um pensava ser melhor do que o outro. Todos aspiravam uma bela promo\u00e7\u00e3o do famoso Rabi da Galileia e junto dele queriam ser o mais eminente. Tinham o esp\u00edrito e a ideia bem longe daquilo que o pr\u00f3prio Jesus pensava para si mesmo e para eles. O Mestre falara de sua Paix\u00e3o que se aproximava e da persegui\u00e7\u00e3o que estava iminente a cair sobre Ele. Os Ap\u00f3stolos se faziam de desentendidos, n\u00e3o queriam decodificar uma mensagem dolorosa e se entregavam a uma divaga\u00e7\u00e3o f\u00fatil e conden\u00e1vel sobre a primazia entre eles. Jesus usou de uma estrat\u00e9gia pedag\u00f3gica admir\u00e1vel para que eles pudessem reformular suas ilus\u00f5es de distin\u00e7\u00e3o, dissipando as trevas de uma vaidade lament\u00e1vel. Suas perspectivas n\u00e3o estavam de acordo com o que era necess\u00e1rio para uma espinhosa miss\u00e3o que os devia levar a dar a vida pelo projeto salvador de Cristo. Por isto, mais tarde S\u00e3o Paulo e S\u00e3o Barnab\u00e9 em Listra, Ic\u00f4nio e Antioquia \u201cconfirmavam a alma dos irm\u00e3os e, exortando-os a perseverarem na f\u00e9, advertindo que atrav\u00e9s de muitas tribula\u00e7\u00f5es \u00e9 que temos de entrar no reino de Deus\u201d (Atos14, 22) Para isto \u00e9 preciso ser simples como uma crian\u00e7a que aos olhos de todos \u00e9 um ser sem import\u00e2ncia e poderes aparentes. Ao apresentar Jesus aquele menino estava desvendando seu cora\u00e7\u00e3o, seu ideal de singeleza e total brandura interior. Aquela crian\u00e7a revelava Deus em sua ternura, sua humildade, sua discreta presen\u00e7a na vida de cada um. Era a figura dele, o Filho de Deus bem-amado do Pai, Ele que poderia depois frisar aos Ap\u00f3stolos e a todos os seus seguidores: \u201cAprendei de mim que sou manso e humildade de cora\u00e7\u00e3o\u201d. (Mt 11,28). Belas li\u00e7\u00f5es a serem vividas, pois, em as praticando, o crist\u00e3o encontra sua verdadeira grandeza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os disc\u00edpulos de Jesus discutiam entre eles para saber qual dentre eles era o maior (Mc \u00a09,30-37). O Mestre divino deu-lhes uma magn\u00edfica li\u00e7\u00e3o mostrando qual \u00e9 a verdadeira grandeza de seus seguidores: \u201cQuem quer ser o primeiro seja o \u00faltimo de todos e o servo de todos\u201d. Os ap\u00f3stolos raciocinavam com crit\u00e9rios meramente humanos. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":32782,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-43834","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43834","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43834"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43834\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43835,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43834\/revisions\/43835"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}