{"id":43798,"date":"2018-09-15T08:00:19","date_gmt":"2018-09-15T11:00:19","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=43798"},"modified":"2018-09-17T08:45:29","modified_gmt":"2018-09-17T11:45:29","slug":"as-dores-de-maria-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/as-dores-de-maria-2\/","title":{"rendered":"As Dores de Maria"},"content":{"rendered":"<p>A devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora das Dores, se origina a partir do testemunho dos Evangelho, escutamos palavras prof\u00e9ticas da boca do velho Sime\u00e3o: \u201cE a ti, uma espada traspassar\u00e1 tua alma!\u201d (cf. Lc 2,35). O Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o atesta que \u201cperto da Cruz de Cristo estava Maria sua M\u00e3e, (cf. Jo 19,25-27). Estas e outras passagens do Evangelho fala da presen\u00e7a da Virgem Maria na vida de seu Filho em todos os momentos de dor e solid\u00e3o, quando o seu filho percorria o doloroso sofrimento, sua morte e Pai\u00e3o ao assumir a vontade do Pai, a M\u00e3e estava com ele. Esta devo\u00e7\u00e3o tomou especial consist\u00eancia a partir do final do s\u00e9culo XI e teve um precursor percorrido muito antes de se tornar memoria oficial no calend\u00e1rio lit\u00fargico do Ocidente.<\/p>\n<p>A devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Nossa Senhora das Dores \u00e9 muito difundida, especialmente nos pa\u00edses do Mediterr\u00e2neo. Foi o Papa Pio VII em 1814 que o introduziu no calend\u00e1rio lit\u00fargico romano, fixando-o no dia 15 de setembro. A mem\u00f3ria de Nossa Senhora das Dores na liturgia cat\u00f3lica convida os fi\u00e9is a meditar sobre o momento decisivo na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o e a venerar a M\u00e3e associada \u00e0 Paix\u00e3o do Filho e pr\u00f3xima a ele ressuscitado na cruz.<\/p>\n<p>O testemunho desta devo\u00e7\u00e3o \u00e9 o muito popular no &#8220;Stabat Mater&#8221;, que em latim significa <em>estava a m\u00e3e<\/em>, isto \u00e9 a virgem estava ao lado do filho sempre com ele no momento de sua Morte e Paix\u00e3o desde o Calv\u00e1rio. Desta devo\u00e7\u00e3o originou a festa das &#8220;Sete Dores de Maria&#8221;. No s\u00e9culo XV, as primeiras celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas tiveram lugar na &#8220;compaix\u00e3o de Maria&#8221; ao p\u00e9 da cruz, durante o momento da paix\u00e3o de seu filho Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Em meados do s\u00e9culo XIII, no ano 1233, nasce a Ordem dos Frades &#8220;Servos de Maria\u201d, os Servitas fundada em Floren\u00e7a, pelos Sete Fundadores e foram inspirados na Virgem das Dores. \u00a0Para a ordem, a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 M\u00e3e de Deus qualificava a raz\u00e3o de ser e de existir de seus frades no mundo, por s\u00e9culos eles propagaram a intensa venera\u00e7\u00e3o e a propaga\u00e7\u00e3o do culto de Nossa Senhora das Dores.<\/p>\n<p>Em 9 de Junho, 1668, a Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o dos Ritos permitiu esta Ordem de poder celebrar a Missa votiva das Sete Dores da Virgem, fazendo men\u00e7\u00e3o, no decreto a veste ou o h\u00e1bito dos frades Servitas que sendo preto fazia mem\u00f3ria de Maria no caminho do Calv\u00e1rio, das dores que ela sustentou na paix\u00e3o de seu Filho.<\/p>\n<p>Finalmente S\u00e3o Pio X (1903-1914), fixa a data-limite de 15 de setembro, logo ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o da Exalta\u00e7\u00e3o da Santa Cruz (14 de setembro), sem mem\u00f3ria das &#8220;Sete Dores&#8221;, mais apropriadamente como a &#8220;Beata Virgem Maria das Dores &#8220;.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria das Dores, (Mater Dolorosa) que em latim significa a M\u00e3e das Dores, revive o momento decisivo na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o e para venerar a M\u00e3e associada a paix\u00e3o de seu filho e mais perto dele levantado na Cruz. Sua maternidade assume o Calv\u00e1rio dimens\u00f5es universais apresentando-se como a nova Eva, porque, como a desobedi\u00eancia da primeira mulher levou \u00e0 sua morte, por isso a sua obedi\u00eancia admir\u00e1vel conduz \u00e0 vida.<\/p>\n<p>O mundo tem grande necessidade de compaix\u00e3o e a festa de hoje nos d\u00e1 uma li\u00e7\u00e3o de verdadeira e profunda compaix\u00e3o da M\u00e3e pelo seu filho amado. Maria sofre por Jesus, mas tamb\u00e9m sofre com ele e a paix\u00e3o de Cristo \u00e9 participa\u00e7\u00e3o em toda a dor do homem.<\/p>\n<p>A liturgia nos faz ler na carta aos Hebreus os sentimentos do Senhor em sua paix\u00e3o: &#8220;Nos dias de sua vida terrena, ele oferecia ora\u00e7\u00f5es e s\u00faplicas com gritos e l\u00e1grimas para quem pudesse libert\u00e1-lo da morte&#8221;. A paix\u00e3o de Jesus ficou impressa no cora\u00e7\u00e3o da M\u00e3e, esses fortes gritos e l\u00e1grimas a fizeram sofrer. O desejo de que ele fosse salvo da morte tinha que ser mais forte nela do que em Jesus, porque uma M\u00e3e quer mais do que seu filho que ele est\u00e1 seguro. Mas, ao mesmo tempo, Maria estava unida \u00e0 piedade de Jesus, submetida \u00e0 vontade do Pai.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que a compaix\u00e3o de Maria \u00e9 verdadeira: porque ela realmente tomou sobre si a dor do Filho e aceitou com ele a vontade do Pai, numa obedi\u00eancia que d\u00e1 a verdadeira vit\u00f3ria sobre o sofrimento.<\/p>\n<p>Nossa compaix\u00e3o \u00e9 frequentemente superficial, n\u00e3o cheia de f\u00e9 como a de Maria. N\u00f3s facilmente vemos a vontade de Deus no sofrimento dos outros, e isso \u00e9 certo, mas n\u00f3s realmente n\u00e3o sofremos com aqueles que sofrem.<\/p>\n<p>Pe\u00e7amos a Nossa Senhora que una em n\u00f3s estes dois sentimentos que formam a verdadeira compaix\u00e3o: o desejo de que quem sofre traga a vit\u00f3ria sobre o seu sofrimento e seja liberto e, ao mesmo tempo, uma profunda submiss\u00e3o \u00e0 vontade de Deus, que \u00e9 sempre a vontade do amor que transforma a vida.<\/p>\n<p>Da M\u00e3e dolorosa emerge a miss\u00e3o do crist\u00e3o que, debaixo da Cruz, encontra sua identidade prof\u00e9tica e mission\u00e1ria, e sua realidade de encontro com Cristo em verdade autenticada.<\/p>\n<p>A dor j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma realidade em si, mas atrav\u00e9s de Maria \u00e9 profundida como o perfume da miss\u00e3o de toda a Igreja, atrav\u00e9s do ato de oferecer e confiar que Jesus faz a Maria para Jo\u00e3o e Jo\u00e3o para Maria, e para sua Igreja de todos os tempos.<\/p>\n<p>Ir \u00e0 dor com amor n\u00e3o \u00e9 apenas o estilo de Maria como um dom recebido por ela sob a Cruz do Filho, mas tamb\u00e9m se torna um novo estilo para n\u00f3s, n\u00e3o s\u00f3 para o crist\u00e3o, mas para todo homem de boa vontade, para tornar realidade dor n\u00e3o \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o em sua pr\u00f3pria direita, que se fecha na morte, mas um sinal de que abre a dimens\u00e3o misteriosa da vida, e ent\u00e3o o amor derramado por Jesus na cruz, e continuou nos sofrimentos de nosso relacionamento investida com Cristo e transformada em luz amorosa, luminosa e triunfante.<\/p>\n<p>O sofrimento, fez parte de uma dor maior e mais eficaz, a Senhora das Dores esteve em comunh\u00e3o com seu Filho em todos os momentos decisivos de sua miss\u00e3o redentora. Tamb\u00e9m hoje caros irm\u00e3os e irm\u00e3s a presen\u00e7a da M\u00e3e nos lenta na caminhada, onde quer que nos encontremos, no julgamento, na Cruz e sofrimento, onde a dor nos atormenta, tamb\u00e9m nos transforma na imagem de Cristo que, ainda hoje, compartilha nosso morrer e viver. Pe\u00e7amos a M\u00e3e das Dores que nos ajude nas horas amargas da caminhada e nos mostre sempre caminho do seu filho Jesus Cristo para seguirmos mais de perto como verdadeiros disc\u00edpulos e mission\u00e1rios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora das Dores, se origina a partir do testemunho dos Evangelho, escutamos palavras prof\u00e9ticas da boca do velho Sime\u00e3o: \u201cE a ti, uma espada traspassar\u00e1 tua alma!\u201d (cf. Lc 2,35). O Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o atesta que \u201cperto da Cruz de Cristo estava Maria sua M\u00e3e, (cf. Jo 19,25-27). 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